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Cinco décadas de amor
aos sons brasileiros

Leny Andrade encabeça coleção sobre bossa nova, que traz
também shows de Pery Ribeiro, Maria Creuza e Os Cariocas


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

09/04/2012 | 07:00


"No meu palco você não vê uma cerveja. Não tem ninguém fumando no meu palco. Não trabalho com maluco, não tem cocaína, não tem fumador de maconha e não tem bêbado. Eu tenho música. Eu faço música brasileira. Que, para mim, é a melhor do mundo". É assim, colocando ordem na casa, que Leny Andrade mostra a que veio.

Figura que abandonou a música clássica ainda aos 15 anos, para desgosto da mãe, porque escolheu mergulhar no gênero popular, a cantora, apaixonada pelas vozes de Dircinha Batista, Dalva de Oliveira, Elza Laranjeira e Ademilde Fonseca, aproveita para comemorar as cinco décadas da bossa nova com o lançamento de "Leny Andrade Ao Vivo" (Music Brokers, R$ 50 em média). Além desse, concertos de Pery Ribeiro, Maria Creuza e do grupo Os Cariocas também ganham lançamento com CD e DVD.

Gravada no Teatro Rival, no Rio de Janeiro, em 2003, a apresentação de Leny chega às prateleiras nos dois formatos e traz 16 composições de alguns dos mais importantes compositores brasileiros. Carlos Lyra, Roberto Menescal, Tom Jobim, João Donato e Johnny Alf são alguns dos nomes que figuram entre os compositores interpretados pela carioca.
Aos 69 anos, a cantora esbanja elegância, energia e desfila seu vozeirão em canções como a belíssima "Dindi", de Tom Jobim. "Eu canto "Dindi", como essa que está aí nesse trabalho, e as pessoas ficam em pé. Em plena Nova York, no Avery Fisher Hall, 3.000 pessoas ficaram em pé comigo cantando em português. Eu e meu trio. Isso não tem preço", relembra a cantora.

A agenda no Exterior é intensa e as apresentações estão sempre lotadas. Segundo ela, algumas plateias chegam a ter 12 mil pessoas. "São mais de 300 festivais internacionais de jazz, em todos os lugares. Holanda, Itália, Tóquio... Dentro do Japão, há cidades que nem sei te dizer o nome, umas cidades que toquei só com o Menescal. Uns lugares que você nem imagina que existam, mas é um encantamento", diz.

REPERTÓRIO
Momentos como "Nós", faixa escrita por Johhny Alf, roubam a cena. Repleta de arranjos delicados, é um dos momentos mais românticos do show. "Batida Diferente" serve de pano de fundo para Leny, o contrabaixista Lúcio Nascimento, o baterista Adriano de Oliveira e o pianista Tito Freitas abusarem dos improvisos e mostrarem toda sua experiência.

Leny promove rico mergulho na obra de Roberto Menescal e dá ao público releituras como "Você", "O Barquinho", "A Volta", "Telefone" e "Rio". O show passeia ainda por músicas como a delicada "Vagamente", e tem momento inspirador com "Saudade Fez Um Samba".

Apaixonada pelo trabalho que realiza, a carioca da Zona Norte fala com gosto do amor a música. "Encho a boca para dizer que na minha carreira não gravei disquinho. Não gravo porcaria, não me interessa dinheiro, não quero ficar rica com música. Música é uma entidade espiritual com a qual eu lido", afirma. "Eu só canto em português. Não sei duas frases de "Garota de Ipanema" em inglês porque eu não preciso saber",brinca.    


FAIXAS

1 - Céu e Mar
2 - Nós
3 - Batida Diferente
4 - Dindi
5 - Wave
6 - Lugar Comum
7 - Saudade Fez Um Samba
8 - Você
9 - O Barquinho
10 - Vagamente
11 - Fim de Noite
12 - A Volta
13 - Se é Tarde Me Perdoa
14 - Canção Que Morre no Ar
15 - Telefone



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Cinco décadas de amor
aos sons brasileiros

Leny Andrade encabeça coleção sobre bossa nova, que traz
também shows de Pery Ribeiro, Maria Creuza e Os Cariocas

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

09/04/2012 | 07:00


"No meu palco você não vê uma cerveja. Não tem ninguém fumando no meu palco. Não trabalho com maluco, não tem cocaína, não tem fumador de maconha e não tem bêbado. Eu tenho música. Eu faço música brasileira. Que, para mim, é a melhor do mundo". É assim, colocando ordem na casa, que Leny Andrade mostra a que veio.

Figura que abandonou a música clássica ainda aos 15 anos, para desgosto da mãe, porque escolheu mergulhar no gênero popular, a cantora, apaixonada pelas vozes de Dircinha Batista, Dalva de Oliveira, Elza Laranjeira e Ademilde Fonseca, aproveita para comemorar as cinco décadas da bossa nova com o lançamento de "Leny Andrade Ao Vivo" (Music Brokers, R$ 50 em média). Além desse, concertos de Pery Ribeiro, Maria Creuza e do grupo Os Cariocas também ganham lançamento com CD e DVD.

Gravada no Teatro Rival, no Rio de Janeiro, em 2003, a apresentação de Leny chega às prateleiras nos dois formatos e traz 16 composições de alguns dos mais importantes compositores brasileiros. Carlos Lyra, Roberto Menescal, Tom Jobim, João Donato e Johnny Alf são alguns dos nomes que figuram entre os compositores interpretados pela carioca.
Aos 69 anos, a cantora esbanja elegância, energia e desfila seu vozeirão em canções como a belíssima "Dindi", de Tom Jobim. "Eu canto "Dindi", como essa que está aí nesse trabalho, e as pessoas ficam em pé. Em plena Nova York, no Avery Fisher Hall, 3.000 pessoas ficaram em pé comigo cantando em português. Eu e meu trio. Isso não tem preço", relembra a cantora.

A agenda no Exterior é intensa e as apresentações estão sempre lotadas. Segundo ela, algumas plateias chegam a ter 12 mil pessoas. "São mais de 300 festivais internacionais de jazz, em todos os lugares. Holanda, Itália, Tóquio... Dentro do Japão, há cidades que nem sei te dizer o nome, umas cidades que toquei só com o Menescal. Uns lugares que você nem imagina que existam, mas é um encantamento", diz.

REPERTÓRIO
Momentos como "Nós", faixa escrita por Johhny Alf, roubam a cena. Repleta de arranjos delicados, é um dos momentos mais românticos do show. "Batida Diferente" serve de pano de fundo para Leny, o contrabaixista Lúcio Nascimento, o baterista Adriano de Oliveira e o pianista Tito Freitas abusarem dos improvisos e mostrarem toda sua experiência.

Leny promove rico mergulho na obra de Roberto Menescal e dá ao público releituras como "Você", "O Barquinho", "A Volta", "Telefone" e "Rio". O show passeia ainda por músicas como a delicada "Vagamente", e tem momento inspirador com "Saudade Fez Um Samba".

Apaixonada pelo trabalho que realiza, a carioca da Zona Norte fala com gosto do amor a música. "Encho a boca para dizer que na minha carreira não gravei disquinho. Não gravo porcaria, não me interessa dinheiro, não quero ficar rica com música. Música é uma entidade espiritual com a qual eu lido", afirma. "Eu só canto em português. Não sei duas frases de "Garota de Ipanema" em inglês porque eu não preciso saber",brinca.    


FAIXAS

1 - Céu e Mar
2 - Nós
3 - Batida Diferente
4 - Dindi
5 - Wave
6 - Lugar Comum
7 - Saudade Fez Um Samba
8 - Você
9 - O Barquinho
10 - Vagamente
11 - Fim de Noite
12 - A Volta
13 - Se é Tarde Me Perdoa
14 - Canção Que Morre no Ar
15 - Telefone

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