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Cresce na agência de S.Bernardo adesão à paralisação no INSS


Adriana Mompean
Do Diário do Grande ABC

14/06/2005 | 08:33


A greve dos servidores do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) atingiu na segunda-feira 65% dos funcionários da agência de São Bernardo. A unidade já tinha aderido à paralisação nacional, porém a participação no protesto era menor. Do último dia 6 até a semana passada, a adesão dos servidores era de apenas 30%. Nesta terça-feira, o sindicato da categoria promove assembléia na unidade de Mauá, única agência do Grande ABC que ainda não se juntou ao movimento grevista iniciado em 2 de junho.

Os funcionários que não participam da greve atenderam na segunda-feira cerca de 250 pessoas que tinham perícias médicas já agendadas, pagamentos bloqueados e auxílio-doença com data próxima do vencimento. "A demanda está fraca e praticamente todos que procuraram o posto com casos de urgência foram atendidos", disse o gerente executivo da agência de São Bernardo, Genésio Denardi,

Normalmente, a unidade de São Bernardo presta atendimento a 1,2 mil pessoas por dia. "Até sexta-feira estávamos com 50% da demanda de segurados. A população está acompanhando o noticiário e só mesmo pessoas com casos de urgência vêm ao posto para procurar atendimento."

Nesta terça-feira, a diretoria regional do Sinsprev-SP (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência do Estado de São Paulo) realiza às 14h assembléia em Mauá com o objetivo de suspender as atividades. "A agência de Mauá foi a única que não aderiu à greve. Queremos conscientizar os funcionários sobre a importância da paralisação. Acredito que os servidores irão decidir pela greve", diz Áureo dos Santos, diretor regional do Sinsprev-SP. Na última terça-feira, o sindicato realizou uma assembléia no posto de Mauá e a maioria dos participantes decidiu não aderir ao movimento grevista.

Na quarta-feira, o Sinsprev realizará assembléia na unidade de São Bernardo. O objetivo é reunir todos os servidores que estão em greve para fazer um balanço do movimento grevista. Santos estima adesão de 65% a 70% dos servidores no Grande ABC. "A participação é boa, mas o objetivo é atingir 100%. Queremos atingir mais servidores."

Na região, na unidade de Santo André, onde somente 20% dos funcionários aderiram à greve, o atendimento é normal. Nos postos de São Caetano, Ribeirão Pires e Diadema a paralisação é total há cerca de duas semanas. As perícias agendadas estão sendo realizadas em todas as agências da Previdência.

A Superintendência do INSS em São Paulo informou na segunda-feira que a paralisação atingiu 55%. Na capital, das 26 agências de atendimento, 21 não funcionavam, quatro atenderam o público parcialmente e uma prestou seus serviços normalmente.

Reivindicação - Os trabalhadores reivindicam reajuste de 18%, referente a perdas salariais acumuladas no período do governo Lula. De acordo com o Sinsprev, o governo federal ofereceu para o funcionalismo proposta simbólica de reajuste de 0,1%.

Os grevistas também pleiteiam novos concursos públicos. Segundo estimativas da entidade, são necessários aproximadamente 18 mil contratações no país para oferecer melhores condições de atendimento para a população. Outra reivindicação dos servidores é a definição de um plano de carreira, além da criação de um piso salarial de R$ 1.538 para corrigir distorções entre cargos dentro da categoria.



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Cresce na agência de S.Bernardo adesão à paralisação no INSS

Adriana Mompean
Do Diário do Grande ABC

14/06/2005 | 08:33


A greve dos servidores do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) atingiu na segunda-feira 65% dos funcionários da agência de São Bernardo. A unidade já tinha aderido à paralisação nacional, porém a participação no protesto era menor. Do último dia 6 até a semana passada, a adesão dos servidores era de apenas 30%. Nesta terça-feira, o sindicato da categoria promove assembléia na unidade de Mauá, única agência do Grande ABC que ainda não se juntou ao movimento grevista iniciado em 2 de junho.

Os funcionários que não participam da greve atenderam na segunda-feira cerca de 250 pessoas que tinham perícias médicas já agendadas, pagamentos bloqueados e auxílio-doença com data próxima do vencimento. "A demanda está fraca e praticamente todos que procuraram o posto com casos de urgência foram atendidos", disse o gerente executivo da agência de São Bernardo, Genésio Denardi,

Normalmente, a unidade de São Bernardo presta atendimento a 1,2 mil pessoas por dia. "Até sexta-feira estávamos com 50% da demanda de segurados. A população está acompanhando o noticiário e só mesmo pessoas com casos de urgência vêm ao posto para procurar atendimento."

Nesta terça-feira, a diretoria regional do Sinsprev-SP (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência do Estado de São Paulo) realiza às 14h assembléia em Mauá com o objetivo de suspender as atividades. "A agência de Mauá foi a única que não aderiu à greve. Queremos conscientizar os funcionários sobre a importância da paralisação. Acredito que os servidores irão decidir pela greve", diz Áureo dos Santos, diretor regional do Sinsprev-SP. Na última terça-feira, o sindicato realizou uma assembléia no posto de Mauá e a maioria dos participantes decidiu não aderir ao movimento grevista.

Na quarta-feira, o Sinsprev realizará assembléia na unidade de São Bernardo. O objetivo é reunir todos os servidores que estão em greve para fazer um balanço do movimento grevista. Santos estima adesão de 65% a 70% dos servidores no Grande ABC. "A participação é boa, mas o objetivo é atingir 100%. Queremos atingir mais servidores."

Na região, na unidade de Santo André, onde somente 20% dos funcionários aderiram à greve, o atendimento é normal. Nos postos de São Caetano, Ribeirão Pires e Diadema a paralisação é total há cerca de duas semanas. As perícias agendadas estão sendo realizadas em todas as agências da Previdência.

A Superintendência do INSS em São Paulo informou na segunda-feira que a paralisação atingiu 55%. Na capital, das 26 agências de atendimento, 21 não funcionavam, quatro atenderam o público parcialmente e uma prestou seus serviços normalmente.

Reivindicação - Os trabalhadores reivindicam reajuste de 18%, referente a perdas salariais acumuladas no período do governo Lula. De acordo com o Sinsprev, o governo federal ofereceu para o funcionalismo proposta simbólica de reajuste de 0,1%.

Os grevistas também pleiteiam novos concursos públicos. Segundo estimativas da entidade, são necessários aproximadamente 18 mil contratações no país para oferecer melhores condições de atendimento para a população. Outra reivindicação dos servidores é a definição de um plano de carreira, além da criação de um piso salarial de R$ 1.538 para corrigir distorções entre cargos dentro da categoria.

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