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Em sessão ‘corujão’ para acelerar projetos, Ferrarezi fracassa com pauta polêmica

Andréa Iseki/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Presidente da Casa adiciona texto sobre títulos imobiliários, o que gerou irritação e paralisação


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

02/06/2015 | 07:00


Fracassou a tentativa do presidente da Câmara de São Bernardo, José Luís Ferrarezi (PT), em acelerar os trabalhos legislativos ao promover ontem sessão ‘corujão’, realizada à noite – Parlamento historicamente realiza atividades nas manhãs de quarta-feira.

De última hora, Ferrarezi incluiu na pauta projeto de lei idealizado pelo prefeito Luiz Marinho (PT), que permite a venda de títulos imobiliários na bolsa de valores, pegando de surpresa os vereadores que esperavam apenas discussão de matéria para investimento de R$ 2,7 milhões para a Secretaria de Esportes.

O texto é polêmico e complexo, o que gerou insatisfação até da base governista. O G-9. que pertencem à sustentação da administração petista, mas que atua de forma independente no Legislativo, liderou o boicote ao texto, esvaziando o plenário.

Diante do impasse, Ferrarezi promoveu sucessivas suspensões dos trabalhos, repetindo cenário das últimas sessões, quando a paralisação no Parlamento caracterizou atuação dos vereadores de São Bernardo.

Outro ponto que gerou desgaste na Casa foi presença de grande número de servidores grevistas, que novamente buscaram apoio dos parlamentares para tentar encerrar paralisação, que completou ontem 20 dias.

O presidente do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos), Giovani Chagas, encabeçou reunião com os vereadores, que prometeram ajudar nas intermediações com o governo Marinho.

Porta-voz do G-9 durante a sessão, o vereador Fabio Landi (PSD) confirmou que a paralisação se deu com a adição de matéria às pressas, associada à continuação da greve dos funcionários públicos.

“Houve inoperância do governo, por conta da falta de diálogo, ao trazer matéria de extrema complexidade que necessitaria de amplo debate. Não se pode fazer votação desta maneira. Além disso, existe hoje tremenda falta de sensibilidade da administração em relação à situação dos servidores, que seguem em paralisação”, argumentou Landi.

Amanhã, os trabalhos do Legislativo voltam à rotina normal, com a sessão sendo iniciada às 9h. No entanto, a preocupação dos parlamentares fica novamente concentrada na greve, que caso persista, pode ameaçar fluidez dos da votação de matérias.



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