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Caso Arruda: suspeito pode estar envolvido em outros crimes


Mário César de Mauro
e Samir Siviero
Do Diário do Grande ABC

12/04/2001 | 00:11


  A polícia investiga a possibilidade de o vereador de Rio Grande da Serra e sogro do atual prefeito Ramon Velasquez, Valdir Mitterstein, o Gaúcho, estar envolvido em mais três tentativas de homicídio. Gaúcho foi preso na terça, acusado de ser o mandante do assassinato do prefeito José Carlos de Arruda, acontecido em 30 de março de 1998. A suspeita da polícia traz à tona uma trama que envolve o crime que chocou Rio Grande da Serra e seu desenrolar até a prisão do vereador.

Uma dívida em dinheiro entre Gaúcho e José Carlos de Arruda ainda é o principal motivo considerado pela polícia para justificar o assassinato, que teria sido cometido pelo desempregado Carlos Roberto dos Santos, o Bahia, irmão de Amilton dos Santos, assessor de gabinete de Ramon Velasquez, e os dois cúmplices ainda foragidos – os funcionários da Prefeitura de Rio Grande da Serra Reginaldo Dionísio Alves, o Pilica, e José Jacinto da Silva, o Zezito –, supostamente a mando do vereador.

Após o assassinato, os três suspeitos estariam extorquindo Gaúcho para manter a história em sigilo. Cansado das ameaças, o vereador teria contratado outros matadores para executar o trio, cerca de um ano após o homicídio do prefeito.

Segundo a polícia, Gaúcho pediu para Ademir Miranda de Almeida, o Brinquinho, que intermediasse a contratação dos assassinos. Brinquinho teria contratado pelo menos três homens para a execução. Seus nomes não foram divulgados pela polícia, mas seriam conhecidos por Folha, Alberico e Gel.

O trio contratado por Brinquinho deveria aguardar Zezito, Pilica e Bahia na Vila Conde Siciliano, perto da casa de Gaúcho, em Rio Grande. No encontro, o vereador, sob o pretexto de entregar mais dinheiro pela extorsão que sofria, arrastou o trio responsável pela morte do prefeito para uma emboscada.

No local marcado, Folha, seu irmão Alberico e Gel aguardavam armados a chegada dos suspeitos da autoria do assassinato do prefeito. No momento em que todos se encontraram, houve troca de tiros, mas somente Pilica foi baleado numa das mãos. Na época, a polícia conseguiu prender Folha e Gel, que responderam processo por tentativa de homicídio.

O tiroteio entre os grupos levantou a hipótese de uma ligação com o assassinato do prefeito, fato que não foi comprovado à época. Naquele momento, nenhum dos dois presos assumiu envolvimento com Gaúcho ou com o assassinato de José Carlos de Arruda. Alberico, que permaneceu foragido, foi assassinado tempos depois na capital e Folha, depois de deixar a prisão por ter sido absolvido no processo, encontrou os rivais trabalhando na Prefeitura.

Temendo por sua vida, Folha procurou a polícia e revelou a ligação entre os dois crimes. Com a prisão de Brinquinho, que apontou os prováveis assassinos do prefeito, a polícia pôde solicitar a prisão temporária de 30 dias dos quatro acusados.

O inquérito que apura a morte de Arruda deverá passar a ser presidido pelo delegado titular de Ribeirão Pires, Luiz Carlos do Carmo, com apoio da equipe especial do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa), com sede na capital.



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