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Londres se prepara para enviar mais soldados ao Afeganistão


Da AFP

23/02/2007 | 12:09


A Grã-Bretanha se prepara para divulgar na próxima segunda-feira o aumento da presença no Afeganistão com o envio de outros mil soldados para combater os talibãs. O premiê Tony Blair anunciou nesta semana uma redução de suas forças no Iraque.

Segundo o jornal The Guardian, o ministro da Defesa Des Browne informará sobre o envio dos soldados adicionais ao Afeganistão visando a uma ofensiva dos talibãs que, segundo Washington, acontecerá na primavera européia.

A BBC divergiu, no entanto, da versão do The Guardian, afirmando que a cifra de mil soldados não foi confirmada. A rede também informou que Browne comunicará à Câmara dos Comuns sobre a mobilização de mais forças no país asiático

Já a emissora Sky News afirma que Londres mobilizará "várias centenas" de soldados adicionais. O ministério da Defesa não confirmou as versões da imprensa.

Segundo The Guardian, o envio de tropas adicionais foi debatido na quinta-feira em uma reunião de gabinete, onde se examinou a situação no Afeganistão e os esforços que devem ser feitos para apoiar o governo de Cabul.

O anúncio de Browne responde aos pedidos dos Estados Unidos e da Otan aos aliados para fortalecer as tropas no Afeganistão em resposta à intensificação dos ataques rebeldes.

Desde a invasão em novembro de 2001, 48 militares britânicos morreram no Afeganistão, onde a Otan mantém atualmente um contingente de 35 mil soldados, dos quais 5 mil britânicos, destacados na província de Helmand, no sul.

A província, onde operam os chamados 'senhores da droga', os talibãs e elementos da rede terrorista Al Qaeda, é particularmente perigosa não apenas porque era um reduto rebelde, como também porque em Helmand se cultiva 60% da produção de ópio afegão.

Até agora, Londres rejeitara os pedidos da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para incrementar suas forças alegando que isso correspondia à França e Alemanha, que se negam a enviar mais tropas.

Segundo The Guardian, o envio de tropas pode custar para os contribuintes britânicos cerca de 250 milhões de libras (US$ 500 milhões, 375 milhões de euros).

A oposição reagiu e sugeriu que a retirada escalonada do Iraque, anunciada na quarta-feira pelo primeiro-ministro Tony Blair, foi a única maneira encontrada pelo governo de aumentar a presença britânica no Afeganistão.

"Está claro que nosso Exército não tem forças suficientes para estar presente em dois conflitos", declarou à BBC Liam Fox, o porta-voz da Defesa dos conservadores.



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Londres se prepara para enviar mais soldados ao Afeganistão

Da AFP

23/02/2007 | 12:09


A Grã-Bretanha se prepara para divulgar na próxima segunda-feira o aumento da presença no Afeganistão com o envio de outros mil soldados para combater os talibãs. O premiê Tony Blair anunciou nesta semana uma redução de suas forças no Iraque.

Segundo o jornal The Guardian, o ministro da Defesa Des Browne informará sobre o envio dos soldados adicionais ao Afeganistão visando a uma ofensiva dos talibãs que, segundo Washington, acontecerá na primavera européia.

A BBC divergiu, no entanto, da versão do The Guardian, afirmando que a cifra de mil soldados não foi confirmada. A rede também informou que Browne comunicará à Câmara dos Comuns sobre a mobilização de mais forças no país asiático

Já a emissora Sky News afirma que Londres mobilizará "várias centenas" de soldados adicionais. O ministério da Defesa não confirmou as versões da imprensa.

Segundo The Guardian, o envio de tropas adicionais foi debatido na quinta-feira em uma reunião de gabinete, onde se examinou a situação no Afeganistão e os esforços que devem ser feitos para apoiar o governo de Cabul.

O anúncio de Browne responde aos pedidos dos Estados Unidos e da Otan aos aliados para fortalecer as tropas no Afeganistão em resposta à intensificação dos ataques rebeldes.

Desde a invasão em novembro de 2001, 48 militares britânicos morreram no Afeganistão, onde a Otan mantém atualmente um contingente de 35 mil soldados, dos quais 5 mil britânicos, destacados na província de Helmand, no sul.

A província, onde operam os chamados 'senhores da droga', os talibãs e elementos da rede terrorista Al Qaeda, é particularmente perigosa não apenas porque era um reduto rebelde, como também porque em Helmand se cultiva 60% da produção de ópio afegão.

Até agora, Londres rejeitara os pedidos da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para incrementar suas forças alegando que isso correspondia à França e Alemanha, que se negam a enviar mais tropas.

Segundo The Guardian, o envio de tropas pode custar para os contribuintes britânicos cerca de 250 milhões de libras (US$ 500 milhões, 375 milhões de euros).

A oposição reagiu e sugeriu que a retirada escalonada do Iraque, anunciada na quarta-feira pelo primeiro-ministro Tony Blair, foi a única maneira encontrada pelo governo de aumentar a presença britânica no Afeganistão.

"Está claro que nosso Exército não tem forças suficientes para estar presente em dois conflitos", declarou à BBC Liam Fox, o porta-voz da Defesa dos conservadores.

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