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Senadora do PT não quer misturar CPMI dos Correios com 'mensalão'


Do Diário OnLine
Com Agências

20/06/2005 | 16:56


A senadora Ideli Salvati (PT-SC) declarou nesta segunda-feira que a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) dos Correios não aprovará requerimentos que não tenham correlação às investigações de irregularidades da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos). As palavras da parlamentar, que faz parte da bancada governista da comissão, são um recado direto à oposição, que revelou a intenção de incluir requerimentos relacionados ao 'mensalão' – suposto esquema em que o PT, representado pelo seu tesoureiro, Delúbio Soares, pagava uma mesada de R$ 30 mil a deputados do PL e do PP em troca de 'favores' políticos.

Ideli também rechaçou a hipótese da CPMI convidar o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu para prestar qualquer tipo de esclarecimento. "Não vai ser chamado ninguém que não tenha correlação com os fatos investigados", disse a senadora do PT, de acordo com informações da Agência Brasil. Dirceu, que na última quinta-feira anunciou seu afastamento da Esplanada dos Ministérios para retornar à Câmara dos Deputados, foi apontado pelo presidente licenciado do PTB, deputado federal Roberto Jefferson (RJ), como um dos 'líderes' do 'mensalão' ao lado do presidente do PT, José Genoino.

Nesta terça-feira, a comissão ouve o depoimento do ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios Maurício Marinho. Em uma fita de vídeo gravada por um empresário, e divulgada à imprensa, Marinho expôs um suposto esquema de corrupção na empresa estatal, que seria comandado por Roberto Jefferson. Na fita, Marinho aparece recebendo um maço de notas. Segundo Marinho, o dinheiro era pagamento de uma consultoria prestada por ele.

Para Ideli Salvati, o depoimento de Marinho será fundamental para definir os rumos da CPMI. "Exigiremos que o sr. Maurício Marinho apresente as provas para que o deputado Roberto Jefferson seja colocado na condição de réu. Só a partir disso é que definiremos novos requerimentos e convocações. Ninguém vai fazer CPI por tese", afirmou a senadora.



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Senadora do PT não quer misturar CPMI dos Correios com 'mensalão'

Do Diário OnLine
Com Agências

20/06/2005 | 16:56


A senadora Ideli Salvati (PT-SC) declarou nesta segunda-feira que a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) dos Correios não aprovará requerimentos que não tenham correlação às investigações de irregularidades da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos). As palavras da parlamentar, que faz parte da bancada governista da comissão, são um recado direto à oposição, que revelou a intenção de incluir requerimentos relacionados ao 'mensalão' – suposto esquema em que o PT, representado pelo seu tesoureiro, Delúbio Soares, pagava uma mesada de R$ 30 mil a deputados do PL e do PP em troca de 'favores' políticos.

Ideli também rechaçou a hipótese da CPMI convidar o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu para prestar qualquer tipo de esclarecimento. "Não vai ser chamado ninguém que não tenha correlação com os fatos investigados", disse a senadora do PT, de acordo com informações da Agência Brasil. Dirceu, que na última quinta-feira anunciou seu afastamento da Esplanada dos Ministérios para retornar à Câmara dos Deputados, foi apontado pelo presidente licenciado do PTB, deputado federal Roberto Jefferson (RJ), como um dos 'líderes' do 'mensalão' ao lado do presidente do PT, José Genoino.

Nesta terça-feira, a comissão ouve o depoimento do ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios Maurício Marinho. Em uma fita de vídeo gravada por um empresário, e divulgada à imprensa, Marinho expôs um suposto esquema de corrupção na empresa estatal, que seria comandado por Roberto Jefferson. Na fita, Marinho aparece recebendo um maço de notas. Segundo Marinho, o dinheiro era pagamento de uma consultoria prestada por ele.

Para Ideli Salvati, o depoimento de Marinho será fundamental para definir os rumos da CPMI. "Exigiremos que o sr. Maurício Marinho apresente as provas para que o deputado Roberto Jefferson seja colocado na condição de réu. Só a partir disso é que definiremos novos requerimentos e convocações. Ninguém vai fazer CPI por tese", afirmou a senadora.

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