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Bolsonaro relembra esfaqueamento em Juiz de Fora após dois anos

Reprodução/Instragram Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


06/09/2020 | 12:10


Dois anos após ter sido esfaqueado durante um evento de campanha, em Juiz de Fora (MG), o presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais, neste domingo, para relembrar o caso. Em publicação, o presidente agradeceu aos profissionais da área de saúde envolvidos no seu tratamento. "Obrigado () aos que oraram e ao Brasil por continuar livre e sendo a terra mais maravilhosa do mundo", escreveu o presidente. A postagem veio acompanhada de um vídeo do momento em que o presidente foi esfaqueado.

Em 6 de setembro de 2018, Bolsonaro participava de um ato de campanha em Minas Gerais quando foi atingido por uma facada na barriga. Adélio Bispo de Oliveira foi apontado como o responsável e preso em flagrante.

O caso, entretanto, abriu uma grande polêmica diante da pressão de Bolsonaro por encontrar um suposto mandante para o ato. Nas investigações, a Justiça concluiu que Oliveira agiu sozinho e apontou que o agressor sofre de Transtorno Delirante Permanente e que, por isso, seria inimputável. Ele hoje está recolhido em um manicômio judiciário.

O tema "#QuemMandouMatarBolsonaro" aparecia, na manhã de domingo, como terceiro assunto mais comentado no Twitter do Brasil.

Há uma terceira investigação da Polícia Federal que tenta encontrar quem estaria arcando com os custos dos advogados que defendem Oliveira. Tentaram, inclusive, quebrar o sigilo bancário do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que então era um dos defensores do agressor. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) impediu que o sigilo fosse quebrado, uma vez que representaria violação do estatuto da advocacia, que garante o livre exercício da profissão e o sigilo de informações trocadas entre cliente e defensor.

A pressão de Bolsonaro por encontrar o suposto mandante do crime se direcionou também para o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro. "Será que é interferir na polícia federal exigir, quase que implorar o Sérgio Moro para que apure quem mandou matar Jair Bolsonaro?", disse Bolsonaro recentemente, ao comentar a demissão de Moro e justificar as afirmações de Moro de que Bolsonaro tentou interferir na PF.

O filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro, publicou hoje mensagens de agradecimento nas redes sociais. "Hoje fazem 2 anos sic da tentativa de assassinato de meu pai Jair Bolsonaro. Aquilo que alguns chamam de coincidência, nós chamamos de benção - ou milagre se preferir. Obrigado, Senhor", escreveu.

Já a deputada federal pelo PSL, Bia Kicis (DF), levantou dúvidas sobre os fatos conhecidos até agora. "Adélio enfiou a faca mas por ordem de quem?".

Gafe

O secretário especial de Cultura, Mario Frias, publicou uma mensagem sobre o caso na sua conta no Twitter. O que chamou a atenção, entretanto, foi o fato de a publicação de Frias ser idêntica a do presidente Jair Bolsonaro, na primeira pessoa. "Obrigado: senhor pela minha vida ()", escreveu Frias. A publicação foi apagada logo em seguida.



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Bolsonaro relembra esfaqueamento em Juiz de Fora após dois anos


06/09/2020 | 12:10


Dois anos após ter sido esfaqueado durante um evento de campanha, em Juiz de Fora (MG), o presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais, neste domingo, para relembrar o caso. Em publicação, o presidente agradeceu aos profissionais da área de saúde envolvidos no seu tratamento. "Obrigado () aos que oraram e ao Brasil por continuar livre e sendo a terra mais maravilhosa do mundo", escreveu o presidente. A postagem veio acompanhada de um vídeo do momento em que o presidente foi esfaqueado.

Em 6 de setembro de 2018, Bolsonaro participava de um ato de campanha em Minas Gerais quando foi atingido por uma facada na barriga. Adélio Bispo de Oliveira foi apontado como o responsável e preso em flagrante.

O caso, entretanto, abriu uma grande polêmica diante da pressão de Bolsonaro por encontrar um suposto mandante para o ato. Nas investigações, a Justiça concluiu que Oliveira agiu sozinho e apontou que o agressor sofre de Transtorno Delirante Permanente e que, por isso, seria inimputável. Ele hoje está recolhido em um manicômio judiciário.

O tema "#QuemMandouMatarBolsonaro" aparecia, na manhã de domingo, como terceiro assunto mais comentado no Twitter do Brasil.

Há uma terceira investigação da Polícia Federal que tenta encontrar quem estaria arcando com os custos dos advogados que defendem Oliveira. Tentaram, inclusive, quebrar o sigilo bancário do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que então era um dos defensores do agressor. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) impediu que o sigilo fosse quebrado, uma vez que representaria violação do estatuto da advocacia, que garante o livre exercício da profissão e o sigilo de informações trocadas entre cliente e defensor.

A pressão de Bolsonaro por encontrar o suposto mandante do crime se direcionou também para o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro. "Será que é interferir na polícia federal exigir, quase que implorar o Sérgio Moro para que apure quem mandou matar Jair Bolsonaro?", disse Bolsonaro recentemente, ao comentar a demissão de Moro e justificar as afirmações de Moro de que Bolsonaro tentou interferir na PF.

O filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro, publicou hoje mensagens de agradecimento nas redes sociais. "Hoje fazem 2 anos sic da tentativa de assassinato de meu pai Jair Bolsonaro. Aquilo que alguns chamam de coincidência, nós chamamos de benção - ou milagre se preferir. Obrigado, Senhor", escreveu.

Já a deputada federal pelo PSL, Bia Kicis (DF), levantou dúvidas sobre os fatos conhecidos até agora. "Adélio enfiou a faca mas por ordem de quem?".

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O secretário especial de Cultura, Mario Frias, publicou uma mensagem sobre o caso na sua conta no Twitter. O que chamou a atenção, entretanto, foi o fato de a publicação de Frias ser idêntica a do presidente Jair Bolsonaro, na primeira pessoa. "Obrigado: senhor pela minha vida ()", escreveu Frias. A publicação foi apagada logo em seguida.

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