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Bairros são ‘ímãs’ para novos empresários em Santo André


Luiz Federico
Do Diário do Grande ABC

19/02/2006 | 08:08


Dois bairros de Santo André, Vila Gilda e Pinheirinho, estão se transformando em pólos de atração de novos comerciantes. Limítrofes, ambos seduzem pela localização, infra-estrutura renovada e, principalmente, por abrigar moradores com bom poder aquisitivo, alvo dos empresários recém-instalados na região.

Segundo levantamento da Prefeitura de Santo André, o número de alvarás de funcionamento expedidos pela administração municipal nos dois bairros cresceu 11,8% em 2005 em relação a 2004 – foram regularizados 66 empreendimentos em 2005, contra 59 no ano retrasado. No total, de acordo com a administração municipal, Vila Gilda e Pinheirinho contam com cerca de 300 estabelecimentos comerciais.

Uma das lojas instaladas na região recentemente é a Shekinah Veículos. Há dois meses sediada na avenida Higienópolis – principal eixo comercial dos dois bairros –, as vendas já apresentaram alta de 20% desde a inauguração, comemora o proprietário Eduardo Maik Dias.

“No primeiro mês, vendemos dez carros. Em janeiro, foram 14. Eu trabalhava no mesmo ramo em São Paulo (na zona sul) e, após muita procura, encontrei um ponto onde o tráfego de veículos é intenso, o que faz o movimento aumentar bastante”, diz.

Outra característica que chamou a atenção de Dias é o potencial de consumo dos mais de 4 mil habitantes da região, distribuídos em 0,63 km². De acordo com o Censo 2000, a média de rendimentos mensais beira os R$ 3 mil, o que coloca a região no quinto posto entre as localidades cujos moradores têm maior poder aquisitivo em Santo André.

Policêntrica – A Vila Gilda e o Bairro Pinheirinho passaram por grande intervenção durante o último ano. Devido ao alto índice de atropelamentos na região, os bairros ganharam nova sinalização, canteiro central ao longo da avenida Higienópolis e a pavimentação das vias foi renovada.

Inseridos no projeto Cidade Policêntrica, da Prefeitura de Santo André, não são necessários mais de 100 metros de caminhada pela avenida Higienópolis para perceber que a região oferece uma vasta gama de bens e, principalmente, serviços, desde postos de combustíveis, bancos, supermercados, clínicas de estética e pet shops.

“O objetivo é transformar os bairros em pequenos centros comerciais, onde um amplo mix de produtos e serviços é oferecido à população, que não precisará mais percorrer grandes distâncias para fazer compras ou consertar o computador”, explica o diretor de Desenvolvimento Econômico de Santo André, David Gomes de Souza.

De olho nessa valorização, a loja Classe A, voltada para a comercialização de peças e acessórios para som e alarmes, também vem batendo recordes desde que estreou no mercado, em novembro do ano passado. “Nós dobramos o faturamento em comparação com o primeiro mês”, destaca o gerente Roberto Fonseca, que trabalhava no bairro do Butantã, na zona sul paulistana.

Quem também aposta na expansão da região é o contador Thomaz Mencarini. O pequeno empreendedor busca aumentar sua participação no mercado atraindo as empresas vizinhas ao seu escritório. “Estou aqui há três meses, e é claro que minha intenção é prestar serviço para elas”, afirma.

Morador há 30 anos da região, Geraldo Nogueira Lima diz que “até cansa ver tanta gente correndo atrás de ponto comercial”. “Seu” Geraldo, como é conhecido por ali, também trocou São Paulo – depois de oito anos – pela avenida Higienópolis, onde abriu uma pequena loja de consertos de fogões há oito meses. “Não estou dando conta do serviço. Até o fim do ano, quero contratar pelo menos dois funcionários”, planeja.



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Bairros são ‘ímãs’ para novos empresários em Santo André

Luiz Federico
Do Diário do Grande ABC

19/02/2006 | 08:08


Dois bairros de Santo André, Vila Gilda e Pinheirinho, estão se transformando em pólos de atração de novos comerciantes. Limítrofes, ambos seduzem pela localização, infra-estrutura renovada e, principalmente, por abrigar moradores com bom poder aquisitivo, alvo dos empresários recém-instalados na região.

Segundo levantamento da Prefeitura de Santo André, o número de alvarás de funcionamento expedidos pela administração municipal nos dois bairros cresceu 11,8% em 2005 em relação a 2004 – foram regularizados 66 empreendimentos em 2005, contra 59 no ano retrasado. No total, de acordo com a administração municipal, Vila Gilda e Pinheirinho contam com cerca de 300 estabelecimentos comerciais.

Uma das lojas instaladas na região recentemente é a Shekinah Veículos. Há dois meses sediada na avenida Higienópolis – principal eixo comercial dos dois bairros –, as vendas já apresentaram alta de 20% desde a inauguração, comemora o proprietário Eduardo Maik Dias.

“No primeiro mês, vendemos dez carros. Em janeiro, foram 14. Eu trabalhava no mesmo ramo em São Paulo (na zona sul) e, após muita procura, encontrei um ponto onde o tráfego de veículos é intenso, o que faz o movimento aumentar bastante”, diz.

Outra característica que chamou a atenção de Dias é o potencial de consumo dos mais de 4 mil habitantes da região, distribuídos em 0,63 km². De acordo com o Censo 2000, a média de rendimentos mensais beira os R$ 3 mil, o que coloca a região no quinto posto entre as localidades cujos moradores têm maior poder aquisitivo em Santo André.

Policêntrica – A Vila Gilda e o Bairro Pinheirinho passaram por grande intervenção durante o último ano. Devido ao alto índice de atropelamentos na região, os bairros ganharam nova sinalização, canteiro central ao longo da avenida Higienópolis e a pavimentação das vias foi renovada.

Inseridos no projeto Cidade Policêntrica, da Prefeitura de Santo André, não são necessários mais de 100 metros de caminhada pela avenida Higienópolis para perceber que a região oferece uma vasta gama de bens e, principalmente, serviços, desde postos de combustíveis, bancos, supermercados, clínicas de estética e pet shops.

“O objetivo é transformar os bairros em pequenos centros comerciais, onde um amplo mix de produtos e serviços é oferecido à população, que não precisará mais percorrer grandes distâncias para fazer compras ou consertar o computador”, explica o diretor de Desenvolvimento Econômico de Santo André, David Gomes de Souza.

De olho nessa valorização, a loja Classe A, voltada para a comercialização de peças e acessórios para som e alarmes, também vem batendo recordes desde que estreou no mercado, em novembro do ano passado. “Nós dobramos o faturamento em comparação com o primeiro mês”, destaca o gerente Roberto Fonseca, que trabalhava no bairro do Butantã, na zona sul paulistana.

Quem também aposta na expansão da região é o contador Thomaz Mencarini. O pequeno empreendedor busca aumentar sua participação no mercado atraindo as empresas vizinhas ao seu escritório. “Estou aqui há três meses, e é claro que minha intenção é prestar serviço para elas”, afirma.

Morador há 30 anos da região, Geraldo Nogueira Lima diz que “até cansa ver tanta gente correndo atrás de ponto comercial”. “Seu” Geraldo, como é conhecido por ali, também trocou São Paulo – depois de oito anos – pela avenida Higienópolis, onde abriu uma pequena loja de consertos de fogões há oito meses. “Não estou dando conta do serviço. Até o fim do ano, quero contratar pelo menos dois funcionários”, planeja.

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