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Teerã afirma ter neutralizado ações da Al Qaeda


Da AFP

17/08/2003 | 10:57


Os serviços de segurança iranianos frustraram os planos de membros da rede Al Qaeda de cometer atos terroristas em território iraniano, afirmou a um jornal do Irã Hassan Rohani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional.

"Membros da Al Qaeda organizaram várias atividades para realizar atos terroristas em solo iraniano, mas graças à ação dos serviços de segurança esses planos foram descobertos e neutralizados", disse Rohan.

"A prisão, extradição ou a entrega de um grande número de membros da Al Qaeda (a seus países de origem) é prova clara da determinação do Irã frente ao terrorismo, enquanto os países ocidentais não aceitaram ajudar a República Islâmica do Irã com equipamentos técnicos" para lutar contra os membros da rede, acrescentou Rohani.

Esta é a primeira vez que um dirigente iraniano menciona planos terroristas da Al Qaeda em solo iraniano. Apesar de as autoridades iranianas admitirem que membros de segundo escalão, embora "importantes", da rede de Osama Bin Laden tenham sido presos no Irã, sempre se negaram a revelar sua identidade.

Na quarta-feira passada, o jornal árabe As Sharq Al Awsat indicou que o número dois da Al Qaeda, o egípcio Ayman al Zawahiri, se encontrava no Irã, assim como um dos filhos de Bin Laden, Saad bin Laden, e o número três da Al-Qaeda, o egípcio Saif al Adel.

Os três fazem parte, segundo várias fontes, de membros da Al Qaeda presos no Irã. A eles se soma o porta-voz da rede, o iraquiano destituído de sua nacionalidade, Suleiman Abu Gaith. As autoridades iranianas se negam a entregá-los aos Estados Unidos ou extraditá-los para um país aliado dos americanos, como pede Washington.

As conflituosas relações entre Teerã e Washington impedem essa entrega. Isso poderia, além do mais, aumentar o risco de atentados de represália contra interesses iranianos por parte da Al Qaeda.

O presidente Mohammad Khatami afirmou que o Irã não tem problema em entregar a Riad os detidos com nacionalidade saudita, mas tanto as autoridades sauditas como as kuwaitianas recusaram que sejam extraditados para seus respectivos territórios os membros da Al-Qaeda que perderam sua nacionalidade de origem.

Sob tais condições, o julgamento dos membros da Al Qaeda no Irã se apresentam como um mal menor. Além disso, o fato o fato de declararem que a rede planejava cometer atentados no Irã justifica essa decisão.



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Teerã afirma ter neutralizado ações da Al Qaeda

Da AFP

17/08/2003 | 10:57


Os serviços de segurança iranianos frustraram os planos de membros da rede Al Qaeda de cometer atos terroristas em território iraniano, afirmou a um jornal do Irã Hassan Rohani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional.

"Membros da Al Qaeda organizaram várias atividades para realizar atos terroristas em solo iraniano, mas graças à ação dos serviços de segurança esses planos foram descobertos e neutralizados", disse Rohan.

"A prisão, extradição ou a entrega de um grande número de membros da Al Qaeda (a seus países de origem) é prova clara da determinação do Irã frente ao terrorismo, enquanto os países ocidentais não aceitaram ajudar a República Islâmica do Irã com equipamentos técnicos" para lutar contra os membros da rede, acrescentou Rohani.

Esta é a primeira vez que um dirigente iraniano menciona planos terroristas da Al Qaeda em solo iraniano. Apesar de as autoridades iranianas admitirem que membros de segundo escalão, embora "importantes", da rede de Osama Bin Laden tenham sido presos no Irã, sempre se negaram a revelar sua identidade.

Na quarta-feira passada, o jornal árabe As Sharq Al Awsat indicou que o número dois da Al Qaeda, o egípcio Ayman al Zawahiri, se encontrava no Irã, assim como um dos filhos de Bin Laden, Saad bin Laden, e o número três da Al-Qaeda, o egípcio Saif al Adel.

Os três fazem parte, segundo várias fontes, de membros da Al Qaeda presos no Irã. A eles se soma o porta-voz da rede, o iraquiano destituído de sua nacionalidade, Suleiman Abu Gaith. As autoridades iranianas se negam a entregá-los aos Estados Unidos ou extraditá-los para um país aliado dos americanos, como pede Washington.

As conflituosas relações entre Teerã e Washington impedem essa entrega. Isso poderia, além do mais, aumentar o risco de atentados de represália contra interesses iranianos por parte da Al Qaeda.

O presidente Mohammad Khatami afirmou que o Irã não tem problema em entregar a Riad os detidos com nacionalidade saudita, mas tanto as autoridades sauditas como as kuwaitianas recusaram que sejam extraditados para seus respectivos territórios os membros da Al-Qaeda que perderam sua nacionalidade de origem.

Sob tais condições, o julgamento dos membros da Al Qaeda no Irã se apresentam como um mal menor. Além disso, o fato o fato de declararem que a rede planejava cometer atentados no Irã justifica essa decisão.

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