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Ocupação perde força e acumula barracas vazias

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Integrantes do MTST só comparecem ao acampamento, no bairro Assunção, em S.Bernardo, à noite, para assinar lista de presença


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

17/10/2017 | 07:00


 Com centenas de barracas vazias e cenário ‘fantasma’, lideranças do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) iniciaram, ontem, cobrança a respeito de integrantes do movimento que só aparecem na Ocupação Povo Sem Medo, instalada no bairro Assunção, em São Bernardo, para assinar a lista de presença que permite aos ocupantes a manutenção de tendas no acampamento, instalado desde 2 de setembro.
Em assembleia realizada ontem na ocupação – a qual o Diário teve acesso – lideranças do movimento declararam que irão intensificar a fiscalização de barracas vazias. Os coordenadores ameaçam tirar da lista de integrantes do acampamento aqueles que não marcarem presença nas chamadas realizadas diariamente, à noite. “Ninguém é 100% na luta, mas é preciso fazer o máximo para estar dentro dela, para cumprir com suas obrigações, porque, quando a gente chegou, a primeira fala foi que o MTST não cobra R$ 1 de ninguém para fazer luta. O movimento é transparente, mas cobramos participação e luta. Sem colaboração a gente não chega a lugar nenhum”, disse ao microfone uma das lideranças durante assembleia realizada na ocupação.
Observadas todos os dias, às 19h, as assembleias promovidas pelo MTST são o único momento em que a ocupação vê presença maciça de integrantes. Ontem, entre 19h e 20h15, cerca de 1.500 pessoas compareceram ao espaço para acompanhar a reunião, número bem abaixo das 12.136 famílias que mantêm tenda no local, conforme o MTST.
Embora algumas pessoas estivessem com materiais para manutenção de suas tendas em mãos, outros integrantes estavam no local simplesmente para marcar presença. O fato ficou comprovado ao fim da assembleia, quando multidão deixou o terreno, seja por meio do transporte coletivo, em carona de parentes ou caminhada em direção ao Alvarenga.
Na tentativa de reverter o cenário deserto da ocupação, lideranças do movimento criaram mecanismos para cobrar que as pessoas justifiquem ausência nas assembleias. “Damos abertura para os companheiros e companheiras que trabalham e estudam à noite dar a declaração nas cozinhas e (justificar) de manhã (no dia seguinte) e, para os demais, (que sejam substituídos por) representantes”.
Após 45 dias, integrantes do MTST ainda aguardam desdobramentos da decisão de reintegração de posse autorizada pela Justiça. No momento, lideranças do movimento esperam reunião com representantes do Tribunal de Justiça e da MZM Incorporadora, proprietária da área invadida para definir as circunstâncias da desocupação.

TJ segue sem previsão para promover reunião com Gaorp

Duas semanas após determinar a intervenção do Gaorp (Grupo de Apoio às Ordens Judiciais de Reintegração de Posse) nas negociações com lideranças do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) para desocupação da área invadida em São Bernardo, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) segue sem previsão para que seja realizado o primeiro encontro com integrantes do movimento.
O procedimento, que segue orientação feita no mês passado pelo MP (Ministério Público), busca evitar possíveis conflitos durante a realização de reintegração de posse já autorizada pela Justiça no início do mês.
A expectativa de partes envolvidas no processo é a de que o encontro seja realizado nos próximos dias. No encontro, integrantes do TJ devem se reunir com representantes do MTST, MZM Incorporadora e da Prefeitura de São Bernardo para promover discussão sobre as circunstâncias da reintegração. Caso as negociações não avancem, a Polícia Militar deverá ser acionada para cumprir a decisão de desocupação do terreno à força.
Até o momento, a Polícia Militar diz que permanece no aguardo de um aval positivo da Justiça para efetuar o planejamento da operação.
Segundo lideranças do MTST, a reunião com o Gaorp será uma oportunidade de integrantes do movimento apresentarem suas propostas para integrantes da Prefeitura de São Bernardo.



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Ocupação perde força e acumula barracas vazias

Integrantes do MTST só comparecem ao acampamento, no bairro Assunção, em S.Bernardo, à noite, para assinar lista de presença

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

17/10/2017 | 07:00


 Com centenas de barracas vazias e cenário ‘fantasma’, lideranças do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) iniciaram, ontem, cobrança a respeito de integrantes do movimento que só aparecem na Ocupação Povo Sem Medo, instalada no bairro Assunção, em São Bernardo, para assinar a lista de presença que permite aos ocupantes a manutenção de tendas no acampamento, instalado desde 2 de setembro.
Em assembleia realizada ontem na ocupação – a qual o Diário teve acesso – lideranças do movimento declararam que irão intensificar a fiscalização de barracas vazias. Os coordenadores ameaçam tirar da lista de integrantes do acampamento aqueles que não marcarem presença nas chamadas realizadas diariamente, à noite. “Ninguém é 100% na luta, mas é preciso fazer o máximo para estar dentro dela, para cumprir com suas obrigações, porque, quando a gente chegou, a primeira fala foi que o MTST não cobra R$ 1 de ninguém para fazer luta. O movimento é transparente, mas cobramos participação e luta. Sem colaboração a gente não chega a lugar nenhum”, disse ao microfone uma das lideranças durante assembleia realizada na ocupação.
Observadas todos os dias, às 19h, as assembleias promovidas pelo MTST são o único momento em que a ocupação vê presença maciça de integrantes. Ontem, entre 19h e 20h15, cerca de 1.500 pessoas compareceram ao espaço para acompanhar a reunião, número bem abaixo das 12.136 famílias que mantêm tenda no local, conforme o MTST.
Embora algumas pessoas estivessem com materiais para manutenção de suas tendas em mãos, outros integrantes estavam no local simplesmente para marcar presença. O fato ficou comprovado ao fim da assembleia, quando multidão deixou o terreno, seja por meio do transporte coletivo, em carona de parentes ou caminhada em direção ao Alvarenga.
Na tentativa de reverter o cenário deserto da ocupação, lideranças do movimento criaram mecanismos para cobrar que as pessoas justifiquem ausência nas assembleias. “Damos abertura para os companheiros e companheiras que trabalham e estudam à noite dar a declaração nas cozinhas e (justificar) de manhã (no dia seguinte) e, para os demais, (que sejam substituídos por) representantes”.
Após 45 dias, integrantes do MTST ainda aguardam desdobramentos da decisão de reintegração de posse autorizada pela Justiça. No momento, lideranças do movimento esperam reunião com representantes do Tribunal de Justiça e da MZM Incorporadora, proprietária da área invadida para definir as circunstâncias da desocupação.

TJ segue sem previsão para promover reunião com Gaorp

Duas semanas após determinar a intervenção do Gaorp (Grupo de Apoio às Ordens Judiciais de Reintegração de Posse) nas negociações com lideranças do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) para desocupação da área invadida em São Bernardo, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) segue sem previsão para que seja realizado o primeiro encontro com integrantes do movimento.
O procedimento, que segue orientação feita no mês passado pelo MP (Ministério Público), busca evitar possíveis conflitos durante a realização de reintegração de posse já autorizada pela Justiça no início do mês.
A expectativa de partes envolvidas no processo é a de que o encontro seja realizado nos próximos dias. No encontro, integrantes do TJ devem se reunir com representantes do MTST, MZM Incorporadora e da Prefeitura de São Bernardo para promover discussão sobre as circunstâncias da reintegração. Caso as negociações não avancem, a Polícia Militar deverá ser acionada para cumprir a decisão de desocupação do terreno à força.
Até o momento, a Polícia Militar diz que permanece no aguardo de um aval positivo da Justiça para efetuar o planejamento da operação.
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