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Lindemberg diz que atirou após invasão


Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

21/10/2008 | 07:03




Nenhum tiro foi disparado antes da explosão da porta do apartamento. Esta foi a afirmação dada ontem por Lindemberg Fernandes Alves, 22 anos, à sua nova advogada, Ana Lúcia Assad, durante encontro realizado no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros II, onde ficou detido até o início da noite, quando foi transferido para a Penitenciária 2 de Tremembé, no Interior.

"Ele me disse que os disparos aconteceram depois da explosão. Ele contou que não premeditou nada. Durante a conversa, Lindemberg não entrou muito no mérito da questão e não deu maiores detalhes", contou a advogada.

A versão do autor do mais longo caso de cárcere privado da história do Estado vai de encontro à versão da polícia. Segundo o comandante da operação, coronel Eduardo José Félix, os membros do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) só detonaram a bomba depois que um tiro foi disparado dentro do apartamento do edifício 24 do conjunto habitacional do Jardim Santo André.

Após assumir o caso, Ana Lúcia afirmou que foi contratada por um amigo da família de Lindemberg, que preferiu não revelar a identidade. A advogada um breve rápido contato com o ex-namorado de Eloá. Os dois conversaram das 8h20 às 9h. "Houve momentos em que ele parecia anestesiado. Em outras vezes chorava bastante", afirmou.

Segundo a responsável pela defesa, Lindemberg aparentava estar arrependido. "Ele ficou muito abalado com tudo o que ocorreu. Mostrou-se preocupado com Eloa. Nós não demos a informação de que ela morreu", contou.

Lindemberg perguntou sobre o estado de saúde da ex-namorada, atingida por dois tiros, e da amiga Nayara Silva, baleada na boca. "Eu achei melhor não contar nada sobre a morte de Eloa porque ele não está se alimentando direito. Depois de haver uma reabilitação adequada de seu estado físico e psicológico, vamos contar, com cuidado, todo o desfecho da história", disse.

Ana Lúcia afirmou que pretende entrar com pedido de relaxamento da prisão após analisar o auto do flagrante, elaborado no 6º DP de Santo André. "Meu cliente possui emprego, bons antecedentes e é réu primário. Vou analisar com cuidado todos os detalhes jurídicos para formalizar o pedido", finalizou.

O primeiro advogado de Lindemberg Fernandes Alves foi Eduardo Lopes. Ele participou das negociações com policiais do Gate durante os quatro dias de tensão no cárcere privado para tentar libertar as duas reféns, mas renunciou ao cargo depois que a polícia entrou no apartamento.

Segundo o ex-advogado do seqüestrador, houve quebra de confiança na relação cliente-advogado após Lindemberg descumprir o trato de se entregar. Após ter notícia dos ferimentos de Eloa e da amiga Nayara, Lopes anunciou à imprensa que não aceitava mais defender Lindemberg, que ficou sem advogado até a manhã de ontem.



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