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Santo André volta a ser a cidade da gravura


Everaldo Fioravante
Do Diário do Grande ABC

27/07/2005 | 09:00


Santo André se prepara novamente para assumir a condição de epicentro da gravura no Brasil. É a terceira edição da Bienal de Gravura, evento sem similares no país dedicado à linguagem que é tida como a mais democrática das artes plásticas, por ser relativamente de simples produção e permitir a reprodução de muitas cópias da mesma obra. Além de Santo André e de outras cidades do Grande ABC, a bienal deve chegar a São Paulo, com mostras nas galerias Gravura Brasileira, Olido e Graphias. Ao todo, cerca de 40 espaços culturais estarão envolvidos.

O primeiro passo é dado na próxima segunda-feira, dia 1º, quando começam as inscrições de obras para a parte competitiva. A programação geral de exposições, oficinas, palestras e demais atividades, marcada para ocorrer de 6 de outubro a 26 de novembro, está em fase de acertos finais.

Um dos destaques da bienal é a sala especial dedicada à obra de Rubem Grilo - autor da gravura Urbanóides, de 1985, reproduzida acima -, nome de peso no cenário contemporâneo nacional da gravura, que deve marcar presença em Santo André também para palestra.

Outra mostra que figura entre as mais importantes do evento celebra os 25 anos de atividade do ateliê de Iole Di Natale, de São Paulo, onde a gravurista cria, ensina e imprime obras de outros artistas, gente do porte de Marcelo Grassmann e Evandro Carlos Jardim.

"A linha de pensamento a ser desenvolvida nesta terceira bienal é a da formação, de como o ensino de gravura se dá em espaços formais e informais. Essa questão já foi discutida nas edições anteriores, mas agora ganha reforços, atenção especial. Participarão pessoas que conhecem muito bem a cena da gravura no país e ainda gente de fora do Brasil", afirma Paula Caetano, artista plástica que coordena o evento.

"Lógico que não dá para esquecer do eixo Rio-São Paulo, que concentra boa parte das atividades de gravura do Brasil, mas não é uma obrigatoriedade tratar exclusivamente desses locais. Na programação que será montada contamos com a presença de gravuristas e professores, por exemplo, de Belém (PA) e de Porto Alegre (RS)", diz Paula. São esperados ainda profissionais de Espanha, Japão e Canadá.

Conforme Paula, com apenas duas edições realizadas, a Bienal de Gravura já obteve reconhecimento da classe artística de todo o Brasil: "Não teve até então uma pessoa sequer que contatamos para participação que não conhecesse o evento. A bienal já é esperada, procurada. Enfim, se firmou. Chegou a hora de Santo André se preparar para receber a bienal e lutar para que ela se torne internacional", afirma.

Difundir o fazer - A organização da bienal também está preocupada em garantir que a população de Santo André tenha acesso às atividades promovidas. Unidades do Cesa (Centro Educacional de Santo André), distribuídas em diversos bairros, contarão com atrações. E até ônibus utilizados no transporte público terão exibição de gravuras. Toda a programação do evento tem entrada franca.

"A intenção é de que o leigo, a pessoa que não conhece gravura, passe a conhecer, e também a produzir. Além disso, o desejo é que a população em geral comece a ver exposições. O objetivo é criar um público de arte", diz Paula.

Outro plano da organização da bienal é abrir espaço tanto para a gravura realizada por meio de técnicas tradicionais (produzidas por exemplo a partir de matrizes de madeira, pedra ou metal) quanto para os processos experimentais, entre eles os que utilizam novas mídias.

Inscrições - Os interessados em concorrer aos R$ 9 mil em prêmios que serão distribuídos na bienal já devem se preparar. Da próxima segunda-feira a 10 de setembro serão aceitas obras de artistas brasileiros ou estrangeiros residentes no país, realizadas nos últimos dois anos. Cada um deve inscrever três obras.

A bienal conta com quatro prêmios: o Edição (R$ 4 mil) irá para o escolhido entre todos que se comprometerem no ato da inscrição a produzir 50 provas da gravura premiada; o Gravura Cidade de Santo André (R$ 2 mil) será destinado ao selecionado entre todos participantes; o João Ramalho (R$ 1,5 mil) é para o escolhido entre os moradores de Santo André; e o Vila de Paranapiacaba (R$ 1,5 mil) para o artista selecionado entre os participantes das cidades do Grande ABC, excluídos os de Santo André.

A ficha de inscrição está disponível no site www.santoandre.sp.gov.br e também pode ser solicitada por meio do telefone 4992-7730. As inscrições devem ser feitas no Salão de Exposições do Paço Municipal (praça IV Centenário, s/nº), pessoalmente (de segunda a sexta, das 9h às 11h30 e das 13h às 16h30) ou via correio (CEP 09015-080).



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Santo André volta a ser a cidade da gravura

Everaldo Fioravante
Do Diário do Grande ABC

27/07/2005 | 09:00


Santo André se prepara novamente para assumir a condição de epicentro da gravura no Brasil. É a terceira edição da Bienal de Gravura, evento sem similares no país dedicado à linguagem que é tida como a mais democrática das artes plásticas, por ser relativamente de simples produção e permitir a reprodução de muitas cópias da mesma obra. Além de Santo André e de outras cidades do Grande ABC, a bienal deve chegar a São Paulo, com mostras nas galerias Gravura Brasileira, Olido e Graphias. Ao todo, cerca de 40 espaços culturais estarão envolvidos.

O primeiro passo é dado na próxima segunda-feira, dia 1º, quando começam as inscrições de obras para a parte competitiva. A programação geral de exposições, oficinas, palestras e demais atividades, marcada para ocorrer de 6 de outubro a 26 de novembro, está em fase de acertos finais.

Um dos destaques da bienal é a sala especial dedicada à obra de Rubem Grilo - autor da gravura Urbanóides, de 1985, reproduzida acima -, nome de peso no cenário contemporâneo nacional da gravura, que deve marcar presença em Santo André também para palestra.

Outra mostra que figura entre as mais importantes do evento celebra os 25 anos de atividade do ateliê de Iole Di Natale, de São Paulo, onde a gravurista cria, ensina e imprime obras de outros artistas, gente do porte de Marcelo Grassmann e Evandro Carlos Jardim.

"A linha de pensamento a ser desenvolvida nesta terceira bienal é a da formação, de como o ensino de gravura se dá em espaços formais e informais. Essa questão já foi discutida nas edições anteriores, mas agora ganha reforços, atenção especial. Participarão pessoas que conhecem muito bem a cena da gravura no país e ainda gente de fora do Brasil", afirma Paula Caetano, artista plástica que coordena o evento.

"Lógico que não dá para esquecer do eixo Rio-São Paulo, que concentra boa parte das atividades de gravura do Brasil, mas não é uma obrigatoriedade tratar exclusivamente desses locais. Na programação que será montada contamos com a presença de gravuristas e professores, por exemplo, de Belém (PA) e de Porto Alegre (RS)", diz Paula. São esperados ainda profissionais de Espanha, Japão e Canadá.

Conforme Paula, com apenas duas edições realizadas, a Bienal de Gravura já obteve reconhecimento da classe artística de todo o Brasil: "Não teve até então uma pessoa sequer que contatamos para participação que não conhecesse o evento. A bienal já é esperada, procurada. Enfim, se firmou. Chegou a hora de Santo André se preparar para receber a bienal e lutar para que ela se torne internacional", afirma.

Difundir o fazer - A organização da bienal também está preocupada em garantir que a população de Santo André tenha acesso às atividades promovidas. Unidades do Cesa (Centro Educacional de Santo André), distribuídas em diversos bairros, contarão com atrações. E até ônibus utilizados no transporte público terão exibição de gravuras. Toda a programação do evento tem entrada franca.

"A intenção é de que o leigo, a pessoa que não conhece gravura, passe a conhecer, e também a produzir. Além disso, o desejo é que a população em geral comece a ver exposições. O objetivo é criar um público de arte", diz Paula.

Outro plano da organização da bienal é abrir espaço tanto para a gravura realizada por meio de técnicas tradicionais (produzidas por exemplo a partir de matrizes de madeira, pedra ou metal) quanto para os processos experimentais, entre eles os que utilizam novas mídias.

Inscrições - Os interessados em concorrer aos R$ 9 mil em prêmios que serão distribuídos na bienal já devem se preparar. Da próxima segunda-feira a 10 de setembro serão aceitas obras de artistas brasileiros ou estrangeiros residentes no país, realizadas nos últimos dois anos. Cada um deve inscrever três obras.

A bienal conta com quatro prêmios: o Edição (R$ 4 mil) irá para o escolhido entre todos que se comprometerem no ato da inscrição a produzir 50 provas da gravura premiada; o Gravura Cidade de Santo André (R$ 2 mil) será destinado ao selecionado entre todos participantes; o João Ramalho (R$ 1,5 mil) é para o escolhido entre os moradores de Santo André; e o Vila de Paranapiacaba (R$ 1,5 mil) para o artista selecionado entre os participantes das cidades do Grande ABC, excluídos os de Santo André.

A ficha de inscrição está disponível no site www.santoandre.sp.gov.br e também pode ser solicitada por meio do telefone 4992-7730. As inscrições devem ser feitas no Salão de Exposições do Paço Municipal (praça IV Centenário, s/nº), pessoalmente (de segunda a sexta, das 9h às 11h30 e das 13h às 16h30) ou via correio (CEP 09015-080).

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