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Presidente Dilma ameaça
acabar com o IPI reduzido

Presidente Dilma advertiu que os incentivos que dá, precisam
ser acompanhados pelo compromisso de criação de empregos


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

28/07/2012 | 07:40


A presidente Dilma Roussef fez um alerta geral à indústria brasileira ontem e advertiu que os incentivos que dá a diferentes setores, como as montadoras, precisam ser acompanhados por compromisso de criação de empregos. "Esse é o único motivo pelo qual existe o incentivo", declarou em coletiva de imprensa, em Londres.

A presidente, que participou ontem da abertura dos Jogos Olímpicos, insistiu na necessidade de haver retribuição entre as empresas que recebem incentivos e a criação de postos de trabalho. "Nós damos incentivos e queremos retorno, que é o emprego", disse.

Dilma condiciona a prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para os carros (por enquanto, essa medida só vai até 31 de agosto) a que não haja demissões no setor. Trata-se de uma indireta à General Motors, que pode demitir 1.500 pessoas, se ocorrer o fechamento da fábrica de automóveis da companhia em São José dos Campos.

A montadora já havia informado que, de forma geral (levando em conta todas suas unidades fabris), vem mantendo o nível de emprego e que, na fábrica São Caetano, foram gerados 1.900 postos de trabalho no período de um ano, pela abertura do terceiro turno. Além disso, deve contratar cerca de 300 pessoas para a planta de Joinville (SC), que vai começar a produzir motores no fim do ano.

ANFAVEA - O Ministério da Fazenda convocou a General Motors para explicar sobre as demissões em São José dos Campos, em encontro marcado para terça-feira, em Brasília. Ainda segundo o ministério, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) também foi chamada para participar dessa reunião.

No entanto, a associação diz que já estava agendado encontro com o ministério nesse dia, mas para discutir outro assunto: os detalhes do programa de Regime Automotivo, que define os requisitos (o índice de peças nacionais nos carros produzidos, por exemplo) para as fabricantes nacionais não terem elevação de tributos. A entidade diz que não está tratando com o governo sobre o caso específico da montadora.

Apesar disso, a posição da Anfavea é de que o acordo de redução do IPI com o governo que estabelece como contrapartida a manutenção de empregos no setor está sendo respeitado, já que de maio (mês em que a medida entrou em vigor) para junho, houve a geração de 2.000 vagas no segmento. E os dados da entidade mostram trajetória ascendente de postos de trabalho nas fabricantes de veículos desde 2008. com AE



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Presidente Dilma ameaça
acabar com o IPI reduzido

Presidente Dilma advertiu que os incentivos que dá, precisam
ser acompanhados pelo compromisso de criação de empregos

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

28/07/2012 | 07:40


A presidente Dilma Roussef fez um alerta geral à indústria brasileira ontem e advertiu que os incentivos que dá a diferentes setores, como as montadoras, precisam ser acompanhados por compromisso de criação de empregos. "Esse é o único motivo pelo qual existe o incentivo", declarou em coletiva de imprensa, em Londres.

A presidente, que participou ontem da abertura dos Jogos Olímpicos, insistiu na necessidade de haver retribuição entre as empresas que recebem incentivos e a criação de postos de trabalho. "Nós damos incentivos e queremos retorno, que é o emprego", disse.

Dilma condiciona a prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para os carros (por enquanto, essa medida só vai até 31 de agosto) a que não haja demissões no setor. Trata-se de uma indireta à General Motors, que pode demitir 1.500 pessoas, se ocorrer o fechamento da fábrica de automóveis da companhia em São José dos Campos.

A montadora já havia informado que, de forma geral (levando em conta todas suas unidades fabris), vem mantendo o nível de emprego e que, na fábrica São Caetano, foram gerados 1.900 postos de trabalho no período de um ano, pela abertura do terceiro turno. Além disso, deve contratar cerca de 300 pessoas para a planta de Joinville (SC), que vai começar a produzir motores no fim do ano.

ANFAVEA - O Ministério da Fazenda convocou a General Motors para explicar sobre as demissões em São José dos Campos, em encontro marcado para terça-feira, em Brasília. Ainda segundo o ministério, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) também foi chamada para participar dessa reunião.

No entanto, a associação diz que já estava agendado encontro com o ministério nesse dia, mas para discutir outro assunto: os detalhes do programa de Regime Automotivo, que define os requisitos (o índice de peças nacionais nos carros produzidos, por exemplo) para as fabricantes nacionais não terem elevação de tributos. A entidade diz que não está tratando com o governo sobre o caso específico da montadora.

Apesar disso, a posição da Anfavea é de que o acordo de redução do IPI com o governo que estabelece como contrapartida a manutenção de empregos no setor está sendo respeitado, já que de maio (mês em que a medida entrou em vigor) para junho, houve a geração de 2.000 vagas no segmento. E os dados da entidade mostram trajetória ascendente de postos de trabalho nas fabricantes de veículos desde 2008. com AE

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