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Livro de Felipe Neto é uma das novidades da Bienal do Rio

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Caroline Ropero
Do Diário do Grande ABC

01/09/2013 | 07:00


 A Bienal do Livro, que começou na quinta no Rio de Janeiro e termina dia 8, trouxe novidades para os bookaholics. Entre os lançamentos está o Não Faz Sentido, do Felipe Neto (Ed. Casa da Palavra, 272 págs., R$ 34,90), que conta a trajetória do canal do vlogueiro. “Percebi que os bastidores e tudo o que acontecia atrás das câmeras, além de surreais, eram coisas que as pessoas não faziam ideia que aconteciam”, conta.

O ator acredita que o canal colaborou com a mudança no entretenimento do Brasil. “A entrada da internet foi massiva e diariamente tem cada vez mais conteúdo profissional.” Além de conter relatos do canal e da vida do próprio Felipe Neto, o livro tem linguagem simples que entretém muito parecida com seus vídeos.

“Tentei fazer com que as pessoas lessem imaginando minha voz, como se fosse uma conversa”, afirma Felipe, que não descarta a possibilidade de produzir mais uma publicação. Para saber mais sobre o livro e sobre Felipe Neto, confira entrevista completa no site do D+. Veja abaixo outros lançamentos da Bienal 2013.

D+ - Por que você decidiu escrever um livro?
Felipe Neto - Eu comecei dois anos atrás, passei dois anos narrando a história. Percebi que as histórias que aconteciam nos bastidores, além de serem muito surreais, eram coisas que as pessoas não faziam idéia do que acontecia. Foi para narrar, não só a história do Não Faz Sentido, mas a transição do entretenimento do Brasil. Não só a história de um canal. É a revolução do entretenimento, a entrada da internet de forma massiva no entretenimento das pessoas. Diariamente tem cada vez mais conteúdo profissional. E o nós fomos os pioneiros, junto com o PC Siqueira.

D+ - Como foi o processo de criação?
FN - Foram muitas noites viradas para poder realmente contar tudo com detalhes. E como o livro foi escrito com o tempo, traz riqueza de detalhes das histórias e dos diálogos. Mas foi bastante tranquilo, gostei muito do processo, foi prazeroso. Tem uma linguagem que as pessoas vão gostar bastante. Tentei levar par ao livro um pouco do conceito que se faz vídeo na internet, que é se comunicando com quem está assistindo.

D+ - A linguagem ficou mesmo parecida com a dos vídeos.
FN - Tentei fazer com que as pessoas lessem o livro imaginando a minha voz, eu falando com elas. A intenção não era ser uma biografia, é a história de um projeto. E eu não tinha pretensão de fazer o livro ser engraçado. Mas como coloca a linguagem da internet, as pessoas acabam se identificando. O livro tem uma pitada de humor, mas também alfinetada. Mostra o que penso sobre o mercado de entretenimento no momento.

D+ - Já que não gosta de chamar seu livro de autobiografia, como você gostaria que fosse classificado nas livrarias?
FN - É difícil. Acho que é a biografia de Não Faz Sentido, não do Felipe Neto. O Não Faz Sentido é muito maior do que eu. É a história daquele projeto, que influenciou o mercado como um todo.

D+ - Como você acha que seu livro pode influenciar os adolescentes?
FN - Estou recebendo muitas mensagens de pessoas dizendo que, depois de lerem o livro, perceberam que foi um ponto de partida para fazerem projetos próprios, seja site, no YouTube, blog. Muita gente disse que inspirou para começar, mesmo sem eu escrever com esse intuito, só querendo revelar a história.

D+ - Tem vontade de escrever mais livros?
FN - Com certeza. Foi um prazer muito grande e está sendo um prazer acompanhar a repercussão. Muita gente está postando o livro nas redes sociais. Muitos jovens falando que foi a primeira vez que leu um livro inteiro. Então, acho que pode ser o primeiro de outros que posso lançar.

D+ - Sobre seus vídeos, como funciona a produção? É você quem escolhe as pautas?
FN - É um canal que expressa opiniões que sempre tive vontade de dizer através de um personagem que é muito diferente de quem eu sou. É agressivo, muito incisivo, mas carismático com as pessoas. É um canal de conteúdo adulto com a maior média de visualizações por vídeo. É um projeto fora da curva completamente, fora dos padrões de audiência do Youtube. Tenho grande orgulho. A principal coisa que o Não Faz Sentido fez foi ter aberto portas dentro do mercado dizendo que é possível fazer coisas de sucesso na internet. Não precisa fazer apenas na TV ou no Cinema.

D+ - Hoje, outras pessoas trabalham com você na produção do Não Faz Sentido?
FN - Em um momento contei com ajuda no Não Faz Sentido, mas, para mim, são os vídeos que menos gosto. Sinto que ficou meio quadrado. Então, hoje são gravados só por mim, no máximo levo amigos junto.

D+ - Como você escolhe as pautas?
FN - Muita gente achou que eu fazia vídeo pensando no que iria bombar. Mas eu seria muito louco se fizesse isso, porque eu criticava o que o público gostava. Eu simplesmente não planejava. Pensava em algo que me incomodava e queria falar sobre aquilo. Queria algo que não fosse falso, seja falando sobre política ou um livro. Sempre levo muita honestidade no discurso.

D+ - Você sempre gostou de atuar. Tem planos de voltar para a TV ou teatro, ou até mesmo cinema?
FN - Hoje em dia meu tempo é muito consumido pelo meu lado de empresário. E estou muito voltado com o objetivo de ajudar essa revolução do entretenimento no Brasil. Então, sinto obviamente muita falta de atuar. Mas, apesar da TV não estar nos planos agora, acabamos de lançar a primeira série do Netflix. Vou estar sempre envolvido em interpretação, senão fico infeliz.

D+ - Como surgiu a proposta dessa série?
FN - A Netflix entrou em contato com a Parafernália, viram que tinha qualidade e se comunicava com o consumidor deles. Então, veio a ideia de fazer A Toca, primeira série da Netflix fora dos Estados Unidos.

D+ - Por que trabalhar na internet pode ser melhor que na TV?
FN - Dá liberdade artística que nenhuma emissora consegue dar, não tem as amarras com anunciantes. Você decide o que quer fazer, o publico decide o que quer assistir, e quando é ruim ele dá o feedback na hora. E também porque o projeto não é seu. A internet dá voz para o artista de maneira que TV não proporciona.

D+ - Qual é o segredo de um vlog? Quais dicas você daria para quem está começando?
FN - A primeira coisa é ler o livro, vai trazer histórias, erros e acertos que, quem quer começar a fazer um trabalho na internet de modo geral, vai poder aprender. Eu coloco muito meus erros, as bobagens que fiz. Então, acho que ler o livro é importante. E produzir, pensar sempre que é o público quem defini se quer assistir ou não. Não pode pensar que é para ficar rico ou famoso, mas porque você tem paixão em produzir.

D+ - Quais são os próximos planos?
FN - Agora estou no momento de colher o trabalho que a gente plantou, com a série e o livro. Estamos pensando em segunda temporada de A Toca na Netflix, e continuar a todo vapor na internet, cada vez mais ampliando a relevância.


Outros lançamentos:

Névoa (Kathryn James, Ed. Farol Literário, 336 págs., R$ 36,90), conta a busca de Nell pela irmã desaparecida. Durante a aventura, descobre o mundo dos Elfos. A continuação Frost chega ano que vem.

Ela Disse, Ele Disse – O Namoro (Ed. Rocco, 144 págs., R$ 27,50) é continuação do sucesso de Thalita Rebouças, com ilustrações de Mauricio de Souza e a participação da Turma da Mônica.

Em Simplesmente Ana (Marina Carvalho, Ed. Novo Conceito, 304 págs., R$ 24,90) a protagonista descobre ser princesa e precisa escolher entre ficar no Brasil com a família ou ir para um reino distante.

Mentes Sombrias (Alexandra Bracken, Ed. iD, 576 págs., R$ 39,90) narra a história de Ruby, garota que é rejeitada por ter habilidades especiais e precisa enfrentar dura realidade.



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