Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 17 de Junho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Futuro político de Atila Jacomussi será definido por Donisete Braga

Marina Brandão/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeito de Mauá vai decidir candidatura a deputado estadual em conversa com o chefe da Sama


Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

20/03/2014 | 06:23


Protagonista de série de denúncias de utilização da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) para se beneficiar eleitoralmente, o superintendente da autarquia, Atila Jacomussi (PCdoB), terá sua candidatura a deputado estadual definida pelo prefeito Donisete Braga (PT). A decisão será tomada semana que vem, em conversa entre os dois para acertar os rumos do governo, tendo em vista que a legislação eleitoral estabelece que postulantes da eleição de outubro devam desocupar cargos públicos até dia 6 de abril, pouco mais de duas semanas.

Caso a discussão caminhe para a manutenção de Atila na Sama, o secretário de Mobilidade Urbana, Paulo Eugenio Pereira Júnior (PT), que também é pré-candidato a deputado estadual, teria caminho livre para angariar o eleitorado da cidade. O petista se destacaria como postulante único do governo e teria pela frente adversários como a deputada estadual Vanessa Damo (PMDB) – principal opositora ao governo – e o ex-vereador Diniz Lopes (PR). A dupla atua em outro setor da sociedade.

Ainda na hipótese de o comunista não disputar o pleito, o legado consolidado na eleição de 2012 como terceira via na cidade ficara insosso. Sem o termômetro das urnas, Atila não teria medição concreta de sua popularidade para, talvez, voltar a disputar a Prefeitura em 2016. Há dois anos, ele registrou 26.520 votos, equivalentes a 13,35% dos válidos, concorrendo pelo PPS. Seu apoio a Donisete no segundo turno contribuiu para a vitória do petista.

“Devo obediência, respeito e lealdade ao prefeito. Ainda não conversamos sobre essa questão. Vamos fazer a discussão com muita tranquilidade. Não tenho a definição se serei candidato ainda, preciso conversar com ele. Também quero avaliar a questão com meu grupo político e com meu pai (vereador Admir Jacomussi, PRP), que é meu líder maior”, informou Atila. O comunista, entretanto, indicou que a saída da Sama deve ser irreversível. “Vou coordenar o congresso do PCdoB na região, que será lançado dia 30. Vamos fazer série de palestras com a sociedade civil. Terei que me dedicar a esse projeto de fortalecimento do partido. Quero fazer uma transição tranquila.”

Donisete explicou que a decisão sobre a candidatura deve ser tomada de maneira coletiva, pois Atila faz parte do projeto de governo que está em curso. “É verdade (que ele deve obediência e respeito). Estamos dialogando para ver o melhor para a candidatura e para o governo. Se ele vai ser candidato ou não, é de caráter pessoal, isso tem legitimidade garantida, mas a decisão tem caráter coletivo. Semana que vem vamos fazer uma conversa para ver o que é melhor. Temos pontos comuns para ter cenário decidido. Reconheço que ele tem sido muito leal e a recíproca é verdadeira. Ele tem sido muito cumpridor de acordos e se preocupado com o futuro da cidade”, declarou o prefeito.

Atila é acusado por moradores do Jardim Itapeva de promover ligações clandestinas de água em troca de votos. A contratação de, pelo menos, sete ex-candidatos a vereador, segundo Vanessa e Diniz, serve apenas para eles fazerem campanha antecipada ao invés de trabalharem.
 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;