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Presidentes da Câmara e da CPI veem desrespeito de Estevam

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Após se negar a depor em sala do Legislativo em S.Caetano, advogado participa de ato no prédio


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

21/09/2020 | 22:55


O presidente da Câmara de São Caetano, Pio Mielo (PSDB), e mandatário na CPI do Natal Iluminado, vereador Tite Campanella (Cidadania), afirmaram que o ex-presidente da Aciscs (Associação Comercial e Industrial de São Caetano), o advogado Walter Estevam Junior (Republicanos), desrespeitou o Legislativo e a comissão ao aparecer em evento político no prédio do Legislativo depois de se negar a depor no mesmo local.

Conforme os parlamentares, ao comparecer na convenção do prefeiturável Fabio Palacio (PSD) – na qual foi confirmado como candidato a vereador –, o ex-presidente da Aciscs provocou a CPI do Natal Iluminado, já que, menos de dez dias antes, se negou a comparecer à casa para depor na comissão na qual é considerado testemunha-chave, sob alegação de que deveria ficar 45 dias de repouso devido à fratura no ombro esquerdo.

“Acho que toda essa situação torna a questão mais difícil para ele. Fica parecendo provocação para a CPI”, declarou Tite. No evento, Estevam ficou a cerca de 100 metros da sala onde teria de depor no dia 4 de setembro – ele apresentou atestado médico.

Foi a segunda vez que Estevam faltou ao seu depoimento. Na primeira data, marcada para o dia 16 de março, ele não compareceu e alegou incompatibilidade de agenda.

“A negativa de vir ao depoimento e, ao mesmo tempo, com um atestado médico, comparecer em outras atividades, dentre elas uma atividade no prédio da Câmara, onde deveria depor, mostra que ele tem condições de prestar depoimento. Não dá para tratar com desrespeito a instituição da Câmara”, declarou Pio.

Como alternativa à constante fuga de Estevam, o bloco estuda a possibilidade de convocar o atual presidente da Aciscs, Alessandro Leone (Republicanos) – está interinamente à frente da associação, mas trabalhou com Estevam.

Também integrante da CPI, o oposicionista Jander Lira (DEM) – que está na mesma coligação de Estevam – contemporizou. “Ele tem um atestado médico e não podemos fazer nada quanto a isso.”

Governista e correligionário do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB), Olyntho Voltarelli (PSDB) evitou criticar Estevam. “Eu não quero achar que seja deboche do Walter. Precisamos fechar o relatório e acredito que devamos aguardar para ouvi-lo, até para dar a chance de defesa ampla. Acho que ele ter comparecido ao ato dentro do prédio da Câmara foi, no mínimo, estranho.”

A CPI do Natal Iluminado investiga o convênio assinado pela Aciscs, na gestão de Estevam, e a Prefeitura de São Caetano, quando o chefe do Executivo era Paulo Pinheiro (DEM). Previa concessão de R$ 1 milhão por parte do Palácio da Cerâmica para realizar iluminação natalina diferenciada na cidade. A Aciscs, por sua vez, aportou R$ 200 mil.

A prestação de contas feita pela Aciscs foi reprovada por comissão criada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico para analisar a documentação – e resultou em apurações por órgãos de controle.

Estevam alegou que são situações diferentes. “Eu tenho de estar inteiro para explicar aos integrantes da CPI que a Prefeitura foi obrigada a receber os documentos da Aciscs e não o fez. Essa CPI é meramente política.”



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Presidentes da Câmara e da CPI veem desrespeito de Estevam

Após se negar a depor em sala do Legislativo em S.Caetano, advogado participa de ato no prédio

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

21/09/2020 | 22:55


O presidente da Câmara de São Caetano, Pio Mielo (PSDB), e mandatário na CPI do Natal Iluminado, vereador Tite Campanella (Cidadania), afirmaram que o ex-presidente da Aciscs (Associação Comercial e Industrial de São Caetano), o advogado Walter Estevam Junior (Republicanos), desrespeitou o Legislativo e a comissão ao aparecer em evento político no prédio do Legislativo depois de se negar a depor no mesmo local.

Conforme os parlamentares, ao comparecer na convenção do prefeiturável Fabio Palacio (PSD) – na qual foi confirmado como candidato a vereador –, o ex-presidente da Aciscs provocou a CPI do Natal Iluminado, já que, menos de dez dias antes, se negou a comparecer à casa para depor na comissão na qual é considerado testemunha-chave, sob alegação de que deveria ficar 45 dias de repouso devido à fratura no ombro esquerdo.

“Acho que toda essa situação torna a questão mais difícil para ele. Fica parecendo provocação para a CPI”, declarou Tite. No evento, Estevam ficou a cerca de 100 metros da sala onde teria de depor no dia 4 de setembro – ele apresentou atestado médico.

Foi a segunda vez que Estevam faltou ao seu depoimento. Na primeira data, marcada para o dia 16 de março, ele não compareceu e alegou incompatibilidade de agenda.

“A negativa de vir ao depoimento e, ao mesmo tempo, com um atestado médico, comparecer em outras atividades, dentre elas uma atividade no prédio da Câmara, onde deveria depor, mostra que ele tem condições de prestar depoimento. Não dá para tratar com desrespeito a instituição da Câmara”, declarou Pio.

Como alternativa à constante fuga de Estevam, o bloco estuda a possibilidade de convocar o atual presidente da Aciscs, Alessandro Leone (Republicanos) – está interinamente à frente da associação, mas trabalhou com Estevam.

Também integrante da CPI, o oposicionista Jander Lira (DEM) – que está na mesma coligação de Estevam – contemporizou. “Ele tem um atestado médico e não podemos fazer nada quanto a isso.”

Governista e correligionário do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB), Olyntho Voltarelli (PSDB) evitou criticar Estevam. “Eu não quero achar que seja deboche do Walter. Precisamos fechar o relatório e acredito que devamos aguardar para ouvi-lo, até para dar a chance de defesa ampla. Acho que ele ter comparecido ao ato dentro do prédio da Câmara foi, no mínimo, estranho.”

A CPI do Natal Iluminado investiga o convênio assinado pela Aciscs, na gestão de Estevam, e a Prefeitura de São Caetano, quando o chefe do Executivo era Paulo Pinheiro (DEM). Previa concessão de R$ 1 milhão por parte do Palácio da Cerâmica para realizar iluminação natalina diferenciada na cidade. A Aciscs, por sua vez, aportou R$ 200 mil.

A prestação de contas feita pela Aciscs foi reprovada por comissão criada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico para analisar a documentação – e resultou em apurações por órgãos de controle.

Estevam alegou que são situações diferentes. “Eu tenho de estar inteiro para explicar aos integrantes da CPI que a Prefeitura foi obrigada a receber os documentos da Aciscs e não o fez. Essa CPI é meramente política.”

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