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UBSs seguem desfalcadas após saída dos cubanos

EBC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeituras têm dificuldade de repor médicos; faltam 25 profissionais para a atenção básica


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

07/08/2019 | 07:00


 A saída dos médicos cubanos do programa Mais Médicos – substituído pelo governo federal pela iniciativa Médicos do Brasil – faz com que as administrações do Grande ABC voltem a conviver com antigo problema: a dificuldade de atrair profissionais para atuar na atenção básica das áreas periféricas das cidades. Dos 77 postos abertas com o fim da parceria entre Brasil e Cuba, no fim do ano passado, 25 estão vagos, a maior parte deles em UBSs (Unidades Básicas de Saúde) longe do Centro dos municípios. 

Tendo em vista que o Médicos do Brasil – que prevê a criação de 18 mil vagas para profissionais na rede básica de saúde até 2020 – priorizará municípios em vulnerabilidade, o cenário problemático do Grande ABC está longe de ter solução a curto prazo, no entanto, a criação de plano de carreira para os médicos é vista como opção para fixá-los na rede municipal. Isso é o que defende o professor do curso de medicina da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo), Luis Felipe Carbone. “(O plano de carreira) É uma forma de tornar a vaga mais atrativa”, opinou.

Professora responsável pela disciplina de saúde coletiva da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Vânia Barbosa do Nascimento observa que a existência de vagas para atuação dos profissionais nas capitais, áreas geralmente mais estruturadas, dificulta o trabalho dos gestores do Grande ABC. “É realmente difícil manter os médicos em áreas mais afastadas. O Mais Médicos resolvia isso, porque trazia profissionais de outro País”, explicou.

Vânia destacou que a falta de médicos nas UBSs tem potencial para comprometer a formação de novos profissionais. “É na atenção básica que os estudantes fazem residência”, alertou. 

NA REGIÃO

Em Santo André, os cinco postos vagos com a saída dos cubanos ficam justamente em unidades mais afastadas, como Jardim Carla, Jardim Santo André, Parque Andreense e Cipreste. As vagas chegaram a ser preenchidas, mas houve desistência. 

Diretor de atenção à saúde do município,Victor Chiavegato afirmou que sempre foi difícil manter os profissionais nessas unidades, mas que acredita que com outras iniciativas que o governo federal tem tomado – ampliar os repasses de recursos para as equipes de saúde da família, somados ao incentivo salarial para UBSs mais distantes – será possível a contratação de novos médicos. 

São Bernardo ficou com dez vagas abertas após a saída dos cubanos, mas repôs com profissionais que já atuavam na rede. A cidade aderiu ao programa Saúde da Hora e vai contar com aumento de repasse de R$ 6,6 milhões por ano para as equipes de saúde da família, ampliando o quadro de médicos nas unidades que vão funcionar até mais tarde. Segundo a administração, o conselho de saúde ainda avalia os impactos do novo programa do governo federal.

Mauá informou que não conseguiu preencher dez das 33 vagas que eram ocupadas pelos médicos estrangeiros. Diadema e Ribeirão Pires preencheram as vagas. São Caetano e Rio Grande da Serra estão fora do programa.

Ministério afirma que cidades terão mais recursos para contratações

O Ministério da Saúde afirmou que as cidades que pelos critérios de vulnerabilidade social ficarem de fora do programa Médicos do Brasil (que substitui o Mais Médicos) terão mais recursos federais para as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e que esse incremento poderá ser utilizado para contratação dos profissionais. 

Além disso, o governo federal destacou que, para apoiar a atenção à saúde em municípios de médio e grande porte, o Ministério da Saúde lançou em maio o programa Saúde na Hora, que oferece incentivo financeiro para UBSs que ampliarem horário de atendimento, aumentando o acesso da população aos serviços da atenção primária, como consultas médicas e odontológicas, coleta de exames laboratoriais, aplicação de vacinas e acompanhamento pré-natal. 

São Bernardo foi a primeira cidade da região a aderir ao programa e, a partir de setembro, três UBSs vão ampliar o atendimento, das 7h até as 22h. Até o fim do ano, 20 unidades vão estar com o horário estendido. Santo André está realizando tratativas para, inicialmente, incorporar seis UBSs ao programa. 



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UBSs seguem desfalcadas após saída dos cubanos

Prefeituras têm dificuldade de repor médicos; faltam 25 profissionais para a atenção básica

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

07/08/2019 | 07:00


 A saída dos médicos cubanos do programa Mais Médicos – substituído pelo governo federal pela iniciativa Médicos do Brasil – faz com que as administrações do Grande ABC voltem a conviver com antigo problema: a dificuldade de atrair profissionais para atuar na atenção básica das áreas periféricas das cidades. Dos 77 postos abertas com o fim da parceria entre Brasil e Cuba, no fim do ano passado, 25 estão vagos, a maior parte deles em UBSs (Unidades Básicas de Saúde) longe do Centro dos municípios. 

Tendo em vista que o Médicos do Brasil – que prevê a criação de 18 mil vagas para profissionais na rede básica de saúde até 2020 – priorizará municípios em vulnerabilidade, o cenário problemático do Grande ABC está longe de ter solução a curto prazo, no entanto, a criação de plano de carreira para os médicos é vista como opção para fixá-los na rede municipal. Isso é o que defende o professor do curso de medicina da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo), Luis Felipe Carbone. “(O plano de carreira) É uma forma de tornar a vaga mais atrativa”, opinou.

Professora responsável pela disciplina de saúde coletiva da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Vânia Barbosa do Nascimento observa que a existência de vagas para atuação dos profissionais nas capitais, áreas geralmente mais estruturadas, dificulta o trabalho dos gestores do Grande ABC. “É realmente difícil manter os médicos em áreas mais afastadas. O Mais Médicos resolvia isso, porque trazia profissionais de outro País”, explicou.

Vânia destacou que a falta de médicos nas UBSs tem potencial para comprometer a formação de novos profissionais. “É na atenção básica que os estudantes fazem residência”, alertou. 

NA REGIÃO

Em Santo André, os cinco postos vagos com a saída dos cubanos ficam justamente em unidades mais afastadas, como Jardim Carla, Jardim Santo André, Parque Andreense e Cipreste. As vagas chegaram a ser preenchidas, mas houve desistência. 

Diretor de atenção à saúde do município,Victor Chiavegato afirmou que sempre foi difícil manter os profissionais nessas unidades, mas que acredita que com outras iniciativas que o governo federal tem tomado – ampliar os repasses de recursos para as equipes de saúde da família, somados ao incentivo salarial para UBSs mais distantes – será possível a contratação de novos médicos. 

São Bernardo ficou com dez vagas abertas após a saída dos cubanos, mas repôs com profissionais que já atuavam na rede. A cidade aderiu ao programa Saúde da Hora e vai contar com aumento de repasse de R$ 6,6 milhões por ano para as equipes de saúde da família, ampliando o quadro de médicos nas unidades que vão funcionar até mais tarde. Segundo a administração, o conselho de saúde ainda avalia os impactos do novo programa do governo federal.

Mauá informou que não conseguiu preencher dez das 33 vagas que eram ocupadas pelos médicos estrangeiros. Diadema e Ribeirão Pires preencheram as vagas. São Caetano e Rio Grande da Serra estão fora do programa.

Ministério afirma que cidades terão mais recursos para contratações

O Ministério da Saúde afirmou que as cidades que pelos critérios de vulnerabilidade social ficarem de fora do programa Médicos do Brasil (que substitui o Mais Médicos) terão mais recursos federais para as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e que esse incremento poderá ser utilizado para contratação dos profissionais. 

Além disso, o governo federal destacou que, para apoiar a atenção à saúde em municípios de médio e grande porte, o Ministério da Saúde lançou em maio o programa Saúde na Hora, que oferece incentivo financeiro para UBSs que ampliarem horário de atendimento, aumentando o acesso da população aos serviços da atenção primária, como consultas médicas e odontológicas, coleta de exames laboratoriais, aplicação de vacinas e acompanhamento pré-natal. 

São Bernardo foi a primeira cidade da região a aderir ao programa e, a partir de setembro, três UBSs vão ampliar o atendimento, das 7h até as 22h. Até o fim do ano, 20 unidades vão estar com o horário estendido. Santo André está realizando tratativas para, inicialmente, incorporar seis UBSs ao programa. 

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