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Fraudes sao reveladas em operaçao conjunta na Colômbia


Do Diário do Grande ABC

06/10/1999 | 14:09


De acordo com denúncias apresentadas pelo Senado, em uma açao coordenada, vários trabalhadores portuários, advogados, funcionários do governo, dirigentes sindicais e magistrados levaram a cabo uma fraude em grande escala contra os interesses financeiros do país.

Há vários anos, foram feitas denúncias sobre concessoes fraudulentas de pensoes multimilionárias para trabalhadores da ex-empresa Portos da Colômbia (Colportos), mas somente agora foi revelada a magnitude da operaçao.

O ministro da Fazenda, Juan Camilo Restrepo, declarou na noite de terça-feira, no Senado, que desde 1991 até hoje foram pagos 4,7 bilhoes de pesos (US$ 2,35 milhoes) em indenizaçoes e pensoes, muitas delas obtidas com documentos falsos.

Além disso, há 17 mil reclamaçoes judiciais em curso que poderiam duplicar o prejuízo do Tesouro nacional.

"Esta é a maior fraude da história do país", declarou o vice-procurador-geral da naçao, Eduardo Montealegre, revelando que as investigaçoes descobriram que foram usadas 20 mil carteiras de identidade falsas ou inexistentes para obter 70 mil aposentadorias ou o reconhecimento de prestaçoes sociais.

Os funcionários da Colportos conseguiram pensoes de até 25 milhoes de pesos (US$ 12,5) mensais, dinheiro que era reservado a um grupo de altos executivos da empresa privada.

A senadora Ingrid Betancourt, que promoveu o debate, acusou os ex-presidentes César Gaviria e Ernesto Samper, que governaram entre 1990 e 1998, de serem responsáveis pela nao-adoçao de medidas para evitar a fraude contra os interesses do país.

Também acusou senadores, ex-ministros, ex-magistrados das altas cortes de Justiça, juízes, advogados e funcionários de menor escalao do governo de terem participado da fraude, e pediu ao governo para oferecer recompensas a quem dê informaçao sobre as irregularidades, com a finalidade de "romper o medo imposto pela máfia" para consolidar seus crimes.

"Esta é a fraude mais vergonhosa do século" registrada na Colômbia, classificou o vice-promotor Jaime Córdova, declarando que 700 pessoas estao sendo processadas por envolvimento no caso e que outras mil estao sendo investigadas.

Mas ressaltou que a rede de corrupçao é tao grande que a Justiça teve que criar um corpo especializado de juízes, dedicados exclusivamente a esclarecer as responsabilidades dos envolvidos.

"Até agora estamos vendo a ponta do iceberg", declarou Montealegre, afirmando que à medida em que avançam as investigaçoes descobre-se que, pelo alcance da rede criminosa, se requer um enorme esforço dos juízes, promotores e dos organismos de controle do estado.

A ministra do Trabalho, Gina Riaño, declarou no Senado a proposta de uma legislaçao que permita revisar todas as pensoes concedidas, que por lei sao irrevogáveis.

Os fraudadores fizeram desaparecer o arquivo matriz da Colportos para prejudicar as investigaçoes. Depois de vir à tona a dimensao da fraude, alguns envolvidos devolveram dinheiro de pensoes fraudulentas e outros desistiram de continuar processos judiciais com documentos falsos, de acordo com o ministro da Fazenda.



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Fraudes sao reveladas em operaçao conjunta na Colômbia

Do Diário do Grande ABC

06/10/1999 | 14:09


De acordo com denúncias apresentadas pelo Senado, em uma açao coordenada, vários trabalhadores portuários, advogados, funcionários do governo, dirigentes sindicais e magistrados levaram a cabo uma fraude em grande escala contra os interesses financeiros do país.

Há vários anos, foram feitas denúncias sobre concessoes fraudulentas de pensoes multimilionárias para trabalhadores da ex-empresa Portos da Colômbia (Colportos), mas somente agora foi revelada a magnitude da operaçao.

O ministro da Fazenda, Juan Camilo Restrepo, declarou na noite de terça-feira, no Senado, que desde 1991 até hoje foram pagos 4,7 bilhoes de pesos (US$ 2,35 milhoes) em indenizaçoes e pensoes, muitas delas obtidas com documentos falsos.

Além disso, há 17 mil reclamaçoes judiciais em curso que poderiam duplicar o prejuízo do Tesouro nacional.

"Esta é a maior fraude da história do país", declarou o vice-procurador-geral da naçao, Eduardo Montealegre, revelando que as investigaçoes descobriram que foram usadas 20 mil carteiras de identidade falsas ou inexistentes para obter 70 mil aposentadorias ou o reconhecimento de prestaçoes sociais.

Os funcionários da Colportos conseguiram pensoes de até 25 milhoes de pesos (US$ 12,5) mensais, dinheiro que era reservado a um grupo de altos executivos da empresa privada.

A senadora Ingrid Betancourt, que promoveu o debate, acusou os ex-presidentes César Gaviria e Ernesto Samper, que governaram entre 1990 e 1998, de serem responsáveis pela nao-adoçao de medidas para evitar a fraude contra os interesses do país.

Também acusou senadores, ex-ministros, ex-magistrados das altas cortes de Justiça, juízes, advogados e funcionários de menor escalao do governo de terem participado da fraude, e pediu ao governo para oferecer recompensas a quem dê informaçao sobre as irregularidades, com a finalidade de "romper o medo imposto pela máfia" para consolidar seus crimes.

"Esta é a fraude mais vergonhosa do século" registrada na Colômbia, classificou o vice-promotor Jaime Córdova, declarando que 700 pessoas estao sendo processadas por envolvimento no caso e que outras mil estao sendo investigadas.

Mas ressaltou que a rede de corrupçao é tao grande que a Justiça teve que criar um corpo especializado de juízes, dedicados exclusivamente a esclarecer as responsabilidades dos envolvidos.

"Até agora estamos vendo a ponta do iceberg", declarou Montealegre, afirmando que à medida em que avançam as investigaçoes descobre-se que, pelo alcance da rede criminosa, se requer um enorme esforço dos juízes, promotores e dos organismos de controle do estado.

A ministra do Trabalho, Gina Riaño, declarou no Senado a proposta de uma legislaçao que permita revisar todas as pensoes concedidas, que por lei sao irrevogáveis.

Os fraudadores fizeram desaparecer o arquivo matriz da Colportos para prejudicar as investigaçoes. Depois de vir à tona a dimensao da fraude, alguns envolvidos devolveram dinheiro de pensoes fraudulentas e outros desistiram de continuar processos judiciais com documentos falsos, de acordo com o ministro da Fazenda.

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