Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 9 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Cultura & Lazer

cultura@dgabc.com.br | 4435-8364

'Longe do Paraíso' está em cartaz em cinema da região


Patrícia Vilani
Do Diário do Grande ABC

17/08/2003 | 18:15


Quando subiu ao palco do Teatro Kodak em março último para anunciar um dos prêmios do Oscar – no mesmo ano em que concorria em duas categorias, atriz e atriz coadjuvante –, a bela e discreta Julianne Moore arrancou aplausos da platéia de estrelas hollywoodianas. Por acaso, a câmera focalizou o diretor Martin Scorsese, que comentou com sua mulher: “Ela é o máximo”. Julianne, que nunca trabalhou com Scorsese – apesar do elogio rasgado do conceituado diretor – é a protagonista de Longe do Paraíso (Far From Heaven, EUA/França, 2002), que chega ao cartaz da região depois de estrear há um mês em São Paulo.

O filme se passa no ano de 1957, no estado norte-americano da Nova Inglaterra, mais especificamente em Hartford, Connecticut. Num cenário de folhas douradas de outono vive a dona de casa Cathy Whitaker (Julianne), uma mulher aparentemente feliz, mãe e esposa devotada de Frank (Dennis Quaid), anfitriã perfeita. É tudo o que pede a rígida sociedade norte-americana da época.

Mas a vida de Cathy começa a desmoronar quando ela é chamada à delegacia para liberar o marido depois de um suposto mal entendido envolvendo drogas e vadiagem. Frank, após o incidente, começa a beber e controlar menos seus impulsos. Passa, também, a freqüentar cinemas e bares homossexuais, até que Cathy o flagra beijando outro homem no escritório. A situação a faz descobrir um ombro amigo no jardineiro negro Raymond (Dennis Haysbert), um homem educado e sensível.

Longe do Paraíso é uma homenagem de Haynes aos melodramas dos anos 50 de Douglas Sirk, que influenciaram o cinema de Rainer Werner Faissbinder e Pedro Almodóvar. Mas é, também, uma análise inteligente do racismo, do homossexualismo e dos sacrifícios da mulher em uma sociedade baseada nas aparências.

Longe do Paraíso - ABC PLAZA - av. Industrial, 600, Santo André. Tel.: 4979-5078. Ingr.: de R$ 7 a R$ 11. Às 18h50 e 21h20 (6ª e sáb., também às 23h50)



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

'Longe do Paraíso' está em cartaz em cinema da região

Patrícia Vilani
Do Diário do Grande ABC

17/08/2003 | 18:15


Quando subiu ao palco do Teatro Kodak em março último para anunciar um dos prêmios do Oscar – no mesmo ano em que concorria em duas categorias, atriz e atriz coadjuvante –, a bela e discreta Julianne Moore arrancou aplausos da platéia de estrelas hollywoodianas. Por acaso, a câmera focalizou o diretor Martin Scorsese, que comentou com sua mulher: “Ela é o máximo”. Julianne, que nunca trabalhou com Scorsese – apesar do elogio rasgado do conceituado diretor – é a protagonista de Longe do Paraíso (Far From Heaven, EUA/França, 2002), que chega ao cartaz da região depois de estrear há um mês em São Paulo.

O filme se passa no ano de 1957, no estado norte-americano da Nova Inglaterra, mais especificamente em Hartford, Connecticut. Num cenário de folhas douradas de outono vive a dona de casa Cathy Whitaker (Julianne), uma mulher aparentemente feliz, mãe e esposa devotada de Frank (Dennis Quaid), anfitriã perfeita. É tudo o que pede a rígida sociedade norte-americana da época.

Mas a vida de Cathy começa a desmoronar quando ela é chamada à delegacia para liberar o marido depois de um suposto mal entendido envolvendo drogas e vadiagem. Frank, após o incidente, começa a beber e controlar menos seus impulsos. Passa, também, a freqüentar cinemas e bares homossexuais, até que Cathy o flagra beijando outro homem no escritório. A situação a faz descobrir um ombro amigo no jardineiro negro Raymond (Dennis Haysbert), um homem educado e sensível.

Longe do Paraíso é uma homenagem de Haynes aos melodramas dos anos 50 de Douglas Sirk, que influenciaram o cinema de Rainer Werner Faissbinder e Pedro Almodóvar. Mas é, também, uma análise inteligente do racismo, do homossexualismo e dos sacrifícios da mulher em uma sociedade baseada nas aparências.

Longe do Paraíso - ABC PLAZA - av. Industrial, 600, Santo André. Tel.: 4979-5078. Ingr.: de R$ 7 a R$ 11. Às 18h50 e 21h20 (6ª e sáb., também às 23h50)

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;