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Primeira sessão pós-tumulto em Santo André é marcada por clima tenso

Houve bate-boca entre vereadores e uso da tribuna com acusações de incitação à violência


Raphael Rocha
Do dgabc.com.br

14/06/2019 | 07:00


O primeiro dia de sessão da Câmara de Santo André após o tumulto generalizado na terça-feira registrou feridas abertas relacionadas à aprovação do projeto que autoriza o Paço a firmar concessão de serviços do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) – a proposta foi avalizada em duas votações.

Em ambiente tenso, a plenária teve galerias lotadas, bate-boca entre vereadores, acusações de incitação à violência e uso da tribuna livre para tratar da pancadaria ocorrida na ocasião, que envolveu até mulheres na lista de vítimas do episódio. O principal entrevero se deu diante das declarações de Ronaldo de Castro (PRB) no microfone ao afirmar que, além de BO (Boletim de Ocorrência), teria que se criminalizar parlamentares por inflamarem manifestantes. Disse que Bete Siraque (PT) levou populares à casa, mesmo após capacidade do espaço ter excedido.

A petista rechaçou as imputações. Alegou que, chamada em seu gabinete, subiu com integrantes do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) já cadastrados no sistema eletrônico, que queriam acompanhar as discussões. “O pessoal entrou, inclusive, com o diretor administrativo, após consulta ao presidente da casa (Pedrinho Botaro, PSDB)”, disse Bete, citando que o tucano não deveria ter suspenso a sessão em momento de conflito – logo depois da paralisação, houve invasão e a briga. Pedrinho precisou intervir, pedindo “respeito aos oradores”, em decorrência de xingamentos de parte da plateia.

Presidente do conselho da mulher de Santo André, Regina César – servidora da Prefeitura e uma das agredidas durante a sessão de terça – utilizou a tribuna e confirmou ter feito BO. “Fui pisoteada por vândalos, bandidos. A dor vem da deslealdade de ter sido agredida por covardes. O que ocorreu foi barbárie. Espero que se faça justiça, se apure (a violência), instigada pelos vereadores (Sargento) Lobo (SD), Wagner Lima (PT) e até a Bete.” A petista procurou Regina para dizer que era mentira as falas sobre ter inflado a confusão.  



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Primeira sessão pós-tumulto em Santo André é marcada por clima tenso

Houve bate-boca entre vereadores e uso da tribuna com acusações de incitação à violência

Raphael Rocha
Do dgabc.com.br

14/06/2019 | 07:00


O primeiro dia de sessão da Câmara de Santo André após o tumulto generalizado na terça-feira registrou feridas abertas relacionadas à aprovação do projeto que autoriza o Paço a firmar concessão de serviços do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) – a proposta foi avalizada em duas votações.

Em ambiente tenso, a plenária teve galerias lotadas, bate-boca entre vereadores, acusações de incitação à violência e uso da tribuna livre para tratar da pancadaria ocorrida na ocasião, que envolveu até mulheres na lista de vítimas do episódio. O principal entrevero se deu diante das declarações de Ronaldo de Castro (PRB) no microfone ao afirmar que, além de BO (Boletim de Ocorrência), teria que se criminalizar parlamentares por inflamarem manifestantes. Disse que Bete Siraque (PT) levou populares à casa, mesmo após capacidade do espaço ter excedido.

A petista rechaçou as imputações. Alegou que, chamada em seu gabinete, subiu com integrantes do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) já cadastrados no sistema eletrônico, que queriam acompanhar as discussões. “O pessoal entrou, inclusive, com o diretor administrativo, após consulta ao presidente da casa (Pedrinho Botaro, PSDB)”, disse Bete, citando que o tucano não deveria ter suspenso a sessão em momento de conflito – logo depois da paralisação, houve invasão e a briga. Pedrinho precisou intervir, pedindo “respeito aos oradores”, em decorrência de xingamentos de parte da plateia.

Presidente do conselho da mulher de Santo André, Regina César – servidora da Prefeitura e uma das agredidas durante a sessão de terça – utilizou a tribuna e confirmou ter feito BO. “Fui pisoteada por vândalos, bandidos. A dor vem da deslealdade de ter sido agredida por covardes. O que ocorreu foi barbárie. Espero que se faça justiça, se apure (a violência), instigada pelos vereadores (Sargento) Lobo (SD), Wagner Lima (PT) e até a Bete.” A petista procurou Regina para dizer que era mentira as falas sobre ter inflado a confusão.  

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