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Filmes nacionais atraem 9,5 milhões de espectadores



22/06/2009 | 07:00


Os filmes nacionais levaram 9,5 milhões de brasileiros ao cinema de janeiro à semana passada, o que corresponde a uma participação no mercado de 19%. O número supera o total de espectadores registrados nos 12 meses de 2008: 9,1 milhões.

Lançado em janeiro, Se Eu Fosse Você 2, dirigido por Daniel Filho, responde, sozinho, por mais de 60% do público deste ano - os ingressos vendidos passaram dos seis milhões. Divã, de José Alvarenga Jr., que estreou em abril, teve 1,7 milhão.

Os dados foram divulgados por ocasião da posse da nova diretoria da Agência Nacional de Cinema (Ancine), que está trabalhando desde o mês passado, mas só foi oficialmente conduzida ao cargo pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, domingo, no Rio. A agência foi criada em 2001 para fomentar o mercado audiovisual no País.

O diretor presidente, Manoel Rangel, frisou que a presença dos filmes brasileiros nas salas de cinema tem se mantido numa média de 11% - o que não é pouca coisa. "Só 20 países no mundo têm essa participação. E nenhum deles é latino-americano." No fim dos anos1990 e início desta década, eram produzidos entre 20 e 30 longas brasileiros ao ano; desde 2006, a média é de 80.

Aumentar o número de salas de exibição no Brasil, fortalecer as distribuidoras nacionais, democratizar o acesso ao cinema e estimular as parcerias entre produtoras independentes e emissoras de TV são as atuais prioridades da Ancine, que conta com uma diretoria colegiada: os outros diretores são Glauber Piva, Paulo Alcoforado, empossados domingo, e Mário Diamante, nomeado em 2007.

O governo tem como meta zerar o número de cidades médias, com mais de cem mil habitantes, que não dispõem de uma sala de cinema. Setenta e três municípios se enquadram nesse caso. O Ministério da Cultura não vai abrir cinemas, mas estimular as prefeituras a partir de incentivos fiscais e também investir recursos do Fundo Setorial do Audiovisual. O BNDES vai contribuir. No Brasil inteiro, existem 2.278 salas. Nos anos 1970, a quantidade chegou a 3.000.

Um ponto comum nos discursos dos diretores da Ancine foi a necessidade de se atrair a ‘nova classe C' para os filmes nacionais. Outra questão muito cara à Ancine e ao ministério é o Vale-Cultura, cujo projeto deverá ser encaminhado pelo presidente Lula ao Congresso no próximo mês. O benefício, que poderá ser utilizado para a compra de ingressos para cinema e teatro e de livros e que será distribuído a trabalhadores brasileiros pelas empresas empregadoras, seria em torno de R$ 50.



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Filmes nacionais atraem 9,5 milhões de espectadores


22/06/2009 | 07:00


Os filmes nacionais levaram 9,5 milhões de brasileiros ao cinema de janeiro à semana passada, o que corresponde a uma participação no mercado de 19%. O número supera o total de espectadores registrados nos 12 meses de 2008: 9,1 milhões.

Lançado em janeiro, Se Eu Fosse Você 2, dirigido por Daniel Filho, responde, sozinho, por mais de 60% do público deste ano - os ingressos vendidos passaram dos seis milhões. Divã, de José Alvarenga Jr., que estreou em abril, teve 1,7 milhão.

Os dados foram divulgados por ocasião da posse da nova diretoria da Agência Nacional de Cinema (Ancine), que está trabalhando desde o mês passado, mas só foi oficialmente conduzida ao cargo pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, domingo, no Rio. A agência foi criada em 2001 para fomentar o mercado audiovisual no País.

O diretor presidente, Manoel Rangel, frisou que a presença dos filmes brasileiros nas salas de cinema tem se mantido numa média de 11% - o que não é pouca coisa. "Só 20 países no mundo têm essa participação. E nenhum deles é latino-americano." No fim dos anos1990 e início desta década, eram produzidos entre 20 e 30 longas brasileiros ao ano; desde 2006, a média é de 80.

Aumentar o número de salas de exibição no Brasil, fortalecer as distribuidoras nacionais, democratizar o acesso ao cinema e estimular as parcerias entre produtoras independentes e emissoras de TV são as atuais prioridades da Ancine, que conta com uma diretoria colegiada: os outros diretores são Glauber Piva, Paulo Alcoforado, empossados domingo, e Mário Diamante, nomeado em 2007.

O governo tem como meta zerar o número de cidades médias, com mais de cem mil habitantes, que não dispõem de uma sala de cinema. Setenta e três municípios se enquadram nesse caso. O Ministério da Cultura não vai abrir cinemas, mas estimular as prefeituras a partir de incentivos fiscais e também investir recursos do Fundo Setorial do Audiovisual. O BNDES vai contribuir. No Brasil inteiro, existem 2.278 salas. Nos anos 1970, a quantidade chegou a 3.000.

Um ponto comum nos discursos dos diretores da Ancine foi a necessidade de se atrair a ‘nova classe C' para os filmes nacionais. Outra questão muito cara à Ancine e ao ministério é o Vale-Cultura, cujo projeto deverá ser encaminhado pelo presidente Lula ao Congresso no próximo mês. O benefício, que poderá ser utilizado para a compra de ingressos para cinema e teatro e de livros e que será distribuído a trabalhadores brasileiros pelas empresas empregadoras, seria em torno de R$ 50.

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