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GM se reúne com sindicato sob ameaça de greve


Eric Fujita
Do Diário do Grande ABC

10/02/2006 | 08:22


O Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano (filiado à Força Sindical) volta a se reunir, às 15h de hoje, com a General Motors para dar sequência às negociações sobre o PDV (Programa de Demissões Voluntárias) aberto no setor administrativo e sobre a ameaça de demissões na ferramentaria da fábrica local. No encontro, os sindicalistas tentarão, pela última vez, um acordo com a montadora, antes de iniciar uma greve na unidade.

Esta será a quarta rodada de negociação entre sindicato e empresa. O sindicato quer mais tempo a fim de buscar alternativas para os dois problemas, afirmou o presidente da entidade, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão. A GM apenas confirmou a realização da reunião.

O encontro faz parte de uma série de encontros que ocorrerão até o dia 23. O PDV aberto na área administrativa foi incorporado às conversações depois do ter sido anunciado pela GM, em reunião na última terça-feira. O plano de desligamentos faz parte de um programa de redução dos custos com o objetivo de levar a empresa a gerar lucro em 2006, após oito anos seguidos de prejuízos.

“A gente não pode admitir que a GM descarregue seus problemas nas costas dos trabalhadores. Se as conversações não avançarem, a única saída será a greve”, reiterou o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão. O PDV se estende até a próxima quarta-feira e é destinado a 2.902 funcionários do setor em São Caetano e a outros 554 da fábrica de São José dos Campos, no interior do Estado.

Antes do PDV no administrativo, as negociações só diziam respeito ao problema da ferramentaria, que, segundo a empresa, tem 300 funcionários excedentes devido à falta de contratos de fornecimento de ferramentas usadas na produção de carros da empresa e de outras montadoras. Esse setor tem 520 trabalhadores e também tem um PDV em vigor, que se encerra hoje.

Distintos, os dois programas de desligamento oferecem de três a nove salários de acordo com o tempo de serviço e todos os direitos rescisórios. A empresa também concede dois meses de plano de saúde. Em caso de aposentados, a assistência médica é ampliada para dois anos.


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GM se reúne com sindicato sob ameaça de greve

Eric Fujita
Do Diário do Grande ABC

10/02/2006 | 08:22


O Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano (filiado à Força Sindical) volta a se reunir, às 15h de hoje, com a General Motors para dar sequência às negociações sobre o PDV (Programa de Demissões Voluntárias) aberto no setor administrativo e sobre a ameaça de demissões na ferramentaria da fábrica local. No encontro, os sindicalistas tentarão, pela última vez, um acordo com a montadora, antes de iniciar uma greve na unidade.

Esta será a quarta rodada de negociação entre sindicato e empresa. O sindicato quer mais tempo a fim de buscar alternativas para os dois problemas, afirmou o presidente da entidade, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão. A GM apenas confirmou a realização da reunião.

O encontro faz parte de uma série de encontros que ocorrerão até o dia 23. O PDV aberto na área administrativa foi incorporado às conversações depois do ter sido anunciado pela GM, em reunião na última terça-feira. O plano de desligamentos faz parte de um programa de redução dos custos com o objetivo de levar a empresa a gerar lucro em 2006, após oito anos seguidos de prejuízos.

“A gente não pode admitir que a GM descarregue seus problemas nas costas dos trabalhadores. Se as conversações não avançarem, a única saída será a greve”, reiterou o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão. O PDV se estende até a próxima quarta-feira e é destinado a 2.902 funcionários do setor em São Caetano e a outros 554 da fábrica de São José dos Campos, no interior do Estado.

Antes do PDV no administrativo, as negociações só diziam respeito ao problema da ferramentaria, que, segundo a empresa, tem 300 funcionários excedentes devido à falta de contratos de fornecimento de ferramentas usadas na produção de carros da empresa e de outras montadoras. Esse setor tem 520 trabalhadores e também tem um PDV em vigor, que se encerra hoje.

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