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Forças governamentais somalis assumem controle da cidade islamita de Jowar


Da AFP

27/12/2006 | 09:14


As forças do governo somali, apoiadas pelo Exército etíope, tomaram o controle nesta quarta-feira da cidade estratégica de Jowhar, a 90 km da capital Mogadíscio, que estava até então em poder dos milicianos islamitas, informaram fontes dos dois campos.

"Perdemos a cidade, mas prosseguimos nos combates. Organizamos uma retirada militar", anunciou à AFP o xeque Yonis Haji Idris, um comandante islamita que atua nos arredores de Jowhar entrevistado por telefone.

Funcionários do governo da Somália confirmaram a tomada do reduto islamita.

"Fizemos os terroristas e seus aliados recuar para a capital. Eles perdem a cada dia mais influência e Jowhar caiu nas mãos das forças do governo", disse à AFP Hassan Abdulahi Jiis, comandante das tropas oficiais em Jowhar.

Os combates haviam começado pouco antes nas imediações de Jimbiley, a 50 quilômetros de Jowhar, quando os milicianos abriram fogo para tentar deter as forças etíopes que avançavam para o sul.

Como conseqüência da intensificação dos combates, o Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU anunciou nesta quarta-feira a suspensão das operações aéreas na Somália. Além disso, os funcionários estrangeiros da agência foram enviados temporariamente para o Quênia.

"O PAM transferiu na terça-feira, de forma temporária, dois helicópteros MI8 e 25 trabalhadores humanitários de Kismayo (sul da Somália) para Nairóbi", declarou à AFP Peter Smerdon, porta-voz do Programa.

Smerdon explicou que o PAM suspendeu apenas as operações aéreas, mas manteve as terrestres.

"Suspendemos somente as operações áreas. As terrestres prosseguem. Temos quase uma centena de funcionários locais que continuam trabalhando na Somália", destacou.

"As operações aéreas são difíceis por causa do fechamento do espaço aéreo declarado na segunda-feira pelo governo federal de transição", acrescentou.

"Portanto, as operações de helicóptero e a distribuição de mantimentos a partir de um Antonov 12 no sul da Somália estão suspensas por causa desta restrição do espaço aéreo", explicou Smerdon.

O PAM trabalha na Somália para ajudar as vítimas das inundações que afetam o país desde o final de outubro, com dezenas de mortos e milhares de desabrigados.

Os confrontos começaram em 20 de dezembro, depois que os islamitas, que controlavam a maior parte do país, exigiram a saída das tropas etíopes que apóiam o frágil governo somali, respaldado pela ONU.

Os Estados Unidos defenderam na terça-feira os ataques etíopes contra os islamitas, que já mataram 1.000 pessoas, mas exigiram do governo da Etiópia máxima prudência na intervenção.

A Somália está em guerra civil desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre em 1991.



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