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Bola, a dona da festa

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Gorduchinha precisa seguir muitos padrões
para se tornar a estrela da Copa do Mundo


Caroline Garcia
Do Diário do Grande ABC

01/06/2014 | 07:00


Ela é o centro das atenções. Sem a bola, seria impossível realizar uma partida de futebol. Na Copa do Mundo, é tão importante que precisa seguir padrões e ser aprovada em rigorosos testes da Fifa.

A gorduchinha passou a ter nomes em Mundiais a partir de 1970. A deste ano chama-se Brazuca. Seus desenhos simbolizam as fitinhas coloridas do Senhor do Bonfim.

“Já joguei com ela, achei legal. Mas gosto mais das bolas que são brancas”, afirma João Pedro Suriani, 6 anos, da escolinha de futebol do Esporte Clube Santo André.

A bola oficial do Mundial do Brasil passou por testes durante dois anos e meio. É que ela precisa ter tamanho e peso certos, ser bem redondinha, pular a uma altura determinada, não absorver muita água, ter pressão constante na parte de dentro e permanecer perfeita após ser arremessada 2.000 vezes contra placa de aço a 50 km/h.

“A bola evoluiu muito desde as primeiras Copas. Ficou mais fácil de chutar e bonita”, diz Matheus Malfi, 11. Para Joschua Keiban, 10, a bola perfeita deve ser leve. “A precisão também é importante para não desviar e o goleiro acabar pegando.”

 

FABRICAÇÃO - A novidade da Brazuca é a estrutura revestida com seis painéis iguais em formato de hélice. As bolas tradicionais têm 32 gomos em forma de pentágono ou hexágono. Esses painéis foram unidos por meio de calor, sem costuras. A superfície também gruda mais e tem relevos para não escapar facilmente. A bola oficial é fabricada no Paquistão (Sul da Ásia), e boa parte do processo é feita à mão.

POLÊMICA - Em 2010, a Jabulani, bola oficial da Copa da África do Sul, chamou atenção. Jogadores não gostaram dela. Foi feita com oito gomos, e a passagem do ar pelas fendas entre eles a ajuda ir longe. Mas por causa da pequena extensão e profundidade das fendas, a Jabulani sofre muita resistência do ar. Assim, perde mais velocidade do que outras bolas e toma, muitas vezes, o caminho errado, ‘enganando’ os atletas.

Kauan Claudino, 8, porém, não teve problemas com a Jabulani. Pelo contrário, ficou triste quando perdeu a sua. “Estava jogando no quintal da minha avó, caiu na casa ao lado e nunca mais me devolveram.”

Brinquedo é do tempo das cavernas

A bola é um dos brinquedos mais antigos do mundo. Não se sabe quando surgiu. Mas acredita-se que na Pré-História o homem tenha chutado uma pedra e visto que aquilo poderia ser útil. Nas pinturas rupestres (nas cavernas), feitas há mais de 30 mil anos, pessoas foram representadas segurando objetos esféricos de pedra. Eles eram usados para caçar, preparar alimentos e brincar.

Com o tempo, esportes foram desenvolvidos. Os gregos inventaram o episkyros. Os jogadores não podiam deixar a bola – feita de bexiga de porco ou de boi cheia de areia – do adversário chegar na linha de fundo.

Foram os ingleses que determinaram as regras usadas no futebol e até o tamanho da bola. No Brasil, a modalidade chegou em 1894, por meio de Charles Miller, que estudou na Inglaterra e trouxe de lá duas bolas, camisas, chuteiras e livro de regras.

Bolas da Copa

Desde 1930, quando foi realizado o primeiro Mundial no Uruguai, as bolas evoluíram bastante por causa da tecnologia. No passado, eram pesadas, feitas de couro, cheias de costuras e marrons. Hoje, são coloridas, fabricadas com material sintético e quase não aumentam de peso quando molhadas.

Tudo isso para facilitar a vida dos jogadores.

1930 – A primeira final de Copa teve duas bolas. A da Argentina foi usada no primeiro tempo e a do Uruguai (foto), no segundo.

1962 – Mesmo usando uma bola pesada, o Brasil foi campeão pela segunda vez. Com Pelé machucado, Garrincha foi a estrela.

1970 – Telstar, da Copa do México, foi a primeira bola a ganhar nome, que homenageia

um satélite lançado em 1962.

1994 – A Questra rendeu ao Brasil o tetracampeonato no Mundial dos Estados Unidos. O destaque foi Romário, que marcou cinco gols.

1998 – A primeira bola colorida surgiu na Copa da França. A Tricolore ajudou os donos da casa a levarem a taça após vencer o Brasil.

2002 – A Fevernova deu sorte para o Brasil, que foi pentacampeão naquele ano. A final foi contra a Alemanha.

2010 – Na Copa da África do Sul, jogadores reclamaram que não tiveram tempo para se adaptar à Jabulani e às curvas que fazia.

Medidas oficiais da Brazuca

Peso: 437 g.

Circunferência: 69 cm.

Quique: se cair de 2 m, deve quicar a uma altura de 1,41 m.

Água: a bola molhada pesa, no máximo, 438 g.

Saiba mais

A bola que será usada na final da Copa do Mundo do Brasil é diferente. As fitinhas desenhadas nela são douradas e verdes, lembrando a taça do Mundial.

Consultoria de Carlos Eduardo Aguiar, professor do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e do biólogo Guilherme Domenichelli. 



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Bola, a dona da festa

Gorduchinha precisa seguir muitos padrões
para se tornar a estrela da Copa do Mundo

Caroline Garcia
Do Diário do Grande ABC

01/06/2014 | 07:00


Ela é o centro das atenções. Sem a bola, seria impossível realizar uma partida de futebol. Na Copa do Mundo, é tão importante que precisa seguir padrões e ser aprovada em rigorosos testes da Fifa.

A gorduchinha passou a ter nomes em Mundiais a partir de 1970. A deste ano chama-se Brazuca. Seus desenhos simbolizam as fitinhas coloridas do Senhor do Bonfim.

“Já joguei com ela, achei legal. Mas gosto mais das bolas que são brancas”, afirma João Pedro Suriani, 6 anos, da escolinha de futebol do Esporte Clube Santo André.

A bola oficial do Mundial do Brasil passou por testes durante dois anos e meio. É que ela precisa ter tamanho e peso certos, ser bem redondinha, pular a uma altura determinada, não absorver muita água, ter pressão constante na parte de dentro e permanecer perfeita após ser arremessada 2.000 vezes contra placa de aço a 50 km/h.

“A bola evoluiu muito desde as primeiras Copas. Ficou mais fácil de chutar e bonita”, diz Matheus Malfi, 11. Para Joschua Keiban, 10, a bola perfeita deve ser leve. “A precisão também é importante para não desviar e o goleiro acabar pegando.”

 

FABRICAÇÃO - A novidade da Brazuca é a estrutura revestida com seis painéis iguais em formato de hélice. As bolas tradicionais têm 32 gomos em forma de pentágono ou hexágono. Esses painéis foram unidos por meio de calor, sem costuras. A superfície também gruda mais e tem relevos para não escapar facilmente. A bola oficial é fabricada no Paquistão (Sul da Ásia), e boa parte do processo é feita à mão.

POLÊMICA - Em 2010, a Jabulani, bola oficial da Copa da África do Sul, chamou atenção. Jogadores não gostaram dela. Foi feita com oito gomos, e a passagem do ar pelas fendas entre eles a ajuda ir longe. Mas por causa da pequena extensão e profundidade das fendas, a Jabulani sofre muita resistência do ar. Assim, perde mais velocidade do que outras bolas e toma, muitas vezes, o caminho errado, ‘enganando’ os atletas.

Kauan Claudino, 8, porém, não teve problemas com a Jabulani. Pelo contrário, ficou triste quando perdeu a sua. “Estava jogando no quintal da minha avó, caiu na casa ao lado e nunca mais me devolveram.”

Brinquedo é do tempo das cavernas

A bola é um dos brinquedos mais antigos do mundo. Não se sabe quando surgiu. Mas acredita-se que na Pré-História o homem tenha chutado uma pedra e visto que aquilo poderia ser útil. Nas pinturas rupestres (nas cavernas), feitas há mais de 30 mil anos, pessoas foram representadas segurando objetos esféricos de pedra. Eles eram usados para caçar, preparar alimentos e brincar.

Com o tempo, esportes foram desenvolvidos. Os gregos inventaram o episkyros. Os jogadores não podiam deixar a bola – feita de bexiga de porco ou de boi cheia de areia – do adversário chegar na linha de fundo.

Foram os ingleses que determinaram as regras usadas no futebol e até o tamanho da bola. No Brasil, a modalidade chegou em 1894, por meio de Charles Miller, que estudou na Inglaterra e trouxe de lá duas bolas, camisas, chuteiras e livro de regras.

Bolas da Copa

Desde 1930, quando foi realizado o primeiro Mundial no Uruguai, as bolas evoluíram bastante por causa da tecnologia. No passado, eram pesadas, feitas de couro, cheias de costuras e marrons. Hoje, são coloridas, fabricadas com material sintético e quase não aumentam de peso quando molhadas.

Tudo isso para facilitar a vida dos jogadores.

1930 – A primeira final de Copa teve duas bolas. A da Argentina foi usada no primeiro tempo e a do Uruguai (foto), no segundo.

1962 – Mesmo usando uma bola pesada, o Brasil foi campeão pela segunda vez. Com Pelé machucado, Garrincha foi a estrela.

1970 – Telstar, da Copa do México, foi a primeira bola a ganhar nome, que homenageia

um satélite lançado em 1962.

1994 – A Questra rendeu ao Brasil o tetracampeonato no Mundial dos Estados Unidos. O destaque foi Romário, que marcou cinco gols.

1998 – A primeira bola colorida surgiu na Copa da França. A Tricolore ajudou os donos da casa a levarem a taça após vencer o Brasil.

2002 – A Fevernova deu sorte para o Brasil, que foi pentacampeão naquele ano. A final foi contra a Alemanha.

2010 – Na Copa da África do Sul, jogadores reclamaram que não tiveram tempo para se adaptar à Jabulani e às curvas que fazia.

Medidas oficiais da Brazuca

Peso: 437 g.

Circunferência: 69 cm.

Quique: se cair de 2 m, deve quicar a uma altura de 1,41 m.

Água: a bola molhada pesa, no máximo, 438 g.

Saiba mais

A bola que será usada na final da Copa do Mundo do Brasil é diferente. As fitinhas desenhadas nela são douradas e verdes, lembrando a taça do Mundial.

Consultoria de Carlos Eduardo Aguiar, professor do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e do biólogo Guilherme Domenichelli. 

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