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Favela Gamboa acabará em 1 mês

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Comunidade de Sto.André, que já abrigou
873 famílias, conta hoje com apenas 12 casas


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

09/01/2015 | 07:00


Após sete anos do início da desocupação da favela da Gamboa, em Santo André, o processo de retirada dos moradores deve finalmente chegar ao fim. A área, no bairro Paraíso, já chegou a abrigar 873 famílias e hoje tem apenas 12 casas. A previsão é de que as remoções terminem em aproximadamente um mês. Depois de esvaziado, o terreno será anexado ao Parque Central.

O prazo para que o núcleo, localizado em 35 mil m² de área nobre da cidade, deixasse de existir era até o fim de 2012. Entretanto, o cronograma sofreu atraso em razão da lentidão nos processos de desocupação dos lotes e de construção de unidades habitacionais. Após o reinício das transferências, em 2013, o planejamento de datas sofreu outras duas alterações, sendo que a última previsão de conclusão era para o fim do ano passado.

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação da cidade, Paulo Piagentini, explica que o alto número de novas invasões na área atrasou o andamento dos trabalhos. Ele atribui a responsabilidade pela situação à administração anterior, chefiada pelo ex-prefeito Aidan Ravin (PSB). Segundo ele, inicialmente, a área era ocupada por 480 residências e, no período entre 2009 e 2012, outras 306 famílias se mudaram para o local.

Piagentini lembra ainda que a falta de documentação por parte de alguns moradores e a dificuldade para localizar casas para alugar também prejudicaram o processo. “Podemos considerar uma vitória. Uma das nossas principais metas foi atingida. Era uma reivindicação antiga da própria comunidade e também da vizinhança”, considera.

Em visita à comunidade na tarde de ontem, a equipe do Diário pôde constatar novo cenário na favela, que é considerada área de risco por estar sob rede de alta-tensão. O terreno, antes repleto de pequenos barracos espalhados entre os apertados becos, deu lugar a um conjunto de ruínas de residências, somados aos entulho e lixo deixados pelos antigos ocupantes.

De acordo com a Prefeitura, além da demolição dos imóveis, feita logo após a mudança, equipes realizam fiscalização diariamente para evitar novas invasões.

VIDA NOVA

O destino das 12 famílias restantes já está definido: duas vão para aluguel social (no valor de R$ 465 por mês) e as demais se mudarão para o Conjunto Alzira Franco 2, como é o caso da dona de casa Josefa Lima, 48 anos, que já se prepara para iniciar a próxima semana na casa nova. “Eu não queria muito me mudar, mas não tenho outra opção. São mais de 12 anos no mesmo lugar”, destaca.

A moradora é incentivada pela ex-vizinha, a vendedora Itamaris Souza, 30, que se mudou para o mesmo condomínio junto com outras 554 famílias da Gamboa. “Faz só uma semana que estou lá, mas já melhorou minha vida. É bem sossegado, tem água e luz regularizado”, comenta.

Desde o início do processo de remoção, outras 176 famílias foram transferidas para os conjuntos Alemanha 1 e 2 e 130 estão em aluguel social aguardando o fim das obras dos condomínios Procópio Ferreira, que deverá ser entregue até julho, e Prestes Maia, com inauguração prevista para o fim do primeiro semestre do ano que vem. 



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Favela Gamboa acabará em 1 mês

Comunidade de Sto.André, que já abrigou
873 famílias, conta hoje com apenas 12 casas

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

09/01/2015 | 07:00


Após sete anos do início da desocupação da favela da Gamboa, em Santo André, o processo de retirada dos moradores deve finalmente chegar ao fim. A área, no bairro Paraíso, já chegou a abrigar 873 famílias e hoje tem apenas 12 casas. A previsão é de que as remoções terminem em aproximadamente um mês. Depois de esvaziado, o terreno será anexado ao Parque Central.

O prazo para que o núcleo, localizado em 35 mil m² de área nobre da cidade, deixasse de existir era até o fim de 2012. Entretanto, o cronograma sofreu atraso em razão da lentidão nos processos de desocupação dos lotes e de construção de unidades habitacionais. Após o reinício das transferências, em 2013, o planejamento de datas sofreu outras duas alterações, sendo que a última previsão de conclusão era para o fim do ano passado.

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação da cidade, Paulo Piagentini, explica que o alto número de novas invasões na área atrasou o andamento dos trabalhos. Ele atribui a responsabilidade pela situação à administração anterior, chefiada pelo ex-prefeito Aidan Ravin (PSB). Segundo ele, inicialmente, a área era ocupada por 480 residências e, no período entre 2009 e 2012, outras 306 famílias se mudaram para o local.

Piagentini lembra ainda que a falta de documentação por parte de alguns moradores e a dificuldade para localizar casas para alugar também prejudicaram o processo. “Podemos considerar uma vitória. Uma das nossas principais metas foi atingida. Era uma reivindicação antiga da própria comunidade e também da vizinhança”, considera.

Em visita à comunidade na tarde de ontem, a equipe do Diário pôde constatar novo cenário na favela, que é considerada área de risco por estar sob rede de alta-tensão. O terreno, antes repleto de pequenos barracos espalhados entre os apertados becos, deu lugar a um conjunto de ruínas de residências, somados aos entulho e lixo deixados pelos antigos ocupantes.

De acordo com a Prefeitura, além da demolição dos imóveis, feita logo após a mudança, equipes realizam fiscalização diariamente para evitar novas invasões.

VIDA NOVA

O destino das 12 famílias restantes já está definido: duas vão para aluguel social (no valor de R$ 465 por mês) e as demais se mudarão para o Conjunto Alzira Franco 2, como é o caso da dona de casa Josefa Lima, 48 anos, que já se prepara para iniciar a próxima semana na casa nova. “Eu não queria muito me mudar, mas não tenho outra opção. São mais de 12 anos no mesmo lugar”, destaca.

A moradora é incentivada pela ex-vizinha, a vendedora Itamaris Souza, 30, que se mudou para o mesmo condomínio junto com outras 554 famílias da Gamboa. “Faz só uma semana que estou lá, mas já melhorou minha vida. É bem sossegado, tem água e luz regularizado”, comenta.

Desde o início do processo de remoção, outras 176 famílias foram transferidas para os conjuntos Alemanha 1 e 2 e 130 estão em aluguel social aguardando o fim das obras dos condomínios Procópio Ferreira, que deverá ser entregue até julho, e Prestes Maia, com inauguração prevista para o fim do primeiro semestre do ano que vem. 

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