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Creche de São Bernardo interrompe atendimento


Roberta Nomura
Especial para o Diário

14/06/2005 | 08:09


Problemas na documentação da Previdência Social impedem a creche Lar Maria Amélia, no Jardim Belita, em São Bernardo, de quitar salários atrasados de 13 funcionários, que entraram em greve na segunda-feira. Com a paralisação, 80 crianças carentes com idades entre 1 e 5 anos ficaram sem atendimento.

A creche possui convênio com o poder público, que dá direito a uma verba total de R$ 19,6 mil para um ano - R$ 16 mil vindos do governo federal e R$ 3,6 mil da Prefeitura. Mas a administração municipal explica que o Lar Maria Amélia apresenta problemas quanto à Certidão Negativa de Débito, emitida pela Previdência Social, e à Certidão de Regularidade Fiscal, da Caixa Econômica Federal. Assim, o poder público fica impedido de fornecer o repasse.

Como estão sem receber salários (R$ 411), vale-transportes e cestas básicas desde março, os funcionários entraram em greve. Situação que deve permanecer nos próximos dias, já que não há previsão de acordo com a direção da entidade. "Está insustentável. No ano passado, fui despejada e agora tenho de ficar negociando para não ficar na rua", conta a funcionária mais antiga da creche, Vanda Aparecida dos Santos, 35 anos, que há 15 trabalha no Lar. Os funcionários afirmam que desde que a entidade foi fundada, há 38 anos, não havia ocorrido situação semelhante.

Mesmo não tendo onde deixar as crianças, os pais apoiaram o movimento dos funcionários. "Eles precisam receber o pão de cada dia", critica a diarista Vanilda Bento, 55 anos, avó de Everton, 5. Ela diz que teve de perder um dia de trabalho para cuidar do neto. Situação semelhante viveu o ajudante de descarregamento Pedro Francisco de Souza, 36 anos. "Nos outros dias, vou ter de pagar alguém para ficar com ele", explica o pai de Pedro Romeu, 4.

A presidente do Lar Maria Amélia, Miriam Brito Andrade, 51 anos, afirma que o repasse está disponível, mas não tem condições de retirá-lo. "Para regularizar tudo teria de gastar R$ 6 mil e não tenho esse dinheiro. Eles (os funcionários) estão no direito deles, mas eu estou com as mãos atadas". Miriam explica que quando assumiu a entidade, verificou que a antiga administração havia deixado R$ 52 mil em dívidas.

O presidente do Sindbeneficente (Sindicato Intermunicipal dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas no Estado de São Paulo), Rogério Gomes Cardoso, também compareceu à porta da creche na segunda-feira. "Estamos entrando na Delegacia Regional do Trabalho com pedido de urgência para resolver a situação da melhor maneira possível."



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Creche de São Bernardo interrompe atendimento

Roberta Nomura
Especial para o Diário

14/06/2005 | 08:09


Problemas na documentação da Previdência Social impedem a creche Lar Maria Amélia, no Jardim Belita, em São Bernardo, de quitar salários atrasados de 13 funcionários, que entraram em greve na segunda-feira. Com a paralisação, 80 crianças carentes com idades entre 1 e 5 anos ficaram sem atendimento.

A creche possui convênio com o poder público, que dá direito a uma verba total de R$ 19,6 mil para um ano - R$ 16 mil vindos do governo federal e R$ 3,6 mil da Prefeitura. Mas a administração municipal explica que o Lar Maria Amélia apresenta problemas quanto à Certidão Negativa de Débito, emitida pela Previdência Social, e à Certidão de Regularidade Fiscal, da Caixa Econômica Federal. Assim, o poder público fica impedido de fornecer o repasse.

Como estão sem receber salários (R$ 411), vale-transportes e cestas básicas desde março, os funcionários entraram em greve. Situação que deve permanecer nos próximos dias, já que não há previsão de acordo com a direção da entidade. "Está insustentável. No ano passado, fui despejada e agora tenho de ficar negociando para não ficar na rua", conta a funcionária mais antiga da creche, Vanda Aparecida dos Santos, 35 anos, que há 15 trabalha no Lar. Os funcionários afirmam que desde que a entidade foi fundada, há 38 anos, não havia ocorrido situação semelhante.

Mesmo não tendo onde deixar as crianças, os pais apoiaram o movimento dos funcionários. "Eles precisam receber o pão de cada dia", critica a diarista Vanilda Bento, 55 anos, avó de Everton, 5. Ela diz que teve de perder um dia de trabalho para cuidar do neto. Situação semelhante viveu o ajudante de descarregamento Pedro Francisco de Souza, 36 anos. "Nos outros dias, vou ter de pagar alguém para ficar com ele", explica o pai de Pedro Romeu, 4.

A presidente do Lar Maria Amélia, Miriam Brito Andrade, 51 anos, afirma que o repasse está disponível, mas não tem condições de retirá-lo. "Para regularizar tudo teria de gastar R$ 6 mil e não tenho esse dinheiro. Eles (os funcionários) estão no direito deles, mas eu estou com as mãos atadas". Miriam explica que quando assumiu a entidade, verificou que a antiga administração havia deixado R$ 52 mil em dívidas.

O presidente do Sindbeneficente (Sindicato Intermunicipal dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas no Estado de São Paulo), Rogério Gomes Cardoso, também compareceu à porta da creche na segunda-feira. "Estamos entrando na Delegacia Regional do Trabalho com pedido de urgência para resolver a situação da melhor maneira possível."

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