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Petrobras salva Bolsa em dia de nova tensão


Fernando Bortolin
Do Diário do Grande ABC

08/02/2008 | 07:00


A quinta-feira foi pródiga na luta por informações e contra-informações para o bom andamento do mercado. Pelo lado dos indicadores nacionais, ponto para o desempenho da indústria em 2007, com o melhor resultado desde 2004, liberação recorde de recursos às empresas, pelo BNDES, e descompressão na alta dos alimentos junto aos índices de preços.

Além disso, as reservas de petróleo da Bacia Tupi, foram reavaliadas para até 30 bilhões de barris, fato que impulsionou os papéis da Petrobras na Bovespa.

De ruim, as contas externas exibiram o pior resultado desde dezembro de 2006. A crise externa fez o País perder US$ 2,3 bilhões em janeiro – da Bolsa paulista saíram R$ 4,7 bilhões.

Lá fora, o enredo passou por novos números ruins da economia dos EUA, associados ao corte de juros na Inglaterra, e manutenção das taxas na Zona do Euro.

Nesse caldeirão de influências positivas e negativas, o BC comprou R$ 28 milhões em dólares junto aos bancos, patrocinando alta de 1,34% na cotação da moeda negociada na BM&F, para R$ 1,7579. Com a economia dos EUA em baixa, o preço da moeda cai.

Para ajudar a reverter o quadro das exportações em baixa e das contas externas negativas neste inicio de ano, o BC ‘tentou’ ajudar os exportadores. Taxa maior, maior propensão ao aumento do superávit comercial – embora a taxa esteja ainda longe do chamado dólar ideal, porém, o BC mostra que está atento ao problema.

NA BOLSA

O Ibovespa cai 0,01%, o que é nada diante da hecatombe das bolsas globais. Mexeu com o mercado a reavaliação do megacampo Tupi, que de 1,7 bilhão a 10 bilhões de barris, passou a ter potencial de 12 bilhões a 30 bilhões. Essa baita informação recolocou a Petrobras nas prioridades de compra em Bolsa. Do giro de R$ 5,7 bilhões da Bovespa, R$ 1 bilhão ficou concentrado em Petrobras. Diante disso, as ações ON (ordinárias com direito a voto), subiram 3,31% e as PN (preferenciais, sem direito a voto), valorizaram 3,11%.

Se a Petrobras segurou o Ibovespa, as ações da Vale trabalharam na contramão. Vale ON caiu 1,34% e Vale PNA outros 1,35%. Outros bons papéis em mercado deram resposta positiva, como as ações PNA da Usiminas, com expressiva alta de 4,39% e Vivo PN, com 4,28%.



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Petrobras salva Bolsa em dia de nova tensão

Fernando Bortolin
Do Diário do Grande ABC

08/02/2008 | 07:00


A quinta-feira foi pródiga na luta por informações e contra-informações para o bom andamento do mercado. Pelo lado dos indicadores nacionais, ponto para o desempenho da indústria em 2007, com o melhor resultado desde 2004, liberação recorde de recursos às empresas, pelo BNDES, e descompressão na alta dos alimentos junto aos índices de preços.

Além disso, as reservas de petróleo da Bacia Tupi, foram reavaliadas para até 30 bilhões de barris, fato que impulsionou os papéis da Petrobras na Bovespa.

De ruim, as contas externas exibiram o pior resultado desde dezembro de 2006. A crise externa fez o País perder US$ 2,3 bilhões em janeiro – da Bolsa paulista saíram R$ 4,7 bilhões.

Lá fora, o enredo passou por novos números ruins da economia dos EUA, associados ao corte de juros na Inglaterra, e manutenção das taxas na Zona do Euro.

Nesse caldeirão de influências positivas e negativas, o BC comprou R$ 28 milhões em dólares junto aos bancos, patrocinando alta de 1,34% na cotação da moeda negociada na BM&F, para R$ 1,7579. Com a economia dos EUA em baixa, o preço da moeda cai.

Para ajudar a reverter o quadro das exportações em baixa e das contas externas negativas neste inicio de ano, o BC ‘tentou’ ajudar os exportadores. Taxa maior, maior propensão ao aumento do superávit comercial – embora a taxa esteja ainda longe do chamado dólar ideal, porém, o BC mostra que está atento ao problema.

NA BOLSA

O Ibovespa cai 0,01%, o que é nada diante da hecatombe das bolsas globais. Mexeu com o mercado a reavaliação do megacampo Tupi, que de 1,7 bilhão a 10 bilhões de barris, passou a ter potencial de 12 bilhões a 30 bilhões. Essa baita informação recolocou a Petrobras nas prioridades de compra em Bolsa. Do giro de R$ 5,7 bilhões da Bovespa, R$ 1 bilhão ficou concentrado em Petrobras. Diante disso, as ações ON (ordinárias com direito a voto), subiram 3,31% e as PN (preferenciais, sem direito a voto), valorizaram 3,11%.

Se a Petrobras segurou o Ibovespa, as ações da Vale trabalharam na contramão. Vale ON caiu 1,34% e Vale PNA outros 1,35%. Outros bons papéis em mercado deram resposta positiva, como as ações PNA da Usiminas, com expressiva alta de 4,39% e Vivo PN, com 4,28%.

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