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MTST faz protesto com filhos de Lula

Paço de São Bernardo foi destino de passeata que pediu a liberdade do petista


Vanessa de Oliveira

09/04/2018 | 07:00


 No dia seguinte da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lideranças do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) e integrantes da ocupação Povo Sem Medo, em São Bernardo, fizeram ato pelas ruas da cidade no fim da tarde de ontem, pedindo a liberdade do petista. Cerca de 3.000 pessoas participaram da passeata, que contou também com a presença dos filhos do ex-presidente, Lurian Cordeiro Lula da Silva e Marcos Cláudio Lula da Silva, além do coordenador nacional do MTST e pré-candidato à Presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos.

O grupo caminhou até a Prefeitura e o trânsito da região foi prejudicado durante o período em que os manifestantes estiveram no local, entre 18h30 e 19h10, quando o ato acabou. Todas as pistas no fim das avenidas Lucas Nogueira Garcez e Senador Vergueiro ficaram bloqueadas pelo grupo.

“Ontem (sábado) foi um dia muito triste na história desse País. Queremos deixar nosso compromisso pela Justiça e nós, do MTST, não vamos descansar enquanto não tirar o Lula de lá (em Curitiba, onde o ex-presidente cumpre pena), enquanto ele não estiver livre”, disse Boulos, em discurso. Ele evitou afirmar que é herdeiro do espólio político do petista. “Seguiremos defendendo o direito de o Lula ser candidato”, afirmou. “O Judiciário não pode definir no tapetão quem pode participar de uma eleição, isso é antidemocrátrico.” A filha do ex-presidente, Lurian, também discursou, declarando que o pai sairá da prisão e “vai voltar à Presidência, mas antes disso “vai ter muita luta, vai ter muita resistência”.

Durante a caminhada, os manifestantes foram incitados à entoar gritos ameaçadores contra o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), como “prefeito, presta atenção, a sua casa vai virar ocupação”. Em dezembro, grupo ameaçou depredar mercado de propriedade da família de Morando durante manifestação, mas foi impedido pela Justiça de se aproximar do local.

O repórter do Diário, Daniel Macário, sofreu ameaças, no ano passado, em vídeo feito por manifestantes e durante a cobertura da prisão de Lula, o fotógrafo do Diário, Nário Barbosa, também foi ameaçado por integrantes do MTST.

OCUPAÇÃO
Antes da manifestação, foi realizada a última assembleia do MTST no terreno localizado no bairro Assunção, que está ocupado desde 2 de setembro. A área pertence à MZM Incorporadora e os ocupantes se comprometeram a deixar o local após acordo com a Secretaria de Habitação do Estado de São Paulo e a concessão de quatro áreas (uma em São Bernardo, outra em Diadema e duas em Mauá) – todas de propriedade da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário SA).

Ontem à noite. Marcelo Mendes Vicente, 39 anos, um dos coordenadores do MCI (Movimento Contra Invasão em São Bernardo), confirmou que a área já estava sendo desocupada e que “nesta segunda (hoje) ou terça (amanhã) deve ser a retirada definitiva deles. Vicente disse também que “nas próximas semanas a construtora deve entrar com processo de limpeza no local e aumento na segurança”.



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MTST faz protesto com filhos de Lula

Paço de São Bernardo foi destino de passeata que pediu a liberdade do petista

Vanessa de Oliveira

09/04/2018 | 07:00


 No dia seguinte da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lideranças do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) e integrantes da ocupação Povo Sem Medo, em São Bernardo, fizeram ato pelas ruas da cidade no fim da tarde de ontem, pedindo a liberdade do petista. Cerca de 3.000 pessoas participaram da passeata, que contou também com a presença dos filhos do ex-presidente, Lurian Cordeiro Lula da Silva e Marcos Cláudio Lula da Silva, além do coordenador nacional do MTST e pré-candidato à Presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos.

O grupo caminhou até a Prefeitura e o trânsito da região foi prejudicado durante o período em que os manifestantes estiveram no local, entre 18h30 e 19h10, quando o ato acabou. Todas as pistas no fim das avenidas Lucas Nogueira Garcez e Senador Vergueiro ficaram bloqueadas pelo grupo.

“Ontem (sábado) foi um dia muito triste na história desse País. Queremos deixar nosso compromisso pela Justiça e nós, do MTST, não vamos descansar enquanto não tirar o Lula de lá (em Curitiba, onde o ex-presidente cumpre pena), enquanto ele não estiver livre”, disse Boulos, em discurso. Ele evitou afirmar que é herdeiro do espólio político do petista. “Seguiremos defendendo o direito de o Lula ser candidato”, afirmou. “O Judiciário não pode definir no tapetão quem pode participar de uma eleição, isso é antidemocrátrico.” A filha do ex-presidente, Lurian, também discursou, declarando que o pai sairá da prisão e “vai voltar à Presidência, mas antes disso “vai ter muita luta, vai ter muita resistência”.

Durante a caminhada, os manifestantes foram incitados à entoar gritos ameaçadores contra o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), como “prefeito, presta atenção, a sua casa vai virar ocupação”. Em dezembro, grupo ameaçou depredar mercado de propriedade da família de Morando durante manifestação, mas foi impedido pela Justiça de se aproximar do local.

O repórter do Diário, Daniel Macário, sofreu ameaças, no ano passado, em vídeo feito por manifestantes e durante a cobertura da prisão de Lula, o fotógrafo do Diário, Nário Barbosa, também foi ameaçado por integrantes do MTST.

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Antes da manifestação, foi realizada a última assembleia do MTST no terreno localizado no bairro Assunção, que está ocupado desde 2 de setembro. A área pertence à MZM Incorporadora e os ocupantes se comprometeram a deixar o local após acordo com a Secretaria de Habitação do Estado de São Paulo e a concessão de quatro áreas (uma em São Bernardo, outra em Diadema e duas em Mauá) – todas de propriedade da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário SA).

Ontem à noite. Marcelo Mendes Vicente, 39 anos, um dos coordenadores do MCI (Movimento Contra Invasão em São Bernardo), confirmou que a área já estava sendo desocupada e que “nesta segunda (hoje) ou terça (amanhã) deve ser a retirada definitiva deles. Vicente disse também que “nas próximas semanas a construtora deve entrar com processo de limpeza no local e aumento na segurança”.

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