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Os tijoleiros da história

Nas Semanas São Caetano e São Bernardo 2020 Memória falou de olarias, oleiros e tijolos, graças à colaboração de colecionadores do Grande ABC. Hoje apresentamos os nossos colaboradores


Ademir Medici

04/10/2020 | 07:00


 "Olaria. Vende-se completamente montada e em funcionamento na Estação Rio Grande, Linha Inglesa. Negociação direta com o proprietário, Gabriel Teixeira de Paula. Rua Major José Ignacio, 52, São Carlos”.

De um anúncio publicado no Estadão em 25 de setembro de 1920, à página 10.

Eles estão sempre atentos às intermináveis demolições de prédios na região. E surpreendem os operários ao solicitarem exemplares de tijolos para as suas coleções. Vão-se as obras, algumas antiguíssimas. Permanecem as lembranças que bem poderiam ser a base do tão sonhado – e nunca instalado – Museu do Trabalho e do Trabalhador da região.

Temos o casal Vicente e Elexina D’Angelo, Octavio David Junior (dono de um tijolo gigante) e Cézar Livio (colecionador de moldes ou formas para tijolos). Aguardamos pelas relíquias de Gerson Gomes da Silva, o advogado que salvou exemplares de tijolos das casas e estabelecimentos demolidos para a passagem da Avenida Perimetral, em Santo André. Relíquias, todas.

Diário há meio século
Domingo, 4 de outubro de 1970 – ano 13, edição 1350
Manchete – Seca: situação no Ceará é calamitosa.
Política – Assembleia Legislativa confirma Laudo Natel governador do Estado de São Paulo.
Ribeirão Pires – Prefeitura alarga o córrego da Avenida Fortuna para evitar enchentes.

Em 4 de outubro de...
1920 – O Germânia, de São Paulo, vem a Santo André e perde duas vezes para o Corinthians local: 4 a 2 (jogo principal) e 3 a 1 (segundos quadros).
Em São Bernardo: AA São Bernardo 1, Turismo de São Paulo 0 (4 a 0 para os visitantes entre os segundos quadros).
1930 – Uma revolução em andamento. Graves acontecimentos em Minas e no Rio Grande do Sul. Declarado o estado de sítio no Distrito Federal e nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul.
1975 – O clube da Mercedes-Benz, em Diadema, inaugura seu conjunto de piscinas.

Hoje
Dia Mundial dos Animais e Dia Mundial da Natureza
Dia Universal da Anistia
Dia Mundial do Barman ou Bartender

Município paulista
Hoje é o aniversário de Rinópolis. Fundado pelo coronel Eugênio Rino em 5-10-1931. Elevado a município em 1945, quando se separa de Tupã.

Santos do dia
Francisco de Assis (Itália, 1182-1226). Fundou a Ordem dos Franciscanos, a Ordem dos Capuchinhos e a Ordem dos Franciscanos Conventuais
Petronio. Ordenado sacerdote no ano 421 pelo bispo de Milão, Santo Ambrósio


Novos costumes
Texto: Alexandre Takara

Antonio de Andrade envia-me um ensaio de 20 páginas, intitulado “Setenta Anos de Televisão no Brasil”. Ele foi coordenador do curso de Rádio e Televisão da UMESP – Universidade Metodista de São Paulo. E, por dever de ofício, registrou as memórias da televisão durante décadas, fato que resultou num livro de quase 200 páginas, ainda inédito.

A bibliografia a respeito é escassa, motivo de sua obra preencher uma lacuna e, aqui, vai minha sugestão de publicá-la, destinada aos senhores prefeitos, ouvidos seus secretários de Cultura, uma vez que Andrade enfatiza um fator sociológico de enorme importância: a mudança de costumes e pensamento da sociedade brasileira e, consequentemente, da população do Grande ABC.

Andrade afirma que a televisão colocou a moralidade tradicional em cheque – o descompasso entre a modernidade e o tradicionalismo, sobretudo, das famílias italianas, espanholas e portuguesas, fortemente abalizadas pelos dogmas do catolicismo. E cita alguns exemplos, como o “horário para adultos”.

As crianças da época, hoje senhores provectos de mais de 70 anos, com certeza vão lembrar. O horário permitido era, no máximo, até 22h. A partir daí, cama. Mas, como obedecer se a partir desse horário se apresentavam moças de biquinis como a esfuziante rumbeira cubana, Rayto del Sol, em requebros sensuais e maliciosos e a famosa vedete Virginia Lane, no comando do programa infantil “Coelhinho Teco-Teco”. Qual a criança que resistiria?



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Os tijoleiros da história

Nas Semanas São Caetano e São Bernardo 2020 Memória falou de olarias, oleiros e tijolos, graças à colaboração de colecionadores do Grande ABC. Hoje apresentamos os nossos colaboradores

Ademir Medici

04/10/2020 | 07:00


 "Olaria. Vende-se completamente montada e em funcionamento na Estação Rio Grande, Linha Inglesa. Negociação direta com o proprietário, Gabriel Teixeira de Paula. Rua Major José Ignacio, 52, São Carlos”.

De um anúncio publicado no Estadão em 25 de setembro de 1920, à página 10.

Eles estão sempre atentos às intermináveis demolições de prédios na região. E surpreendem os operários ao solicitarem exemplares de tijolos para as suas coleções. Vão-se as obras, algumas antiguíssimas. Permanecem as lembranças que bem poderiam ser a base do tão sonhado – e nunca instalado – Museu do Trabalho e do Trabalhador da região.

Temos o casal Vicente e Elexina D’Angelo, Octavio David Junior (dono de um tijolo gigante) e Cézar Livio (colecionador de moldes ou formas para tijolos). Aguardamos pelas relíquias de Gerson Gomes da Silva, o advogado que salvou exemplares de tijolos das casas e estabelecimentos demolidos para a passagem da Avenida Perimetral, em Santo André. Relíquias, todas.

Diário há meio século
Domingo, 4 de outubro de 1970 – ano 13, edição 1350
Manchete – Seca: situação no Ceará é calamitosa.
Política – Assembleia Legislativa confirma Laudo Natel governador do Estado de São Paulo.
Ribeirão Pires – Prefeitura alarga o córrego da Avenida Fortuna para evitar enchentes.

Em 4 de outubro de...
1920 – O Germânia, de São Paulo, vem a Santo André e perde duas vezes para o Corinthians local: 4 a 2 (jogo principal) e 3 a 1 (segundos quadros).
Em São Bernardo: AA São Bernardo 1, Turismo de São Paulo 0 (4 a 0 para os visitantes entre os segundos quadros).
1930 – Uma revolução em andamento. Graves acontecimentos em Minas e no Rio Grande do Sul. Declarado o estado de sítio no Distrito Federal e nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul.
1975 – O clube da Mercedes-Benz, em Diadema, inaugura seu conjunto de piscinas.

Hoje
Dia Mundial dos Animais e Dia Mundial da Natureza
Dia Universal da Anistia
Dia Mundial do Barman ou Bartender

Município paulista
Hoje é o aniversário de Rinópolis. Fundado pelo coronel Eugênio Rino em 5-10-1931. Elevado a município em 1945, quando se separa de Tupã.

Santos do dia
Francisco de Assis (Itália, 1182-1226). Fundou a Ordem dos Franciscanos, a Ordem dos Capuchinhos e a Ordem dos Franciscanos Conventuais
Petronio. Ordenado sacerdote no ano 421 pelo bispo de Milão, Santo Ambrósio


Novos costumes
Texto: Alexandre Takara

Antonio de Andrade envia-me um ensaio de 20 páginas, intitulado “Setenta Anos de Televisão no Brasil”. Ele foi coordenador do curso de Rádio e Televisão da UMESP – Universidade Metodista de São Paulo. E, por dever de ofício, registrou as memórias da televisão durante décadas, fato que resultou num livro de quase 200 páginas, ainda inédito.

A bibliografia a respeito é escassa, motivo de sua obra preencher uma lacuna e, aqui, vai minha sugestão de publicá-la, destinada aos senhores prefeitos, ouvidos seus secretários de Cultura, uma vez que Andrade enfatiza um fator sociológico de enorme importância: a mudança de costumes e pensamento da sociedade brasileira e, consequentemente, da população do Grande ABC.

Andrade afirma que a televisão colocou a moralidade tradicional em cheque – o descompasso entre a modernidade e o tradicionalismo, sobretudo, das famílias italianas, espanholas e portuguesas, fortemente abalizadas pelos dogmas do catolicismo. E cita alguns exemplos, como o “horário para adultos”.

As crianças da época, hoje senhores provectos de mais de 70 anos, com certeza vão lembrar. O horário permitido era, no máximo, até 22h. A partir daí, cama. Mas, como obedecer se a partir desse horário se apresentavam moças de biquinis como a esfuziante rumbeira cubana, Rayto del Sol, em requebros sensuais e maliciosos e a famosa vedete Virginia Lane, no comando do programa infantil “Coelhinho Teco-Teco”. Qual a criança que resistiria?

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