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Policiais de S.Bernardo salvam bebê de 20 dias

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Rafael Ribeiro
do Diário do Grande ABC

20/07/2012 | 07:00


Quem vê a pequena Milena, de apenas 20 dias, dormindo tranquila no colo da mãe, a técnica em enfermagem Monique Moura Leal dos Santos, 25 anos, não imagina os momentos de aflição vivenciados pela família na madrugada de ontem. Após engasgar, a bebê precisou da atuação rápida de dois policiais militares de São Bernardo para evitar uma tragédia.

A equipe do Diário promoveu ontem o reencontro dos soldados Montalto e Lucena, da 3ª Companhia do 40º Batalhão, com Milena e Monique. A aflição da madrugada deu lugar a risos e abraços. "Foi Deus quem colocou eles na minha vida. Se não recebesse um atendimento tão rápido, talvez minha filha não estivesse aqui", disse a mãe, chorando de emoção.

Por volta da meia-noite, Monique foi amamentar Milena quando a pequena engasgou. Mesmo após os procedimentos de emergência, a menina continuava sufocada. No desespero de ligar para o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e os Bombeiros, o pai acionou o Copom (Centro de Operações da Polícia Militar). Foi a sua sorte.

Lucena e Montalto tinham ido jantar, aproveitando a noite calma. Atendendo a pedido de companheiro, levavam comida para a sede da companhia, próxima ao bairro Assunção. Quando a chamada foi registrada, eles estavam a menos de 300 metros do local.

Vendo que os movimentos de primeiros socorros não estavam adiantando, os soldados decidiram correr com a criança para o Pronto-Socorro Central do município.

"Quando vi a viatura em vez de uma ambulância estranhei, mas eles foram muito atenciosos comigo. Não tenho do que reclamar", disse Monique. No reencontro, os dois policiais ganharam presentes. "Eles serão os padrinhos eternos dela agora", garantiu a mãe.

Militares relatam medo e angústia em trajeto

"Foram os três minutos mais longos da minha vida." Hoje calmo, o soldado Montalto conseguiu rir depois de ver que os esforços para salvar a vida da pequena Milena deram certo.

"Segurei ela com medo mesmo, de que alguém batesse na viatura, de tudo", disse Montalto. "Agora, pegando ela no colo é que caiu a ficha da responsabilidade", apontou.

O olhar de admiração da família não diminuiu a humildade dos soldados que, ainda emocionados, admitem a felicidade em atender esse tipo de ocorrência. "Só me resta ficar feliz", disse Lucena. "A gente sabe que o Samu e os Bombeiros têm muitos atendimentos para realizar, por isso sempre que aparece esse tipo de caso para gente temos o maior prazer em ajudar. Somos treinados para isso, ajudar o cidadão", completou.

Para Montalto, em uma profissão estressante como a de policial militar esse tipo de ocorrência serve para trazer ainda mais motivação no dia a dia. "Não tem preço salvar uma vida. É muito gratificante. São atendimentos assim que nos inspiram e nos fazem continuar."

A mãe, Monique, concorda. "A gente escuta tanta coisa ruim envolvendo policiais que, quando acontece algo assim com a gente, até choramos. Tomara que existam outros como eles, para ajudarem todos que precisam nessa cidade afora", disse.



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Policiais de S.Bernardo salvam bebê de 20 dias

Rafael Ribeiro
do Diário do Grande ABC

20/07/2012 | 07:00


Quem vê a pequena Milena, de apenas 20 dias, dormindo tranquila no colo da mãe, a técnica em enfermagem Monique Moura Leal dos Santos, 25 anos, não imagina os momentos de aflição vivenciados pela família na madrugada de ontem. Após engasgar, a bebê precisou da atuação rápida de dois policiais militares de São Bernardo para evitar uma tragédia.

A equipe do Diário promoveu ontem o reencontro dos soldados Montalto e Lucena, da 3ª Companhia do 40º Batalhão, com Milena e Monique. A aflição da madrugada deu lugar a risos e abraços. "Foi Deus quem colocou eles na minha vida. Se não recebesse um atendimento tão rápido, talvez minha filha não estivesse aqui", disse a mãe, chorando de emoção.

Por volta da meia-noite, Monique foi amamentar Milena quando a pequena engasgou. Mesmo após os procedimentos de emergência, a menina continuava sufocada. No desespero de ligar para o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e os Bombeiros, o pai acionou o Copom (Centro de Operações da Polícia Militar). Foi a sua sorte.

Lucena e Montalto tinham ido jantar, aproveitando a noite calma. Atendendo a pedido de companheiro, levavam comida para a sede da companhia, próxima ao bairro Assunção. Quando a chamada foi registrada, eles estavam a menos de 300 metros do local.

Vendo que os movimentos de primeiros socorros não estavam adiantando, os soldados decidiram correr com a criança para o Pronto-Socorro Central do município.

"Quando vi a viatura em vez de uma ambulância estranhei, mas eles foram muito atenciosos comigo. Não tenho do que reclamar", disse Monique. No reencontro, os dois policiais ganharam presentes. "Eles serão os padrinhos eternos dela agora", garantiu a mãe.

Militares relatam medo e angústia em trajeto

"Foram os três minutos mais longos da minha vida." Hoje calmo, o soldado Montalto conseguiu rir depois de ver que os esforços para salvar a vida da pequena Milena deram certo.

"Segurei ela com medo mesmo, de que alguém batesse na viatura, de tudo", disse Montalto. "Agora, pegando ela no colo é que caiu a ficha da responsabilidade", apontou.

O olhar de admiração da família não diminuiu a humildade dos soldados que, ainda emocionados, admitem a felicidade em atender esse tipo de ocorrência. "Só me resta ficar feliz", disse Lucena. "A gente sabe que o Samu e os Bombeiros têm muitos atendimentos para realizar, por isso sempre que aparece esse tipo de caso para gente temos o maior prazer em ajudar. Somos treinados para isso, ajudar o cidadão", completou.

Para Montalto, em uma profissão estressante como a de policial militar esse tipo de ocorrência serve para trazer ainda mais motivação no dia a dia. "Não tem preço salvar uma vida. É muito gratificante. São atendimentos assim que nos inspiram e nos fazem continuar."

A mãe, Monique, concorda. "A gente escuta tanta coisa ruim envolvendo policiais que, quando acontece algo assim com a gente, até choramos. Tomara que existam outros como eles, para ajudarem todos que precisam nessa cidade afora", disse.

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