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Morando recorre a ações contra quem critica gestão

Arquivo/Diário do Grande ABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

São 24 processos só neste ano, sendo quatro contra o Diário, o último deles movido na quarta-feira


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

26/09/2020 | 00:11


O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), tem recorrido ao expediente sistemático de impetrar ações judiciais a quem efetiva críticas ao governo ou a condutas de sua trajetória política. O tucano entrou neste mês com mais dois processos contra o Diário por reportagens envolvendo medidas da gestão e a práticas anteriores ao seu ingresso no Paço. Além de incluir o jornal entre os alvos, os demais abrangem adversários políticos. Ao todo, são 24 peças protocoladas no geral apenas em 2020 – sendo 13 requerendo indenização por dano moral, nove em que aponta crime de calúnia e duas por difamação.

Deste pacote, quatro se enquadram na investida contra o Diário – o último protocolado no sistema judicial na quarta-feira. O primeiro processo, ingressado por Morando como pessoa física, engloba ação por danos morais. Remete à reportagem sobre a construção de um supermercado em uma das áreas que pertenciam à antiga Fiação e Tecelagem Tognato, na região central, com autorização para supressão de vegetação – o grupo adquiriu trecho do terreno público, por leilão, pagando R$ 42,1 milhões. Ele pede que, no mérito, o jornal seja condenado a pagar valor de R$ 10 mil, além de retratação.Essa ação em questão inclui ainda teor do editorial e de charge do ilustrador Luiz Carlos Fernandes, relativos à reportagem.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo manifestou apoio em defesa da liberdade de expressão e do exercício da profissão para a prática do bom jornalismo. “(A entidade) Repudia toda e qualquer atitude de ataque a jornalistas no exercício da profissão. Nos solidarizamos com os colegas e nos colocamos à disposição”, pontuou o dirigente José Eduardo de Souza, secretário do Interior.

“Não há sociedade democrática sem imprensa livre e sem jornalistas com autonomia para investigar fatos. Jornalismo existe para trazer à tona informações fundamentais que possibilitem às pessoas desenvolver senso crítico e criar consciência. Não é o papel da imprensa bajular ou atender as vontades de qualquer autoridade, empresa ou entidade”, discorreu Flávio Falciano, gestor da escola da indústria criativa e do curso de jornalismo da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

Ao Diário, a assessoria de Morando sustentou que o prefeito sentiu que sua honra foi atacada pela reportagem. Segundo a nota, um dos direitos fundamentais de um Estado democrático de direito é que toda e qualquer pessoa não seja agredida em sua imagem e sua honra por fatos inverídicos, havendo a garantia constitucional de acesso a jurisdição sempre que haja ataque. “O prefeito é um democrata e a favor da ampla liberdade de manifestação, aceitando todos os tipos de críticas, mas não aceita ser atacado por fatos inverídicos. A maior prova disso é que o referido órgão de imprensa atacou o prefeito por seis meses, tendo sido a ação manejada somente quando houve extrapolação do limite aceitável.” 



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Morando recorre a ações contra quem critica gestão

São 24 processos só neste ano, sendo quatro contra o Diário, o último deles movido na quarta-feira

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

26/09/2020 | 00:11


O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), tem recorrido ao expediente sistemático de impetrar ações judiciais a quem efetiva críticas ao governo ou a condutas de sua trajetória política. O tucano entrou neste mês com mais dois processos contra o Diário por reportagens envolvendo medidas da gestão e a práticas anteriores ao seu ingresso no Paço. Além de incluir o jornal entre os alvos, os demais abrangem adversários políticos. Ao todo, são 24 peças protocoladas no geral apenas em 2020 – sendo 13 requerendo indenização por dano moral, nove em que aponta crime de calúnia e duas por difamação.

Deste pacote, quatro se enquadram na investida contra o Diário – o último protocolado no sistema judicial na quarta-feira. O primeiro processo, ingressado por Morando como pessoa física, engloba ação por danos morais. Remete à reportagem sobre a construção de um supermercado em uma das áreas que pertenciam à antiga Fiação e Tecelagem Tognato, na região central, com autorização para supressão de vegetação – o grupo adquiriu trecho do terreno público, por leilão, pagando R$ 42,1 milhões. Ele pede que, no mérito, o jornal seja condenado a pagar valor de R$ 10 mil, além de retratação.Essa ação em questão inclui ainda teor do editorial e de charge do ilustrador Luiz Carlos Fernandes, relativos à reportagem.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo manifestou apoio em defesa da liberdade de expressão e do exercício da profissão para a prática do bom jornalismo. “(A entidade) Repudia toda e qualquer atitude de ataque a jornalistas no exercício da profissão. Nos solidarizamos com os colegas e nos colocamos à disposição”, pontuou o dirigente José Eduardo de Souza, secretário do Interior.

“Não há sociedade democrática sem imprensa livre e sem jornalistas com autonomia para investigar fatos. Jornalismo existe para trazer à tona informações fundamentais que possibilitem às pessoas desenvolver senso crítico e criar consciência. Não é o papel da imprensa bajular ou atender as vontades de qualquer autoridade, empresa ou entidade”, discorreu Flávio Falciano, gestor da escola da indústria criativa e do curso de jornalismo da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

Ao Diário, a assessoria de Morando sustentou que o prefeito sentiu que sua honra foi atacada pela reportagem. Segundo a nota, um dos direitos fundamentais de um Estado democrático de direito é que toda e qualquer pessoa não seja agredida em sua imagem e sua honra por fatos inverídicos, havendo a garantia constitucional de acesso a jurisdição sempre que haja ataque. “O prefeito é um democrata e a favor da ampla liberdade de manifestação, aceitando todos os tipos de críticas, mas não aceita ser atacado por fatos inverídicos. A maior prova disso é que o referido órgão de imprensa atacou o prefeito por seis meses, tendo sido a ação manejada somente quando houve extrapolação do limite aceitável.” 

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