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CNI: empresários estao pessimistas


Do Diário do Grande ABC

09/02/1999 | 13:46


Pesquisa feita pela Confederaçao Nacional da Indústria (CNI) em mais de 600 indústrias de 18 Estados mostrou que os empresários continuavam, no final de 98, pessimistas quanto ao futuro da economia brasileira, em especial nos seis primeiros meses deste ano. Foi verificada, no entanto, uma reduçao no pessimismo em relaçao ao final do terceiro trimestre de 98. Esta é uma das principais conclusoes da Sondagem Industrial CNI que também foi divulgada nesta terça.

O trabalho, que teve a coordenaçao técnica da Unidade de Política Econômica (PEC), constatou que, em parte, essa melhora nas expectativas do empresariado seria esperada em razao do aumento sazonal das vendas de Natal que neste ano, mais uma vez, surpreenderam os mais pessimistas. Segundo constatou a sondagem, os indicadores de nível de atividade continuam a sinalizar uma evoluçao negativa, tendência esta que nao foi revertida pelas vendas de final de ano.

"De fato, o número de empresas com reduçao no nível de atividade foi cada vez maior durante o ano de 1998. O mesmo é verdade com relaçao à situaçao financeira das empresas industriais que, independente do porte da empresa, vem se deteriorando desde o início da pesquisa, no segundo trimestre do ano passado", informa o documento.

Entre os pequenos e médios empresários, que já haviam demonstrado, na média, uma visao otimista quanto ao desempenho futuro de suas empresas na Sondagem do terceiro trimestre de 98, esse conceito foi reafirmado no final do ano passado.

Entre os industriais consultados, 47% estavam otimistas, enquanto apenas 28% mostravam-se pessimistas. Quanto aos grandes empresários, 66% estavam pessimistas a respeito do comportamento da economia nos primeiros seis meses deste ano.

O documento ressalta que a forte mudança no cenário econômico provocada pela flexibilizaçao da política cambial e a conseqüente desvalorizaçao do real, gerou mudanças significativas quanto às expectativas dos empresários.

Atualmente, o alto grau de incerteza quanto à evoluçao da economia brasileira inviabiliza qualquer tentativa de se utilizar as expectativas formadas em dezembro de 1998 como um indicador de antecedência.



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