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Alimentos e higiene ficarão mais baratos

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

09/03/2013 | 07:16


A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem à noite a desoneração de todos os produtos da cesta básica. Em pronunciamento em cadeia nacional de TV e rádio, Dilma comunicou que haverá isenção do PIS-Cofins das carnes (bovina, suína, de aves e peixes), arroz, feijão, ovos, leite, café, açúcar, farinhas, pão, óleo, frutas, legumes, e também em itens de higiene (sabonete, papel higiênico e pasta de dente).

Isso significará redução de custos dos produtores em pelo menos 9,25% no caso dos alimentos e de 12,5% para pasta de dente e sabonete, por exemplo. A presidente afirmou que conta com os empresários para uma diminuição, nos mesmos índices, nos preços desses itens, e que espera sobrar mais dinheiro para o brasileiro poupar ou gastar com o consumo de outros bens.

Com a medida, o governo federal abre mão de R$ 7,3 bilhões em receitas a partir do ano que vem. Estima-se que deixará de recolher R$ 5,5 bilhões já em 2013. "Mas os benefícios que virão para a vida das pessoas e para a economia compensam esse corte na arrecadação", disse Dilma.

CONSUMIDOR - No pronunciamento, a presidente afirmou ainda que, no dia 15, vai lançar política federal de defesa do consumidor que, entre outras ações, deve dar mais agilidade nas respostas às demandas da população atingida em seus direitos.

De forma resumida, ela adiantou que essa política vai abranger a criação de instrumentos legais para premiar as boas práticas e punir as más; e para reforçar e apoiar estruturas já existentes, como os procons.

EMPREENDEDORA - Dilma anunciou, por fim, uma terceira medida: a criação de um centro de atendimento integral à mulher, para prevenção contra a violência doméstica, por um lado, e por outro, para o apoio à mulher empreendedora e que contará com ferramentas de estímulo aos pequenos negócios, como o microcrédito e a capacitação empresarial.

INFLAÇÃO - Uma das preocupações do governo federal é com a alta da inflação. A desoneração deve aliviar as pressões sobre a taxa inflacionária, dizem consultores. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ameaça romper o teto da meta do governo, que fixa em 4,5% a inflação anual com tolerância de dois pontos percentuais. "Com o IPCA de fevereiro em 0,60%, algumas projeções diziam que a meta (de inflação) iria estourar já neste mês. Era uma tendência de rompimento no curto prazo. Acho que (a desoneração) é o suficiente para não estourar em março", disse Rafael Cortês, economista da consultoria Tendências. (com AE)

 

 

Cesta básica sobe 0,52% nesta semana

O custo da cesta básica no Grande ABC ficou praticamente estável nesta semana, de acordo com pesquisa da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André). Com alta de 0,52%, o conjunto de itens passou a valer R$ 436,18, segundo o levantamento da entidade, que apura a variação de preços de 34 produtos de primeira necessidade em 15 supermercados da região.

A estabilidade ocorreu apesar do forte aumento observado em dois produtos: laranja e cebola, que tiveram, ambas, reajuste de 16%. No entanto, os fatores que contribuíram para que esses itens ficassem mais caros são diferentes, explica o coordenador da pesquisa, o engenheiro agrônomo Fábio Vezzá De Benedetto.

No caso da cebola, que é encontrada agora, na média, a R$ 3,57 o quilo - na semana passada custava R$ 3,15 -, Benedetto cita que isso se deve ao fato de que este é um período de fim da safra argentina e ainda não chegou o item do interior do Estado. "Falta produto no mercado", observa. Já em relação à laranja, o produtor rural teria reduzido os ganhos na colheita, por causa da alta umidade, que eleva os gastos com controle de doenças.

Na contramão desses reajustes, o preço da batata, que vinha em forte alta nas últimas semanas, recuou 12%, o que ajudou a evitar crescimento maior do valor da cesta. Nesse caso, o coordenador da pesquisa cita que, com as notícias de que o produto estava caro, muita gente teria reduzido as compras desse item. Além disso, há as promoções dos supermercados. Também houve movimento de baixa nos valores das carnes, tanto a de primeira (redução de 4,4%) quanto a de segunda (2,6%).

Já dois itens que não podem faltar na mesa do brasileiro, o arroz e o feijão, tiveram variações pequenas nesta semana: subiram 0,88% e 0,41%, respectivamente. (Leone Farias)

 



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