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Documentário conta a trajetória da vereadora Marielle Franco, assassinada há dois anos


Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

11/03/2020 | 23:46


Desde o dia 14 de março de 2018 há uma pergunta em comum que ecoa quase que diariamente – seja nas redes sociais, programas de televisão ou qualquer outro tipo de mídia: ‘Quem matou Marielle Franco?’. Assassinada após participar de um evento no Rio de Janeiro, a vereadora em exercício, defensora dos direitos humanos, tornou-se o símbolo de um País que ainda não acolhe a todos de maneira igualitária.

E a trajetória desta mulher passa a ser contada hoje com Marielle –O Documentário, série cujo primeiro episódio será transmitido na Globo, após o BBB 20, e amanhã entra no catálogo da Globoplay. Dividida em seis episódios, a obra discorre sobre a carioca que nasceu no Complexo da Maré, filha de Marinete e Antônio Silva, mãe de Luyara, companheira de Mônica Benício e que teve a vida ceifada junto com o motorista Anderson Gomes. A direção e o roteiro são de Caio Cavechini.

“É um caso ainda sem respostas, com algumas reviravoltas ao longo desses dois anos. Isso é o que basicamente guia o documentário. Existem duas cronologias que correm paralelamente. A história de vida da Marielle e a do 14 de março até os dias de hoje, desde a investigação até a repercussão do caso, o impacto nas famílias e o surgimento das fake news. Essas duas narrativas acabam acontecendo de forma paralela, pois ao mesmo tempo em que avançamos numa determinada linha de investigação, mostramos algum detalhe da vida dela que o público ainda não sabe”, resume Cavechini.

O documentário, que levou cinco meses para ficar pronto, registra momentos da adolescência da vereadora e de quando o motorista descobriu que seria pai do pequeno Arthur. Conta com entrevistas com os familiares das vítimas, policiais, jornalistas que cobriram o caso, procuradores e autoridades políticas. “O conhecimento acumulado ao longo deste tempo sobre a história de Marielle e sobre o crime que a levou é enorme. E esse conhecimento foi o ponto de partida para as entrevistas. Quem assiste ao documentário se emociona e se informa com a história da menina da Maré que chegou à Câmara de Vereadores, e descobre uma Marielle ainda desconhecida, que teve baile de debutante, foi rainha da primavera e frequentou baile funk”, diz Ricardo Villela, diretor executivo de jornalismo da Globo.

Em uma das cenas da obra, Marielle fez o discurso derradeiro na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, em razão do Dia Internacional da Mulher. Com uma flor que acabara de ganhar de um colega, ela retribuiu o agrado com uma frase que faria todo sentido menos de uma semana depois: “As rosas da resistência nascem do asfalto”. Tentaram calar sua voz, mas ela está mais presente do que nunca.  



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Documentário conta a trajetória da vereadora Marielle Franco, assassinada há dois anos

Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

11/03/2020 | 23:46


Desde o dia 14 de março de 2018 há uma pergunta em comum que ecoa quase que diariamente – seja nas redes sociais, programas de televisão ou qualquer outro tipo de mídia: ‘Quem matou Marielle Franco?’. Assassinada após participar de um evento no Rio de Janeiro, a vereadora em exercício, defensora dos direitos humanos, tornou-se o símbolo de um País que ainda não acolhe a todos de maneira igualitária.

E a trajetória desta mulher passa a ser contada hoje com Marielle –O Documentário, série cujo primeiro episódio será transmitido na Globo, após o BBB 20, e amanhã entra no catálogo da Globoplay. Dividida em seis episódios, a obra discorre sobre a carioca que nasceu no Complexo da Maré, filha de Marinete e Antônio Silva, mãe de Luyara, companheira de Mônica Benício e que teve a vida ceifada junto com o motorista Anderson Gomes. A direção e o roteiro são de Caio Cavechini.

“É um caso ainda sem respostas, com algumas reviravoltas ao longo desses dois anos. Isso é o que basicamente guia o documentário. Existem duas cronologias que correm paralelamente. A história de vida da Marielle e a do 14 de março até os dias de hoje, desde a investigação até a repercussão do caso, o impacto nas famílias e o surgimento das fake news. Essas duas narrativas acabam acontecendo de forma paralela, pois ao mesmo tempo em que avançamos numa determinada linha de investigação, mostramos algum detalhe da vida dela que o público ainda não sabe”, resume Cavechini.

O documentário, que levou cinco meses para ficar pronto, registra momentos da adolescência da vereadora e de quando o motorista descobriu que seria pai do pequeno Arthur. Conta com entrevistas com os familiares das vítimas, policiais, jornalistas que cobriram o caso, procuradores e autoridades políticas. “O conhecimento acumulado ao longo deste tempo sobre a história de Marielle e sobre o crime que a levou é enorme. E esse conhecimento foi o ponto de partida para as entrevistas. Quem assiste ao documentário se emociona e se informa com a história da menina da Maré que chegou à Câmara de Vereadores, e descobre uma Marielle ainda desconhecida, que teve baile de debutante, foi rainha da primavera e frequentou baile funk”, diz Ricardo Villela, diretor executivo de jornalismo da Globo.

Em uma das cenas da obra, Marielle fez o discurso derradeiro na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, em razão do Dia Internacional da Mulher. Com uma flor que acabara de ganhar de um colega, ela retribuiu o agrado com uma frase que faria todo sentido menos de uma semana depois: “As rosas da resistência nascem do asfalto”. Tentaram calar sua voz, mas ela está mais presente do que nunca.  

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