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Roda de cultura é atração em Paranapiacaba


Cássio Gomes Neves
Do Diário do Grande ABC

25/06/2005 | 08:20


Extra-oficialmente, é possível chamar a programação deste fim de semana em Paranapiacaba de festa junina. Oficialmente, a organização prefere "encontro de cultura popular". Pouco importa o nome; o relevante é que os eventos ajuntados para este sábado e domingo constituem uma agradável preliminar para o 5º Festival de Inverno da Vila andreense, a ser realizado entre 9 e 24 de julho e que aposta a maior parte de suas fichas numa substanciosa agenda musical, com shows de Vernon Reid (guitarrista do Living Colour), da Banda Mantiqueira, de João Donato e Luís Melodia.

Antes de começar essa audiometria cultural autenticada pelo Festival, a Vila prepara o terreno com a 2ª Roda de Cultura Popular de Paranapiacaba, organizada em parceria pelo grupo de pesquisa Toadas e Trovoadas e pelo Núcleo Comunitário Pesquisa em Arte e Artesanato Cerâmico. A programação, concentrada na sede do Núcleo (r. Schinnor, 404, parte baixa), defende manifestações populares, folclore e a interatividade do público.

Começa às 15h de sábado, com oficina de confecção de bandeirinhas juninas. Depois que a audiência experimentar sua vocação para Alfredo Volpi, tem início, às 16h, a apresentação das quadrilhas locais, formadas por mulheres em trajes masculinos e homens em figurinos que caberiam melhor em suas irmãs e mulheres. Às 16h30, está previsto um cortejo de bumba-meu-boi, com o boi Estrela de Prata, e, às 17h30, uma oficina de paus de fita (mastro ao redor do qual são organizadas danças e não é possível, em hipótese alguma, largar a fita), ministrada por Rogério Amorim, do grupo K.Ram.K. e fundador do Toadas e Trovoadas.

"Isso é muito mais que uma festa junina. É resgatar ou descobrir as tradições e os movimentos da cultura local, bem como seu potencial. E o melhor: com custo zero, só na base da luta dos produtores e dos artistas", diz Wal Volk, arte-educadora do Núcleo de Cerâmica e co-organizadora da Roda de Cultura Popular.

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Já para o domingo, estão previstos alguns workshops, hospedados nos ateliês-residência de Paranapiacaba, dentro do projeto Pague quanto Puder. Em miúdos, o público escolhe pagar entre R$ 1 e R$ 10 para participar de oficinas de construção de instrumentos musicais alternativos, de pintura com pigmento orgânico (com Tony Gonzagto), confecção de bonecas em papel machê e de danças mineiras e pernambucanas. Informações com Lisa Caboclo, no telelefone 4439-0232.

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Fogo brando - Não será desta vez que o forno de cerâmica de Paranapiacaba será aberto para a queima inaugural. Estruturalmente, a peça está pronta; o empecilho para acendê-lo é que, recentemente concluído, o forno ainda não encontra-se completamente seco. "Ainda está muito úmido, porque o clima aqui de Paranapiacaba não colabora. Mas nós esperamos acendê-lo durante o Festival de Inverno", diz Wal Volk.

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Há o risco de trincas caso o forno seja aceso ainda úmido. Construído pelo artista Ubiratan Freire, foi concebido para reproduzir em Paranapiacaba uma tradição turística de Cunha (SP), cidade onde ateliês de cerâmica preparam queimas periódicas, em meio a uma programação cultural. Para erigir o forno caipira, o Núcleo teve de solicitar autorização junto ao Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico e Turístico do Estado de São Paulo), uma vez que a Vila é tombada como patrimônio histórico.",1]);//-->

Ao anoitecer, precisamente às 18h30, têm início as apresentações musicais da Roda, com shows de Iris Marques (forró acústico), de Eduardo Bandeira (viola caipira e causos populares) e do grupo Forró Pé-de-ferro. Para fechar, está previsto o lançamento do CD Amor Urbano, do cantor e compositor Zulu de Arrebatá. Fecha o sábado, a partir das 22h, a roda popular propriamente dita, com apresentações de ciranda, coco, jongo e umbigada, organizada pelo grupo paulistano Batakerê. E Wal Volk faz a convocação: "Todo mundo que tiver um grupo ou um tambor, está convidado a participar da roda".

Já para o domingo, estão previstos alguns workshops, hospedados nos ateliês-residência de Paranapiacaba, dentro do projeto Pague quanto Puder. Em miúdos, o público escolhe pagar entre R$ 1 e R$ 10 para participar de oficinas de construção de instrumentos musicais alternativos, de pintura com pigmento orgânico (com Tony Gonzagto), confecção de bonecas em papel machê e de danças mineiras e pernambucanas. Informações com Lisa Caboclo, no telelefone 4439-0232.

Fogo brando - Não será desta vez que o forno de cerâmica de Paranapiacaba será aberto para a queima inaugural. Estruturalmente, a peça está pronta; o empecilho para acendê-lo é que, recentemente concluído, o forno ainda não encontra-se completamente seco. "Ainda está muito úmido, porque o clima aqui de Paranapiacaba não colabora. Mas nós esperamos acendê-lo durante o Festival de Inverno", diz Wal Volk.

Há o risco de trincas caso o forno seja aceso ainda úmido. Construído pelo artista Ubiratan Freire, foi concebido para reproduzir em Paranapiacaba uma tradição turística de Cunha (SP), cidade onde ateliês de cerâmica preparam queimas periódicas, em meio a uma programação cultural. Para erigir o forno caipira, o Núcleo teve de solicitar autorização junto ao Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico e Turístico do Estado de São Paulo), uma vez que a Vila é tombada como patrimônio histórico.



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Roda de cultura é atração em Paranapiacaba

Cássio Gomes Neves
Do Diário do Grande ABC

25/06/2005 | 08:20


Extra-oficialmente, é possível chamar a programação deste fim de semana em Paranapiacaba de festa junina. Oficialmente, a organização prefere "encontro de cultura popular". Pouco importa o nome; o relevante é que os eventos ajuntados para este sábado e domingo constituem uma agradável preliminar para o 5º Festival de Inverno da Vila andreense, a ser realizado entre 9 e 24 de julho e que aposta a maior parte de suas fichas numa substanciosa agenda musical, com shows de Vernon Reid (guitarrista do Living Colour), da Banda Mantiqueira, de João Donato e Luís Melodia.

Antes de começar essa audiometria cultural autenticada pelo Festival, a Vila prepara o terreno com a 2ª Roda de Cultura Popular de Paranapiacaba, organizada em parceria pelo grupo de pesquisa Toadas e Trovoadas e pelo Núcleo Comunitário Pesquisa em Arte e Artesanato Cerâmico. A programação, concentrada na sede do Núcleo (r. Schinnor, 404, parte baixa), defende manifestações populares, folclore e a interatividade do público.

Começa às 15h de sábado, com oficina de confecção de bandeirinhas juninas. Depois que a audiência experimentar sua vocação para Alfredo Volpi, tem início, às 16h, a apresentação das quadrilhas locais, formadas por mulheres em trajes masculinos e homens em figurinos que caberiam melhor em suas irmãs e mulheres. Às 16h30, está previsto um cortejo de bumba-meu-boi, com o boi Estrela de Prata, e, às 17h30, uma oficina de paus de fita (mastro ao redor do qual são organizadas danças e não é possível, em hipótese alguma, largar a fita), ministrada por Rogério Amorim, do grupo K.Ram.K. e fundador do Toadas e Trovoadas.

"Isso é muito mais que uma festa junina. É resgatar ou descobrir as tradições e os movimentos da cultura local, bem como seu potencial. E o melhor: com custo zero, só na base da luta dos produtores e dos artistas", diz Wal Volk, arte-educadora do Núcleo de Cerâmica e co-organizadora da Roda de Cultura Popular.

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Já para o domingo, estão previstos alguns workshops, hospedados nos ateliês-residência de Paranapiacaba, dentro do projeto Pague quanto Puder. Em miúdos, o público escolhe pagar entre R$ 1 e R$ 10 para participar de oficinas de construção de instrumentos musicais alternativos, de pintura com pigmento orgânico (com Tony Gonzagto), confecção de bonecas em papel machê e de danças mineiras e pernambucanas. Informações com Lisa Caboclo, no telelefone 4439-0232.

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Fogo brando - Não será desta vez que o forno de cerâmica de Paranapiacaba será aberto para a queima inaugural. Estruturalmente, a peça está pronta; o empecilho para acendê-lo é que, recentemente concluído, o forno ainda não encontra-se completamente seco. "Ainda está muito úmido, porque o clima aqui de Paranapiacaba não colabora. Mas nós esperamos acendê-lo durante o Festival de Inverno", diz Wal Volk.

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Há o risco de trincas caso o forno seja aceso ainda úmido. Construído pelo artista Ubiratan Freire, foi concebido para reproduzir em Paranapiacaba uma tradição turística de Cunha (SP), cidade onde ateliês de cerâmica preparam queimas periódicas, em meio a uma programação cultural. Para erigir o forno caipira, o Núcleo teve de solicitar autorização junto ao Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico e Turístico do Estado de São Paulo), uma vez que a Vila é tombada como patrimônio histórico.",1]);//-->

Ao anoitecer, precisamente às 18h30, têm início as apresentações musicais da Roda, com shows de Iris Marques (forró acústico), de Eduardo Bandeira (viola caipira e causos populares) e do grupo Forró Pé-de-ferro. Para fechar, está previsto o lançamento do CD Amor Urbano, do cantor e compositor Zulu de Arrebatá. Fecha o sábado, a partir das 22h, a roda popular propriamente dita, com apresentações de ciranda, coco, jongo e umbigada, organizada pelo grupo paulistano Batakerê. E Wal Volk faz a convocação: "Todo mundo que tiver um grupo ou um tambor, está convidado a participar da roda".

Já para o domingo, estão previstos alguns workshops, hospedados nos ateliês-residência de Paranapiacaba, dentro do projeto Pague quanto Puder. Em miúdos, o público escolhe pagar entre R$ 1 e R$ 10 para participar de oficinas de construção de instrumentos musicais alternativos, de pintura com pigmento orgânico (com Tony Gonzagto), confecção de bonecas em papel machê e de danças mineiras e pernambucanas. Informações com Lisa Caboclo, no telelefone 4439-0232.

Fogo brando - Não será desta vez que o forno de cerâmica de Paranapiacaba será aberto para a queima inaugural. Estruturalmente, a peça está pronta; o empecilho para acendê-lo é que, recentemente concluído, o forno ainda não encontra-se completamente seco. "Ainda está muito úmido, porque o clima aqui de Paranapiacaba não colabora. Mas nós esperamos acendê-lo durante o Festival de Inverno", diz Wal Volk.

Há o risco de trincas caso o forno seja aceso ainda úmido. Construído pelo artista Ubiratan Freire, foi concebido para reproduzir em Paranapiacaba uma tradição turística de Cunha (SP), cidade onde ateliês de cerâmica preparam queimas periódicas, em meio a uma programação cultural. Para erigir o forno caipira, o Núcleo teve de solicitar autorização junto ao Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico e Turístico do Estado de São Paulo), uma vez que a Vila é tombada como patrimônio histórico.

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