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Lei que terceiriza Saúde em Diadema é esquecida

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Aprovado às pressas e com pancadaria, projeto fica
de lado e o caos segue nos equipamentos públicos


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

30/08/2015 | 07:00


Defendida pelo prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), como a salvação dos problemas para a Saúde, a terceirização da gestão do setor não saiu do papel três meses depois de sua polêmica aprovação. Com a postergação, graves problemas nos equipamentos públicos persistem, à espera de solução.

O projeto de lei que permitia o governo a contratar OSs (Organizações de Saúde) para a administrar o setor foi colocado em votação às pressas no dia 14 de maio. À época, o Sindema (Sindicato dos Servidores Públicos de Diadema) liderou movimento contrário à proposta, alegando prejuízo à categoria – principalmente na contribuição ao Ipred (Instituto de Previdência Municipal de Diadema) – e sucataeamento dos serviços.

Lauro movimentou a bancada governista e, a fórceps, fez o projeto ser aprovado. A sessão foi tumultuada, em confronto de militantes da oposição e representantes do Sindema com a GCM (Guarda Civil Municipal) – que utilizou cassetetes e spray de pimenta. O verde alegou à época que precisava de pressa para implementar a terceirização.

Passados três meses, nada de efetivo foi alterado e o setor, que é comandado pelo ex-prefeito José Augusto da Silva Ramos (PSDB), segue como um dos mais críticos da administração do verde.
Como não houve reposição de médicos (120 pediram demissão desde janeiro de 2013), equipamentos sofrem com falta de profissional.

A única UPA (Unidade de Pronto Atendimento 24 horas) da cidade, no bairro Paineiras, tem horário para fechar por ausência de médicos. Funcionamento de UBSs (Unidades Básicas de Saúde) são restritas pelo mesmo problema. Promessa de campanha, reabertura do atendimento pediátrico na UBS do Jardim das Nações – conhecido como hospital infantil – ficou apenas nos discursos do então candidato Lauro Michels.

Por falta de efetividade, no dia 16, o oposicionista Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), protocolou projeto de lei para revogação da permissão de atuação de OSs. O petista sustentou que “que nada de efetivo foi realizado” e que a proposta vai “onerar os cofres públicos”. “A Prefeitura vive situação financeira delicada, não conseguindo cumprir sequer a reposição inflacionária no salário dos servidores. Então, como é que vai contratar terceirizada?”. A intenção de Maninho ainda não foi para apreciação dos demais vereadores.

Questionado, Lauro defende que não há “morosidade” nas ações, destacando que a publicação do edital para a contratação das empresas ocorrerá em setembro. “O chamamento vai ocorrer dentro do próximo mês. Não há demora, está sendo feito da maneira correta. Vamos impor na publicação o que queremos e as empresas que ganharem vão fazer o que a gente quer”, detalhou. 



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Lei que terceiriza Saúde em Diadema é esquecida

Aprovado às pressas e com pancadaria, projeto fica
de lado e o caos segue nos equipamentos públicos

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

30/08/2015 | 07:00


Defendida pelo prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), como a salvação dos problemas para a Saúde, a terceirização da gestão do setor não saiu do papel três meses depois de sua polêmica aprovação. Com a postergação, graves problemas nos equipamentos públicos persistem, à espera de solução.

O projeto de lei que permitia o governo a contratar OSs (Organizações de Saúde) para a administrar o setor foi colocado em votação às pressas no dia 14 de maio. À época, o Sindema (Sindicato dos Servidores Públicos de Diadema) liderou movimento contrário à proposta, alegando prejuízo à categoria – principalmente na contribuição ao Ipred (Instituto de Previdência Municipal de Diadema) – e sucataeamento dos serviços.

Lauro movimentou a bancada governista e, a fórceps, fez o projeto ser aprovado. A sessão foi tumultuada, em confronto de militantes da oposição e representantes do Sindema com a GCM (Guarda Civil Municipal) – que utilizou cassetetes e spray de pimenta. O verde alegou à época que precisava de pressa para implementar a terceirização.

Passados três meses, nada de efetivo foi alterado e o setor, que é comandado pelo ex-prefeito José Augusto da Silva Ramos (PSDB), segue como um dos mais críticos da administração do verde.
Como não houve reposição de médicos (120 pediram demissão desde janeiro de 2013), equipamentos sofrem com falta de profissional.

A única UPA (Unidade de Pronto Atendimento 24 horas) da cidade, no bairro Paineiras, tem horário para fechar por ausência de médicos. Funcionamento de UBSs (Unidades Básicas de Saúde) são restritas pelo mesmo problema. Promessa de campanha, reabertura do atendimento pediátrico na UBS do Jardim das Nações – conhecido como hospital infantil – ficou apenas nos discursos do então candidato Lauro Michels.

Por falta de efetividade, no dia 16, o oposicionista Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), protocolou projeto de lei para revogação da permissão de atuação de OSs. O petista sustentou que “que nada de efetivo foi realizado” e que a proposta vai “onerar os cofres públicos”. “A Prefeitura vive situação financeira delicada, não conseguindo cumprir sequer a reposição inflacionária no salário dos servidores. Então, como é que vai contratar terceirizada?”. A intenção de Maninho ainda não foi para apreciação dos demais vereadores.

Questionado, Lauro defende que não há “morosidade” nas ações, destacando que a publicação do edital para a contratação das empresas ocorrerá em setembro. “O chamamento vai ocorrer dentro do próximo mês. Não há demora, está sendo feito da maneira correta. Vamos impor na publicação o que queremos e as empresas que ganharem vão fazer o que a gente quer”, detalhou. 

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