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Arena tenta ressurgir no
cenário político brasileiro

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Grupo coleta assinaturas para registrar de
novo o partido que defendeu o regime militar


Cynthia Tavares
Do Diário do Grande ABC

09/06/2013 | 07:00


Após 47 anos de sua fundação, a Arena (Aliança Renovadora Nacional) tenta voltar ao cenário político brasileiro e planeja chamar atenção dos 2 milhões de eleitores localizados no Grande ABC.

O trabalho para recolher assinaturas para a refundação do partido já começou e a legenda criou uma comissão especialmente para tocar o trabalho em São Paulo. Para conseguir o registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), os apoiadores da Arena precisam coletar 500 mil assinaturas em nove Estados até outubro – assim como a Rede Sustentabilidade idealizada pela ex-senadora Marina Silva.

A presidente nacional da Arena, Cibele Bumbel Baginski, afirmou que as sete cidades do Grande ABC são importantes para o processo de refundação da legenda. “É uma região que tem acesso rápido a tudo que acontece e fica localizada no Estado mais movimentado do País. É um dos lugares em que tenho certeza de que será encontrado um grande número de ideias e nuances culturais e pessoais diferentes que somarão em experiência à atuação do partido.”

A Arena defende o nacionalismo, conservadorismo e tecno-progressismo. Na visão da mandatária da sigla, a melhora da sociedade brasileira deve ser viabilizada com uso de tecnologia para resolução de problemas sociais. “Devemos buscar a estabilidade social na hora de progredir e realizar as mudanças necessárias e valorizar nosso Brasil, para que possa desenvolver seu potencial como grande Nação.”

O partido original foi fundado em 4 de março de 1966 e atuou como protagonista na defesa do regime militar (1964 a 1985), conforme estava previsto em seu estatuto datado daquela época. No texto, a legenda se autointitulava “expressão política da Revolução de Março de 1964”.

Em 1979, quando o multipartidarismo voltou a ser permitido no Brasil, a Arena virou o PDS (Partido Democrático Social). Anos depois houve separação que originou o PFL (atual DEM). A parte que permaneceu na legenda deu origem ao PP, cujo o nome mais expressivo é o deputado federal Paulo Maluf.

Cibele negou que a ligação com o regime militar esteja causando rejeição aos eleitores. “Esse debate político por si só é bom. Além disso, o governo militar trouxe desenvolvimento a muitos lugares e muitas áreas de trabalho no Brasil, então há uma boa aceitação para quem viu isso”, alegou. “Somos um partido novo, com um nome que já foi antes usado, assim como o PTB ou o PSD.”

Cibele analisou que a política está carente de discussões ideológicas, lacuna que a Arena pretende ocupar. “A política brasileira precisa ter mais substância, falta conteúdo para que o brasileiro se interesse mais, falta moralização também. O brasileiro se desiludiu com a política por vários motivos e eu não lhes tiro a razão.”



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Arena tenta ressurgir no
cenário político brasileiro

Grupo coleta assinaturas para registrar de
novo o partido que defendeu o regime militar

Cynthia Tavares
Do Diário do Grande ABC

09/06/2013 | 07:00


Após 47 anos de sua fundação, a Arena (Aliança Renovadora Nacional) tenta voltar ao cenário político brasileiro e planeja chamar atenção dos 2 milhões de eleitores localizados no Grande ABC.

O trabalho para recolher assinaturas para a refundação do partido já começou e a legenda criou uma comissão especialmente para tocar o trabalho em São Paulo. Para conseguir o registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), os apoiadores da Arena precisam coletar 500 mil assinaturas em nove Estados até outubro – assim como a Rede Sustentabilidade idealizada pela ex-senadora Marina Silva.

A presidente nacional da Arena, Cibele Bumbel Baginski, afirmou que as sete cidades do Grande ABC são importantes para o processo de refundação da legenda. “É uma região que tem acesso rápido a tudo que acontece e fica localizada no Estado mais movimentado do País. É um dos lugares em que tenho certeza de que será encontrado um grande número de ideias e nuances culturais e pessoais diferentes que somarão em experiência à atuação do partido.”

A Arena defende o nacionalismo, conservadorismo e tecno-progressismo. Na visão da mandatária da sigla, a melhora da sociedade brasileira deve ser viabilizada com uso de tecnologia para resolução de problemas sociais. “Devemos buscar a estabilidade social na hora de progredir e realizar as mudanças necessárias e valorizar nosso Brasil, para que possa desenvolver seu potencial como grande Nação.”

O partido original foi fundado em 4 de março de 1966 e atuou como protagonista na defesa do regime militar (1964 a 1985), conforme estava previsto em seu estatuto datado daquela época. No texto, a legenda se autointitulava “expressão política da Revolução de Março de 1964”.

Em 1979, quando o multipartidarismo voltou a ser permitido no Brasil, a Arena virou o PDS (Partido Democrático Social). Anos depois houve separação que originou o PFL (atual DEM). A parte que permaneceu na legenda deu origem ao PP, cujo o nome mais expressivo é o deputado federal Paulo Maluf.

Cibele negou que a ligação com o regime militar esteja causando rejeição aos eleitores. “Esse debate político por si só é bom. Além disso, o governo militar trouxe desenvolvimento a muitos lugares e muitas áreas de trabalho no Brasil, então há uma boa aceitação para quem viu isso”, alegou. “Somos um partido novo, com um nome que já foi antes usado, assim como o PTB ou o PSD.”

Cibele analisou que a política está carente de discussões ideológicas, lacuna que a Arena pretende ocupar. “A política brasileira precisa ter mais substância, falta conteúdo para que o brasileiro se interesse mais, falta moralização também. O brasileiro se desiludiu com a política por vários motivos e eu não lhes tiro a razão.”

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