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'Madame Butterfly' estréia no sábado



19/06/2008 | 07:01


De um lado, o gestual delicado, a suavidade dos movimentos da herança japonesa; de outro, o que a ópera italiana tem de melhor em termos de força dramática. Um conflito interessante para uma ópera que fala do olhar ocidental sobre a tradição oriental. "Mas ele só atrapalha se você quiser aparecer mais que a música de Puccini", diz a soprano Eiko Senda. "Se você se atém à força da música, ao que ela sugere, não há incoerência", acrescenta o diretor Jorge Takla. "Música e texto se articulam de tal maneira que o caminho dramático se revela à nossa frente", completa o maestro Jamil Maluf. É com esse objetivo em mente que a trinca encabeça a nova produção de Madame Butterfly, que estréia sábado no Teatro Municipal de São Paulo.

E quem é Butterfly? "Uma mulher louca", brinca a soprano. "Mas é uma louca boa, uma mulher que resolve se entregar ao amor, que acreditou na sua possibilidade", Maluf acrescenta. "De todas as heroínas de Puccini, Butterfly é a mais pungente", Takla completa. "Mas é também a mais forte na sua fragilidade. A decisão de se matar no fim da ópera nada tem a ver com a decepção amorosa que sofre. Ela se retira de cena para que seu filho viva com o pai longe da desonra da mãe", completa Takla.

Os cenários são da artista plástica Tomie Ohtake, os figurinos, de Fábio Namatame, a coreografia e movimentação, de Susana Yamauchi. A referência a eles é obrigatória porque todos esses elementos se articulam de maneira integrada na produção.

Butterfly é uma das grandes heroínas da história da ópera. Apaixona-se pelo marinheiro americano Pinkerton; após uma história intensa de amor, ele volta para os Estados Unidos; e ela permanece no Japão, lutando contra a tradição e esperando, com o filho que teve dele, sua volta, apenas para, no momento do reencontro, descobrir que ele se casou e que ela está só.

Madame Butterfly - Ópera. No Teatro Municipal de São Paulo - Pça. Ramos de Azevedo, s/nº, Centro. Tel.: 3222-8698. Sáb., 2ª, 4ª e 6ª (dia 27), 20h30; dom. (29), 17 h. Ingr.: de R$ 20 a R$ 40; R$ 10 a R$ 20 (2ª).



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'Madame Butterfly' estréia no sábado


19/06/2008 | 07:01


De um lado, o gestual delicado, a suavidade dos movimentos da herança japonesa; de outro, o que a ópera italiana tem de melhor em termos de força dramática. Um conflito interessante para uma ópera que fala do olhar ocidental sobre a tradição oriental. "Mas ele só atrapalha se você quiser aparecer mais que a música de Puccini", diz a soprano Eiko Senda. "Se você se atém à força da música, ao que ela sugere, não há incoerência", acrescenta o diretor Jorge Takla. "Música e texto se articulam de tal maneira que o caminho dramático se revela à nossa frente", completa o maestro Jamil Maluf. É com esse objetivo em mente que a trinca encabeça a nova produção de Madame Butterfly, que estréia sábado no Teatro Municipal de São Paulo.

E quem é Butterfly? "Uma mulher louca", brinca a soprano. "Mas é uma louca boa, uma mulher que resolve se entregar ao amor, que acreditou na sua possibilidade", Maluf acrescenta. "De todas as heroínas de Puccini, Butterfly é a mais pungente", Takla completa. "Mas é também a mais forte na sua fragilidade. A decisão de se matar no fim da ópera nada tem a ver com a decepção amorosa que sofre. Ela se retira de cena para que seu filho viva com o pai longe da desonra da mãe", completa Takla.

Os cenários são da artista plástica Tomie Ohtake, os figurinos, de Fábio Namatame, a coreografia e movimentação, de Susana Yamauchi. A referência a eles é obrigatória porque todos esses elementos se articulam de maneira integrada na produção.

Butterfly é uma das grandes heroínas da história da ópera. Apaixona-se pelo marinheiro americano Pinkerton; após uma história intensa de amor, ele volta para os Estados Unidos; e ela permanece no Japão, lutando contra a tradição e esperando, com o filho que teve dele, sua volta, apenas para, no momento do reencontro, descobrir que ele se casou e que ela está só.

Madame Butterfly - Ópera. No Teatro Municipal de São Paulo - Pça. Ramos de Azevedo, s/nº, Centro. Tel.: 3222-8698. Sáb., 2ª, 4ª e 6ª (dia 27), 20h30; dom. (29), 17 h. Ingr.: de R$ 20 a R$ 40; R$ 10 a R$ 20 (2ª).

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