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Microempresas do Grande ABC lideram reação estadual

Nas sete cidades do Grande ABC, empreendedores crescem 11% em vendas; em todo o Estado, alta é de 0,5%


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

16/12/2009 | 07:00


As MPEs (micro e pequenas empresas) do Grande ABC registraram, em outubro, desempenho de vendas superior ao de outras regiões paulistas, de acordo com dados da pesquisa do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo).

Nos sete municípios, as companhias tiveram alta de 11,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto em todo o Estado, a expansão foi de apenas 0,5%. Na Capital, por sua vez, foi assinalada retração de 3,5% e no interior, queda de 0,2%.

Segundo o economista do Sebrae-SP Pedro João Gonçalves, o dado destoa do observado na média paulista, e a explicação é que em outubro de 2008 foi o início da crise global de crédito, que impactou mais fortemente as regiões industriais. Os efeitos foram especialmente negativos na produção de veículos, lembra a gerente regional da entidade, Josephina Cardelli.

"Isso ajuda a entender esse crescimento expressivo; a base (de comparação) estava deprimida", afirmou Gonçalves.

O impacto da crise, que retraiu o consumo e paralisou as vendas a prazo no fim do ano passado, ajuda a explicar o percentual de alta. Mas as MPEs do Grande ABC também vêm com recuperação mais rápida no mês a mês. Em outubro frente a setembro, as pequenas companhias dos sete municípios tiveram, na média, crescimento de 9,3% em seu faturamento, enquanto em todo o Estado, a expansão, de 4,6%, foi a primeira variação positiva no ano, por essa comparação.

Ainda de acordo com o economista do Sebrae-SP, os incentivos tributários - a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros, por exemplo - surtiram efeito na economia da região. Ele avaliou que o impacto favorável se deu primeiro nas grandes fabricantes e, depois, nas pequenas empresas.

AUTOPEÇAS - Em função do ritmo mais forte das vendas, a maioria das indústrias de autopeças seguirá as montadoras de veículos e não dará férias coletivas neste ano. Pesquisa do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) aponta que, de 144 empresas pesquisadas, 58% não vão parar no fim do ano.

REAÇÃO - Em todo o Estado, no entanto, o comércio tem recuperação mais forte que indústria e serviços, segundo a pesquisa do Sebrae-SP.

A comerciante Nair Oliveira, que tem uma loja de presentes em Santo André, se anima com a melhora na demanda. "Deu uma reagida, principalmente a partir de outubro", afirmou.

Seu estabelecimento comercializa leque amplo de produtos (cerca de 6.000 itens) e ela aproveita o fim de ano para reforçar a opção de artigos de Natal. Apesar da reação nas vendas, Nair acredita que o ano ainda fechará um pouco abaixo do que foi em 2008.



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Microempresas do Grande ABC lideram reação estadual

Nas sete cidades do Grande ABC, empreendedores crescem 11% em vendas; em todo o Estado, alta é de 0,5%

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

16/12/2009 | 07:00


As MPEs (micro e pequenas empresas) do Grande ABC registraram, em outubro, desempenho de vendas superior ao de outras regiões paulistas, de acordo com dados da pesquisa do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo).

Nos sete municípios, as companhias tiveram alta de 11,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto em todo o Estado, a expansão foi de apenas 0,5%. Na Capital, por sua vez, foi assinalada retração de 3,5% e no interior, queda de 0,2%.

Segundo o economista do Sebrae-SP Pedro João Gonçalves, o dado destoa do observado na média paulista, e a explicação é que em outubro de 2008 foi o início da crise global de crédito, que impactou mais fortemente as regiões industriais. Os efeitos foram especialmente negativos na produção de veículos, lembra a gerente regional da entidade, Josephina Cardelli.

"Isso ajuda a entender esse crescimento expressivo; a base (de comparação) estava deprimida", afirmou Gonçalves.

O impacto da crise, que retraiu o consumo e paralisou as vendas a prazo no fim do ano passado, ajuda a explicar o percentual de alta. Mas as MPEs do Grande ABC também vêm com recuperação mais rápida no mês a mês. Em outubro frente a setembro, as pequenas companhias dos sete municípios tiveram, na média, crescimento de 9,3% em seu faturamento, enquanto em todo o Estado, a expansão, de 4,6%, foi a primeira variação positiva no ano, por essa comparação.

Ainda de acordo com o economista do Sebrae-SP, os incentivos tributários - a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros, por exemplo - surtiram efeito na economia da região. Ele avaliou que o impacto favorável se deu primeiro nas grandes fabricantes e, depois, nas pequenas empresas.

AUTOPEÇAS - Em função do ritmo mais forte das vendas, a maioria das indústrias de autopeças seguirá as montadoras de veículos e não dará férias coletivas neste ano. Pesquisa do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) aponta que, de 144 empresas pesquisadas, 58% não vão parar no fim do ano.

REAÇÃO - Em todo o Estado, no entanto, o comércio tem recuperação mais forte que indústria e serviços, segundo a pesquisa do Sebrae-SP.

A comerciante Nair Oliveira, que tem uma loja de presentes em Santo André, se anima com a melhora na demanda. "Deu uma reagida, principalmente a partir de outubro", afirmou.

Seu estabelecimento comercializa leque amplo de produtos (cerca de 6.000 itens) e ela aproveita o fim de ano para reforçar a opção de artigos de Natal. Apesar da reação nas vendas, Nair acredita que o ano ainda fechará um pouco abaixo do que foi em 2008.

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