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Seqüestradores matam com 4 tiros empresária de Ribeirão


Illenia Negrin
Do Diário do Grande ABC

16/01/2006 | 08:17


A empresária Rosa Maria Vera Magnani, de 61 anos, que estava há 11 dias seqüestrada, foi encontrada morta ontem numa estrada de terra em Rio Grande da Serra. Ela foi executada com quatro tiros na cabeça, nas proximidades da SP-122, rodovia que liga Ribeirão Pires a Paranapiacaba.

Por volta das 5h, o corpo da empresária foi visto estirado no começo da estrada Flávio Humberto Rebizzi, a 50 metros de um ponto de ônibus na SP-122. Rosa usava pijama e meias cor-de-rosa e segurava uma nota de R$ 2. Policiais acreditam que os seqüestradores a libertaram depois do pagamento do resgate, e lhe deram o dinheiro da passagem para que voltasse para casa e que por crueldade, ou medo de serem reconhecidos, os criminosos decidiram executá-la. Eles afirmam ainda que a vítima havia sido morta poucas horas antes de ser encontrada.

O caso está sendo investigado pela DAS (Delegacia Anti-Seqüestro) de Santo André. Nem a equipe da Polícia Civil nem a Secretaria Estadual de Segurança Pública quiseram comentar a morte da empresária, seqüestrada desde o último dia 4. Rosa era viúva, mãe de três filhos e dona da Indústria Real Mecânica de Precisão. Morava com a mãe de 82 anos, na Vila Aurora, em Ribeirão Pires, mesma cidade onde estava a empresa da família. Ela completou 61 anos no domingo, dia 8, quando já era mantida refém em cativeiro.

Amigos da família Magnani e policiais ouvidos pelo Diário contam que a empresária foi seqüestrada na própria casa, durante o dia. Uma quadrilha teria rendido um empregado, que voltava da padaria, e invadido a residência. Lá, o grupo encontrou Rosa e a mãe dela. Eles teriam perguntado pela filha da empresária, depois de reconhecerem seu EcoSport preto estacionado a poucos metros da garagem. O bando seqüestrou Rosa e usou o carro da filha para fugir.

Na mesma noite do seqüestro, a polícia encontrou o veículo totalmente queimado, na estrada de terra onde Rosa foi executada, só que três quilômetros adiante. A estrada Flávio Humberto Rebizzi margeia a represa Billings e é uma espécie de vicinal da SP-122. De pouco movimento, é utilizada por quem conhece bem a região, principalmente por pescadores e moradores de sítios.

Carro queimado – Segundo policiais, os criminosos teriam incendiado o EcoSport na tentativa de eliminar as impressões digitais do bando. Eles contam que, no mesmo dia, os seqüestradores fizeram o primeiro contato com a família e pediram o resgate, em torno de R$ 500 mil. Amigos contam que os filhos de Rosa tentaram negociar o valor com os criminosos, e que chegaram a entrar em acordo.

A família da empresária não quis falar sobre o trágico desfecho do seqüestro. O corpo de Rosa foi velado no Cemitério Quarta Parada, no bairro Belém, zona Leste da capital, onde também foi enterrado. O Diário procurou a Secretaria Estadual de Segurança Pública, que disse que não falaria sobre o caso, ontem.

Últimos seqüestros na região

22 de fevereiro de 2005: duas funcionárias públicas de Mauá foram levadas para um cativeiro na favela do Jardim Ipê. Os seqüestradores pediram R$ 300 mil de resgate, que não foi pago. Cinco dias após o crime a polícia libertou a refém e prendeu oito acusados.

7 de dezembro de 2004: o estudante de Direito de origem libanesa K.S.M., 20 anos, foi libertado após 36 dias de cativeiro. Ele foi seqüestrado em Piraporinha, em Diadema, onde a família possui estabelecimentos comerciais. Mãe da vítima sofreu enfarte ao saber do crime.

6 de outubro de 2004: a menina Émile, de 9 anos, é seqüestrada, torturada e morta em Rio Grande da Serra. O caso teve repercussão nacional. Parte dos autores do crime era vizinha da família da vítima e a intenção inicial da quadrilha era pedir resgate para o pai de Émile, o candidato a vice-prefeito derrotado nas eleições, Nilson Gonçalves de Souza (PT). Oito pessoas foram presas pelo crime.

2 de julho de 2002: o comerciante Jackson Kowati, 25 anos, foi seqüestrado, torturado e morto após ser raptado no Jardim das Orquídeas, em São Bernardo, bairro onde está localizado o supermercado Pônei, de propriedade de seu pai. O caso ganhou repercussão nacional pela brutalidade dos criminosos, que enviaram para a família da vítima um pedaço do dedo da mão direita. Sete pessoas foram presas e condenadas pelo crime.

25 de outubro de 2001: seqüestro de uma contabilista de 37 anos e sua filha, de 7 anos, no Centro de São Bernardo. A filha presenciou o assassinato da mãe pelos seqüestradores. No dia seguinte, os criminosos libertaram a menina na rodovia dos Imigrantes. Ninguém foi preso.



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