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Alojamento está desde março sem energia


Tatiane Conceição
Do Diário do Grande ABC

19/06/2010 | 07:10


Os moradores do Núcleo Pulmão, alojamento construído pela Prefeitura de Santo André para abrigar famílias removidas de áreas de risco, convivem com o perigo trazido pelas ligações elétricas clandestinas, os chamados gatos. Desde que se mudaram para o local, em março, as moradias improvisadas não contam com medidores de energia e, por isso, estão sob risco de incêndio.Os moradores enfrentam dificuldade para executar tarefas básicas, como tomar banho.

A dona de casa Claudinéia Pereira da Silva, de 31 anos, precisa ir três vezes por dia ao posto de saude, distante 30 minutos, para dar inalação à filha Ana Julia, de 1 ano e 7 meses. Ela possui o inalador, mas não consegue usá-lo devido às constantes quedas de energia no Núcleo Pulmão. "Lá onde morava não precisava passar por isso. Gasto muito mais dinheiro comprando gás, porque tenho que esquentar água para minha filha", reclamou.

Já a dona de casa Ana Cristina dos Santos Veloso, de 36 anos, está há uma semana sem levar seus filhos à escola, porque as crianças não conseguem tomar ducha quente. "Se eles vão para a escola fedendo, a professora não os recebe", disse ela.

Ana Cristina precisa comprovar a frequência escolar das crianças para receber sua única fonte de renda, o benefício do Bolsa Família, de R$ 134.

A Prefeitura de Santo André informou que todas as famílias foram comunicados de que no núcleo só havia fiação disponível para instalar equipamentos de 220 volts.No entanto, a administração afirma que já solicitou à Eletropaulo a mudança emergencial da voltagem, para 110 volts.

"Esta empresa (a Eletropaulo) já recebeu dois pedidos da Prefeitura para fazer a extensão de sua rede e fornecer energia de 110 volts aos moradores. Os gatos foram feitos pelas próprias famílias", explicou a Prefeitura, em nota.

A Eletropaulo informou que a execução do projeto de extensão de energia dos alojamentos está programada para 27 de junho.



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Alojamento está desde março sem energia

Tatiane Conceição
Do Diário do Grande ABC

19/06/2010 | 07:10


Os moradores do Núcleo Pulmão, alojamento construído pela Prefeitura de Santo André para abrigar famílias removidas de áreas de risco, convivem com o perigo trazido pelas ligações elétricas clandestinas, os chamados gatos. Desde que se mudaram para o local, em março, as moradias improvisadas não contam com medidores de energia e, por isso, estão sob risco de incêndio.Os moradores enfrentam dificuldade para executar tarefas básicas, como tomar banho.

A dona de casa Claudinéia Pereira da Silva, de 31 anos, precisa ir três vezes por dia ao posto de saude, distante 30 minutos, para dar inalação à filha Ana Julia, de 1 ano e 7 meses. Ela possui o inalador, mas não consegue usá-lo devido às constantes quedas de energia no Núcleo Pulmão. "Lá onde morava não precisava passar por isso. Gasto muito mais dinheiro comprando gás, porque tenho que esquentar água para minha filha", reclamou.

Já a dona de casa Ana Cristina dos Santos Veloso, de 36 anos, está há uma semana sem levar seus filhos à escola, porque as crianças não conseguem tomar ducha quente. "Se eles vão para a escola fedendo, a professora não os recebe", disse ela.

Ana Cristina precisa comprovar a frequência escolar das crianças para receber sua única fonte de renda, o benefício do Bolsa Família, de R$ 134.

A Prefeitura de Santo André informou que todas as famílias foram comunicados de que no núcleo só havia fiação disponível para instalar equipamentos de 220 volts.No entanto, a administração afirma que já solicitou à Eletropaulo a mudança emergencial da voltagem, para 110 volts.

"Esta empresa (a Eletropaulo) já recebeu dois pedidos da Prefeitura para fazer a extensão de sua rede e fornecer energia de 110 volts aos moradores. Os gatos foram feitos pelas próprias famílias", explicou a Prefeitura, em nota.

A Eletropaulo informou que a execução do projeto de extensão de energia dos alojamentos está programada para 27 de junho.

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