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Aidan paga almoço
de Bonome

O choque ocasional ocorreu em restaurante da cidade, no
qual os dois se cumprimentaram, só que não conversaram


Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

20/07/2012 | 07:00


O prefeito de Santo André, Aidan Ravin (PTB), e o ex-homem-forte da administração petebista, Nilson Bonome (PMDB), tiveram ontem o primeiro encontro público seis meses depois da ruptura no governo. O choque ocasional ocorreu em restaurante da cidade, no qual os dois se cumprimentaram, só que não conversaram. Mas o chefe do Executivo pagou a conta do ex-aliado.

Atualmente, eles disputam o mesmo espaço na busca por votos: Aidan pela reeleição e Bonome no voo solo como debutante em cargo eletivo. Apesar de citarem os problemas na relação política, ambos realçaram o carinho mútuo. Inicialmente, o prefeito afirmou que seria falta de educação, caso não fosse cumprimentar "alguém conhecido". Entretanto, na sequência, admitiu que ninguém gostaria de perder um bom parceiro. "Se eu falasse que o queria fora do grupo, sem estar ao meu lado para fazer campanha, estaria mentindo, porém tenho que respeitar a sua vontade. Só que é inegável a proximidade."

Aidan avaliou que seria impossível não considerar "alguém que se dedicou" a integrar o primeiro escalão da gestão por três anos consecutivos. Segundo ele, o alinhamento político somente não se manteve por interesses pessoais. "Ele quer ser prefeito e eu quero continuar sendo prefeito. Esse é o impasse, mas toda relação pessoal poderá existir."

Com status de supersecretário, Bonome chegou a comandar três Pastas simultaneamente (Gabinete, Finanças e Saúde), além da articulação com o Legislativo. Ao pedir exoneração em janeiro, o peemedebista mencionou que a saída seria para entrar na corrida eleitoral a pedido do PMDB estadual. O estremecimento, contudo, vinha desde setembro, quando o poder alcançado pelo secretário gerou incômodo no prefeito, que começou a dizimar gradativamente a sua força.

Sem qualquer tipo de diálogo, Bonome citou que houve "simplesmente um cumprimento". Para o peemedebista, apesar da ausência de bate-papo, algo comum no triênio de união, o encontro foi saudável. "Tenho respeito muito forte pelo Aidan. O que discordo é da maneira de ele administrar, mas, como pessoa, há grande carinho."

Reconhecendo a cortesia, o prefeito não revelou o valor pago ao ex-aliado, minimizando a postura. Aidan sustentou que tinha certeza de que, se não tivesse quitado a conta, Bonome tomaria a mesma atitude. "Conheço ele muito bem. Só fui mais rápido do que ele", disse, acrescentando que o pagamento não foi para forçar aproximação. O peemedebista, por sua vez, agradeceu o feito. "Ele me desejou boa sorte."

No fim do dia, enquanto Bonome fez reuniões com candidatos a vereador, Aidan aceitou convite para participar de churrasco de empresário próximo. Ambos têm priorizado encontros fechados, sem sair às ruas. Sobre eventual segundo turno, o prefeito afirmou que "é possível" conquistar a adesão do ex-aliado. "Não vejo motivo para não buscar, mas agora não é hora de conversar sobre isso. Eles também acreditam (na candidatura) e, por isso, estão fazendo trabalho de campanha."



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Aidan paga almoço
de Bonome

O choque ocasional ocorreu em restaurante da cidade, no
qual os dois se cumprimentaram, só que não conversaram

Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

20/07/2012 | 07:00


O prefeito de Santo André, Aidan Ravin (PTB), e o ex-homem-forte da administração petebista, Nilson Bonome (PMDB), tiveram ontem o primeiro encontro público seis meses depois da ruptura no governo. O choque ocasional ocorreu em restaurante da cidade, no qual os dois se cumprimentaram, só que não conversaram. Mas o chefe do Executivo pagou a conta do ex-aliado.

Atualmente, eles disputam o mesmo espaço na busca por votos: Aidan pela reeleição e Bonome no voo solo como debutante em cargo eletivo. Apesar de citarem os problemas na relação política, ambos realçaram o carinho mútuo. Inicialmente, o prefeito afirmou que seria falta de educação, caso não fosse cumprimentar "alguém conhecido". Entretanto, na sequência, admitiu que ninguém gostaria de perder um bom parceiro. "Se eu falasse que o queria fora do grupo, sem estar ao meu lado para fazer campanha, estaria mentindo, porém tenho que respeitar a sua vontade. Só que é inegável a proximidade."

Aidan avaliou que seria impossível não considerar "alguém que se dedicou" a integrar o primeiro escalão da gestão por três anos consecutivos. Segundo ele, o alinhamento político somente não se manteve por interesses pessoais. "Ele quer ser prefeito e eu quero continuar sendo prefeito. Esse é o impasse, mas toda relação pessoal poderá existir."

Com status de supersecretário, Bonome chegou a comandar três Pastas simultaneamente (Gabinete, Finanças e Saúde), além da articulação com o Legislativo. Ao pedir exoneração em janeiro, o peemedebista mencionou que a saída seria para entrar na corrida eleitoral a pedido do PMDB estadual. O estremecimento, contudo, vinha desde setembro, quando o poder alcançado pelo secretário gerou incômodo no prefeito, que começou a dizimar gradativamente a sua força.

Sem qualquer tipo de diálogo, Bonome citou que houve "simplesmente um cumprimento". Para o peemedebista, apesar da ausência de bate-papo, algo comum no triênio de união, o encontro foi saudável. "Tenho respeito muito forte pelo Aidan. O que discordo é da maneira de ele administrar, mas, como pessoa, há grande carinho."

Reconhecendo a cortesia, o prefeito não revelou o valor pago ao ex-aliado, minimizando a postura. Aidan sustentou que tinha certeza de que, se não tivesse quitado a conta, Bonome tomaria a mesma atitude. "Conheço ele muito bem. Só fui mais rápido do que ele", disse, acrescentando que o pagamento não foi para forçar aproximação. O peemedebista, por sua vez, agradeceu o feito. "Ele me desejou boa sorte."

No fim do dia, enquanto Bonome fez reuniões com candidatos a vereador, Aidan aceitou convite para participar de churrasco de empresário próximo. Ambos têm priorizado encontros fechados, sem sair às ruas. Sobre eventual segundo turno, o prefeito afirmou que "é possível" conquistar a adesão do ex-aliado. "Não vejo motivo para não buscar, mas agora não é hora de conversar sobre isso. Eles também acreditam (na candidatura) e, por isso, estão fazendo trabalho de campanha."

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