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Aidan falta em 1º dia de trabalho no PA Vila Luzita

Tiago Silva/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Bruno Coelho
Do Diário do Grande ABC

16/02/2013 | 07:00


O ex-prefeito de Santo André Aidan Ravin (PTB) faltou ao que seria seu primeiro dia de trabalho como médico do PA (Pronto Atendimento) da Vila Luzita, após afastamento de 45 dias. Segundo a Prefeitura, após licença de um mês e meio, contada a partir de 1º de janeiro, o petebista teria de retornar às atividades como médico concursado ontem. No entanto, o obstetra não esteve no local e terá falta computada.

Após perder o comando do Paço para o prefeito Carlos Grana (PT), Aidan entrou de licença das funções de médico concursado. O benefício foi adquirido por ele no período de cinco anos, entre 1995 e 2000, no qual não registrou falta injustificada ou suspensão de suas atividades na rede municipal de Saúde. Por essa razão, teve pedido deferido pelo Paço.

De acordo com dados de dezembro do Portal da Transparência da Prefeitura de Santo André, o subsídio de médico no PA da Vila Luzita varia de R$ 10.557,32 a R$ 25.487,99 mensais.

Equipe do Diário esteve ontem no PA, passando-se por usuária da unidade. Alguns funcionários afirmaram duvidar de que ex-prefeito volte a exercer a profissão no local e disseminaram boatos sobre a transferência dele à direção do Hospital Estadual Mário Covas. Essa possibilidade ocorreria por meio de articulação entre o ex-gestor municipal e integrantes do governo Geraldo Alckmin (PSDB), aliado durante os quatro anos de administração petebista no Paço andreense.

Caso opte por trabalhar novamente no PA da Vila Luzita, Aidan encontrará um ambiente desfavorável, o qual se tornou um retrato do abandono e insatisfação por parte dos funcionários concursados e da população.

Na unidade de Saúde, há paredes e portas descascadas, sofás esburacados, cadeiras quebradas e bebedouros danificados. Além disso, há relatos dos próprios servidores a respeito de frequentes entupimentos nos banheiros e torneiras quebradas. Um dos vidros da porta de entrada sequer existe. A reportagem flagrou algumas dessas situações.

Outra preocupação dos munícipes e funcionários são obras do Complexo Hospitalar do Vila Luzita, logo ao lado do PA, paralisadas desde outubro, durante administração de Aidan e sem previsão de retorno na gestão Grana, que reavalia o projeto original. Os funcionários denunciam a existência de ratos e alertam para o risco de dengue por causa da água parada devido às chuvas no local onde a Saúde deveria ser zelada. O segundo andar do empreendimento estava alagado até a manhã de ontem.

Como se não bastassem as condições precárias da unidade de Saúde, o ex-prefeito não tem boa avaliação por parte dos trabalhadores. "Nunca vi um mandato (de prefeito) tão ruim quanto o dele, pela falta de limpeza nas ruas e pela sensação de insegurança, causada pela falha na iluminação pública", avaliou uma concursada.

"Ele (Aidan) foi muito ruim (como prefeito). Na área da Saúde, prometeu (melhorias nas condições de trabalho no posto), mas só veio nos cobrar por meio de olheiros (comissionados) que ganhavam até R$ 5.000 (mensais) para nos fiscalizar", relatou outro funcionário.

Aidan não foi localizado para comentar o assunto.



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Aidan falta em 1º dia de trabalho no PA Vila Luzita

Bruno Coelho
Do Diário do Grande ABC

16/02/2013 | 07:00


O ex-prefeito de Santo André Aidan Ravin (PTB) faltou ao que seria seu primeiro dia de trabalho como médico do PA (Pronto Atendimento) da Vila Luzita, após afastamento de 45 dias. Segundo a Prefeitura, após licença de um mês e meio, contada a partir de 1º de janeiro, o petebista teria de retornar às atividades como médico concursado ontem. No entanto, o obstetra não esteve no local e terá falta computada.

Após perder o comando do Paço para o prefeito Carlos Grana (PT), Aidan entrou de licença das funções de médico concursado. O benefício foi adquirido por ele no período de cinco anos, entre 1995 e 2000, no qual não registrou falta injustificada ou suspensão de suas atividades na rede municipal de Saúde. Por essa razão, teve pedido deferido pelo Paço.

De acordo com dados de dezembro do Portal da Transparência da Prefeitura de Santo André, o subsídio de médico no PA da Vila Luzita varia de R$ 10.557,32 a R$ 25.487,99 mensais.

Equipe do Diário esteve ontem no PA, passando-se por usuária da unidade. Alguns funcionários afirmaram duvidar de que ex-prefeito volte a exercer a profissão no local e disseminaram boatos sobre a transferência dele à direção do Hospital Estadual Mário Covas. Essa possibilidade ocorreria por meio de articulação entre o ex-gestor municipal e integrantes do governo Geraldo Alckmin (PSDB), aliado durante os quatro anos de administração petebista no Paço andreense.

Caso opte por trabalhar novamente no PA da Vila Luzita, Aidan encontrará um ambiente desfavorável, o qual se tornou um retrato do abandono e insatisfação por parte dos funcionários concursados e da população.

Na unidade de Saúde, há paredes e portas descascadas, sofás esburacados, cadeiras quebradas e bebedouros danificados. Além disso, há relatos dos próprios servidores a respeito de frequentes entupimentos nos banheiros e torneiras quebradas. Um dos vidros da porta de entrada sequer existe. A reportagem flagrou algumas dessas situações.

Outra preocupação dos munícipes e funcionários são obras do Complexo Hospitalar do Vila Luzita, logo ao lado do PA, paralisadas desde outubro, durante administração de Aidan e sem previsão de retorno na gestão Grana, que reavalia o projeto original. Os funcionários denunciam a existência de ratos e alertam para o risco de dengue por causa da água parada devido às chuvas no local onde a Saúde deveria ser zelada. O segundo andar do empreendimento estava alagado até a manhã de ontem.

Como se não bastassem as condições precárias da unidade de Saúde, o ex-prefeito não tem boa avaliação por parte dos trabalhadores. "Nunca vi um mandato (de prefeito) tão ruim quanto o dele, pela falta de limpeza nas ruas e pela sensação de insegurança, causada pela falha na iluminação pública", avaliou uma concursada.

"Ele (Aidan) foi muito ruim (como prefeito). Na área da Saúde, prometeu (melhorias nas condições de trabalho no posto), mas só veio nos cobrar por meio de olheiros (comissionados) que ganhavam até R$ 5.000 (mensais) para nos fiscalizar", relatou outro funcionário.

Aidan não foi localizado para comentar o assunto.

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