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Abaixo a timidez


Raquel de Medeiros
Do Diário do Grande ABC

26/07/2009 | 07:09


Ser o centro das atenções é o desejo de muitas pessoas, mas não dos tímidos. Ter que falar em público, ser alvo de uma conversa em grupo ou ter que tomar iniciativa nos relacionamentos podem ser tarefas árduas para quem possui a característica.

A timidez passa por vários caminhos. Pode ser um traço de personalidade, situacional ou uma defesa. "Todos têm um grau de retraimento, mas prejudica quando a pessoa usa como defesa o tempo inteiro", explica a psicóloga e professora da Faculdade de Medicina do ABC Maria Regina Domingues de Azevedo.

A timidez se dá de formas diferentes em cada um dos sexos, segundo o empresário Alexander Voger, que ministra cursos para auxiliar os homens a se sentirem mais seguros. "As mulheres, desde muito cedo, falam sobre os relacionamentos com amigas. Os homens crescem mais isolados nessa área e sentem mais dificuldade", explica. Além disso, a sociedade espera que os homens sejam sempre proativos, exercendo certa pressão. "Chega a ser comum ouvirmos casos de mulheres que perdem o interesse no homem se, após ela dar alguns sinais, ele não notar. Acham que ele não teve interesse", explica.

O resultado são mulheres mais talentosas na comunicação e menos inibidas socialmente, mas isso não significa que a timidez não atinja a ala feminina. "Há ainda uma grande tendência dessa característica em profissões da área de Saúde, Tecnologia da Informação e jurídica. Esses perfis são os mais comuns entre os que procuram nossos serviços, incluindo mulheres."

A boa notícia é que a timidez não precisa ser algo permanente. Basta identificar a raiz deste sentimento e trabalhar contra. "Ninguém nasce tímido", avisa a psicóloga Maria Regina.

Vencer uma timidez solidificada na idade adulta pode ser muito difícil. Às vezes, a ajuda profissional pode ser necessária. No entanto, nada impede que o tímido comece a modificar seus passos rumo a uma vida mais espontânea.

Se a timidez é tanta que impede uma pessoa de sair com os amigos, o primeiro passo é procurar um colega com o qual se tenha grande empatia e começar a ir para lugares mais fechados, como cinema e teatro. "Não é aconselhável que um tímido vá direto para um baile, onde fica muito exposto, mas que comece devagar e vá se soltando aos poucos", ensina Maria Regina.

No trabalho, se não consegue falar diretamente com o chefe por causa da timidez, pode fazer uma proposta por escrito, mais formal, mas sem deixar de se colocar.

Assim, gradativamente, você vai sentir segurança para ser quem é. Crie seu espaço e viva de maneira mais leve!



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Abaixo a timidez

Raquel de Medeiros
Do Diário do Grande ABC

26/07/2009 | 07:09


Ser o centro das atenções é o desejo de muitas pessoas, mas não dos tímidos. Ter que falar em público, ser alvo de uma conversa em grupo ou ter que tomar iniciativa nos relacionamentos podem ser tarefas árduas para quem possui a característica.

A timidez passa por vários caminhos. Pode ser um traço de personalidade, situacional ou uma defesa. "Todos têm um grau de retraimento, mas prejudica quando a pessoa usa como defesa o tempo inteiro", explica a psicóloga e professora da Faculdade de Medicina do ABC Maria Regina Domingues de Azevedo.

A timidez se dá de formas diferentes em cada um dos sexos, segundo o empresário Alexander Voger, que ministra cursos para auxiliar os homens a se sentirem mais seguros. "As mulheres, desde muito cedo, falam sobre os relacionamentos com amigas. Os homens crescem mais isolados nessa área e sentem mais dificuldade", explica. Além disso, a sociedade espera que os homens sejam sempre proativos, exercendo certa pressão. "Chega a ser comum ouvirmos casos de mulheres que perdem o interesse no homem se, após ela dar alguns sinais, ele não notar. Acham que ele não teve interesse", explica.

O resultado são mulheres mais talentosas na comunicação e menos inibidas socialmente, mas isso não significa que a timidez não atinja a ala feminina. "Há ainda uma grande tendência dessa característica em profissões da área de Saúde, Tecnologia da Informação e jurídica. Esses perfis são os mais comuns entre os que procuram nossos serviços, incluindo mulheres."

A boa notícia é que a timidez não precisa ser algo permanente. Basta identificar a raiz deste sentimento e trabalhar contra. "Ninguém nasce tímido", avisa a psicóloga Maria Regina.

Vencer uma timidez solidificada na idade adulta pode ser muito difícil. Às vezes, a ajuda profissional pode ser necessária. No entanto, nada impede que o tímido comece a modificar seus passos rumo a uma vida mais espontânea.

Se a timidez é tanta que impede uma pessoa de sair com os amigos, o primeiro passo é procurar um colega com o qual se tenha grande empatia e começar a ir para lugares mais fechados, como cinema e teatro. "Não é aconselhável que um tímido vá direto para um baile, onde fica muito exposto, mas que comece devagar e vá se soltando aos poucos", ensina Maria Regina.

No trabalho, se não consegue falar diretamente com o chefe por causa da timidez, pode fazer uma proposta por escrito, mais formal, mas sem deixar de se colocar.

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