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Maternidade do Nardini ficará pronta com três anos de atraso

Denis Maciel  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Readequação, iniciada em meados de 2015, deveria ter sido entregue em abril de 2017; população reclama dos transtornos


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

14/06/2019 | 07:00


Depois de mais de um ano de paralisação, as obras da maternidade do Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini, em Mauá, foram retomadas no mês passado. A nova promessa da administração municipal é que a readequação, iniciada em meados de 2015 e que deveria ter sido entregue em abril de 2017, seja concluída em maio de 2020, com três anos de atraso.

A Prefeitura de Mauá, sob o comando de Alaíde Damo (MDB), justifica que a obra foi paralisada devido à rescisão de contrato com a empreiteira B&B Engenharia e Construções Ltda. Somente em outubro do ano passado nova empresa – Engecon ABC Construções Empreendimentos e Incorporadora Ltda – foi oficializada para dar continuidade às intervenções. A estimativa é a de que esta etapa de obras remanescentes consuma cerca de R$ 2,2 milhões dos R$ 5,6 milhões previstos inicialmente, sendo R$ 5,3 milhões do governo federal e contrapartida municipal de cerca de R$ 326 mil.

As intervenções estão sendo executadas no quarto andar do Nardini, que está isolado. Em agosto do ano passado, o local recebeu vistoria de integrantes da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga irregularidades em contratos das prefeituras paulistas com OSs (Organizações Sociais) de Saúde. Na oportunidade, deputados estaduais chegaram a encontrar pomba morta no pavimento. Em sala ao lado, caixas de medicamentos vencidos, em meio a equipamentos hospitalares e mobiliários abandonados, foram localizadas.

Durante o andamento da reforma, os leitos clínicos da maternidade foram deslocados para o quinto andar. Embora a administração alegue que a mudança não tenha causado prejuízos aos munícipes, a população reclama dos transtornos observados com as obras e também pelo atendimento prestado pela unidade de saúde. “A demora é frequente por aqui, mas, infelizmente, não temos outra opção. Minha amiga chegou aqui às 12h para atendimento e quase 17h ainda não tinha sido atendida”, comenta a dona de casa Andressa Nascimento, 26 anos, que estava acompanhando a amiga gestante.

Já o padeiro Thiago Lima, 33, pontua que a demora nos atendimentos é diária, principalmente na troca de plantões. “Eles fazem o possível para nos atender aqui, sei disso, mas precisam de estrutura. Por exemplo, a máquina de emissão de etiquetas para visitantes está com problema e as atendentes precisam fazer à mão, o que causa sempre tumulto e filas aqui na porta”, conta. Lima é acompanhante da mulher, que deu à luz na última terça-feira.

A reestruturação permitirá que o setor de maternidade tenha 19 leitos de pré-parto, parto e pós-parto, sendo dez deles como centro de parto normal, dez leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal, 15 leitos de cuidados intermediários e cinco na unidade mamãe canguru. A revitalização também prevê novo centro obstétrico. As melhorias beneficiarão diretamente moradores de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, o que compreende cerca de 600 mil habitantes.
 



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Maternidade do Nardini ficará pronta com três anos de atraso

Readequação, iniciada em meados de 2015, deveria ter sido entregue em abril de 2017; população reclama dos transtornos

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

14/06/2019 | 07:00


Depois de mais de um ano de paralisação, as obras da maternidade do Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini, em Mauá, foram retomadas no mês passado. A nova promessa da administração municipal é que a readequação, iniciada em meados de 2015 e que deveria ter sido entregue em abril de 2017, seja concluída em maio de 2020, com três anos de atraso.

A Prefeitura de Mauá, sob o comando de Alaíde Damo (MDB), justifica que a obra foi paralisada devido à rescisão de contrato com a empreiteira B&B Engenharia e Construções Ltda. Somente em outubro do ano passado nova empresa – Engecon ABC Construções Empreendimentos e Incorporadora Ltda – foi oficializada para dar continuidade às intervenções. A estimativa é a de que esta etapa de obras remanescentes consuma cerca de R$ 2,2 milhões dos R$ 5,6 milhões previstos inicialmente, sendo R$ 5,3 milhões do governo federal e contrapartida municipal de cerca de R$ 326 mil.

As intervenções estão sendo executadas no quarto andar do Nardini, que está isolado. Em agosto do ano passado, o local recebeu vistoria de integrantes da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga irregularidades em contratos das prefeituras paulistas com OSs (Organizações Sociais) de Saúde. Na oportunidade, deputados estaduais chegaram a encontrar pomba morta no pavimento. Em sala ao lado, caixas de medicamentos vencidos, em meio a equipamentos hospitalares e mobiliários abandonados, foram localizadas.

Durante o andamento da reforma, os leitos clínicos da maternidade foram deslocados para o quinto andar. Embora a administração alegue que a mudança não tenha causado prejuízos aos munícipes, a população reclama dos transtornos observados com as obras e também pelo atendimento prestado pela unidade de saúde. “A demora é frequente por aqui, mas, infelizmente, não temos outra opção. Minha amiga chegou aqui às 12h para atendimento e quase 17h ainda não tinha sido atendida”, comenta a dona de casa Andressa Nascimento, 26 anos, que estava acompanhando a amiga gestante.

Já o padeiro Thiago Lima, 33, pontua que a demora nos atendimentos é diária, principalmente na troca de plantões. “Eles fazem o possível para nos atender aqui, sei disso, mas precisam de estrutura. Por exemplo, a máquina de emissão de etiquetas para visitantes está com problema e as atendentes precisam fazer à mão, o que causa sempre tumulto e filas aqui na porta”, conta. Lima é acompanhante da mulher, que deu à luz na última terça-feira.

A reestruturação permitirá que o setor de maternidade tenha 19 leitos de pré-parto, parto e pós-parto, sendo dez deles como centro de parto normal, dez leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal, 15 leitos de cuidados intermediários e cinco na unidade mamãe canguru. A revitalização também prevê novo centro obstétrico. As melhorias beneficiarão diretamente moradores de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, o que compreende cerca de 600 mil habitantes.
 

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