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Saldo comercial do Grande ABC registra retração de 29%


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

13/07/2010 | 07:07


O saldo comercial (exportações menos importações) do Grande ABC caiu 29% no primeiro semestre frente aos seis meses iniciais de 2009, ao somar US$ 299 milhões. Isso porque, apesar de as vendas das empresas dos sete municípios ao Exterior terem crescido 33,7% (para cerca de US$ 2,7 bilhões), as importações feitas pela região subiram 50,7%, totalizando US$ 2,4 bilhões. Os dados são de levantamento realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A expansão das encomendas a outros países já era esperada pelos representantes do setor industrial, já que no início de 2009, a demanda do mercado internacional, principalmente para bens duráveis (como, por exemplo, automóveis) praticamente parou.

"Agora a indústria automotiva retomou as exportações de carros e ampliou também as vendas de autopeças", cita o diretor titular da regional da regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São Caetano, William Pesinato.

São Bernardo e São Caetano, duas cidades que têm fábricas de montadoras de veículos, ampliaram fortemente os valores obtidos com encomendas ao mercado internacional. A primeira teve crescimento de 35% (para US$ 1,79 bilhão) e a segunda registrou salto de 85,3% (para US$ 272 milhões).

Câmbio - O real valorizado e a procura de países produtores como a China e a Índia por novos mercados consumidores - em razão de dificuldades econômicas em grandes mercados consumidores como a Europa -, vem prejudicando a indústria nacional, segundo os representantes do empresariado. "Os mercados lá fora não melhoraram como o Brasil e continuamos com os problemas de sempre, ou seja, impostos altos, juros subindo e dificuldade das pequenas empresas em conseguir financiamento", cita Pesinato.

O diretor da regional do Ciesp de São Bernardo, Mauro Miaguti, acrescenta que o mais preocupante é saber que o País cada vez importa mais produtos de alto valor agregado (por exemplo, máquinas) enquanto o que mais cresce nas exportações brasileiras são as matérias-primas, como aço e soja. "Com isso, estamos exportando empregos", assinala.



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