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Endometriose

A endometriose se caracteriza pelo crescimento de tecido endometrial, que normalmente só se encontra no revestimento interno uterino


Leo Kahn

19/06/2008 | 00:00


A endometriose se caracteriza pelo crescimento de tecido endometrial, que normalmente só se encontra no revestimento interno uterino, fora do útero. Em geral, acomete só o revestimento da cavidade abdominal ou a superfície dos órgãos abdominais. Muitas vezes desenvolve-se sobre os ovários e os ligamentos suspensórios do útero. Com menos freqüência, pode fazê-lo na superfície externa dos intestinos delgado e grosso, bexiga, vagina, cicatrizes cirúrgicas presentes no abdômen ou no revestimento interno da parede torácica.

O tecido endometrial fora da cavidade uterina pode sofrer hemorragias durante a menstruação, muitas vezes provocando dores abdominais, irritação e a formação de tecido cicatricial. À medida em que a doença avança, formam-se aderências que podem obstruir ou interferir no funcionamento dos órgãos. Em casos raros, as aderências podem chegar a bloquear o intestino.

O fator hereditário é freqüente, principalmente entre mãe, irmã e filha das mulheres que sofrem desta doença. Outros fatores que aumentam o risco de endometriose são dar à luz pela primeira vez depois dos 30 anos, ser de etnia caucasiana e ter um útero anormal.

Estima-se que a patologia esteja presente em 10% das mulheres em idade reprodutiva. A endometriose apresenta prevalência de 4,5% a 33,3% em mulheres submetidas a tratamento de esterilidade; 4,5% a 21,2% entre as pacientes atendidas com dor pélvica e até 7,1% nas portadoras de tumores pélvicos. Pode provocar infertilidade ao bloquear a passagem do óvulo desde o ovário até o útero.

Sintomas:
Cólica menstrual intensa com aumento progressivo da dor;

Em alguns casos, pode provocar dor durante a relação sexual;

Quando parte do tecido se instala na bexiga, a mulher pode ter dificuldade para urinar;

Se o endométrio se fixa no intestino, podem surgir fortes cólicas;

Quando a endometriose altera a anatomia da pélvis, devido às obstruções nas trompas e às aderências de órgãos, a mulher pode se tornar infértil. É uma conseqüência, muitas vezes, reversível.

A anomalia provoca dor na parte inferior do abdômen e na zona pélvica, irregularidades menstruais (como manchas antes do período de menstruação) e infertilidade. Algumas mulheres com endometriose grave não apresentam sintomas, enquanto outras, com uma doença de grau mínimo, podem sofrer uma dor invalidante.

Em alguns casos, sente-se dor durante o ato sexual. O problema também pode ser sentido antes ou durante a menstruação.

Certas mulheres sofrem da doença porque suas células de defesa não conseguem destruir o tecido que se instalou em outros locais do corpo. A herança genética também pode interferir para o surgimento do problema.

O tecido endometrial aderido ao intestino grosso ou à bexiga pode provocar inchaço abdominal, dor durante a defecação, hemorragia retal durante a menstruação ou dor na parte inferior do abdômen durante a micção. Da mesma forma, quando o tecido se localiza num ovário ou numa estrutura próxima, pode dar lugar à formação de uma massa cheia de sangue.

Por vezes, essa massa rompe bruscamente ou algo escapa do seu conteúdo, o que provoca uma dor abdominal aguda e repentina.
Em 79% dos casos, o tecido se instala nos ovários.

Doença que pode dificultar a gestação, cerca de 40% das mulheres com o problema são inférteis.

Mulheres brancas, acima dos 20 anos, têm mais chances de sofrer da doença. Cerca de 25% das mulheres acima de 35 anos estão acometidas.

A grande utilidade do acompanhamento psicológico das portadoras de Endometriose, cujos resultados, embora difíceis de mensurar cientificamente, são sentidos na prática clínica. É uma afecção que merece toda a atenção por parte dos médicos clínicos e ginecologistas, cujo objetivo é cuidar da saúde e oferecer qualidade de vida às mulheres.

Se você tem dúvidas sobre saúde, envie um e-mail para leo.kahn@uol.com.br. Sua resposta será publicada neste espaço.



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Endometriose

A endometriose se caracteriza pelo crescimento de tecido endometrial, que normalmente só se encontra no revestimento interno uterino

Leo Kahn

19/06/2008 | 00:00


A endometriose se caracteriza pelo crescimento de tecido endometrial, que normalmente só se encontra no revestimento interno uterino, fora do útero. Em geral, acomete só o revestimento da cavidade abdominal ou a superfície dos órgãos abdominais. Muitas vezes desenvolve-se sobre os ovários e os ligamentos suspensórios do útero. Com menos freqüência, pode fazê-lo na superfície externa dos intestinos delgado e grosso, bexiga, vagina, cicatrizes cirúrgicas presentes no abdômen ou no revestimento interno da parede torácica.

O tecido endometrial fora da cavidade uterina pode sofrer hemorragias durante a menstruação, muitas vezes provocando dores abdominais, irritação e a formação de tecido cicatricial. À medida em que a doença avança, formam-se aderências que podem obstruir ou interferir no funcionamento dos órgãos. Em casos raros, as aderências podem chegar a bloquear o intestino.

O fator hereditário é freqüente, principalmente entre mãe, irmã e filha das mulheres que sofrem desta doença. Outros fatores que aumentam o risco de endometriose são dar à luz pela primeira vez depois dos 30 anos, ser de etnia caucasiana e ter um útero anormal.

Estima-se que a patologia esteja presente em 10% das mulheres em idade reprodutiva. A endometriose apresenta prevalência de 4,5% a 33,3% em mulheres submetidas a tratamento de esterilidade; 4,5% a 21,2% entre as pacientes atendidas com dor pélvica e até 7,1% nas portadoras de tumores pélvicos. Pode provocar infertilidade ao bloquear a passagem do óvulo desde o ovário até o útero.

Sintomas:
Cólica menstrual intensa com aumento progressivo da dor;

Em alguns casos, pode provocar dor durante a relação sexual;

Quando parte do tecido se instala na bexiga, a mulher pode ter dificuldade para urinar;

Se o endométrio se fixa no intestino, podem surgir fortes cólicas;

Quando a endometriose altera a anatomia da pélvis, devido às obstruções nas trompas e às aderências de órgãos, a mulher pode se tornar infértil. É uma conseqüência, muitas vezes, reversível.

A anomalia provoca dor na parte inferior do abdômen e na zona pélvica, irregularidades menstruais (como manchas antes do período de menstruação) e infertilidade. Algumas mulheres com endometriose grave não apresentam sintomas, enquanto outras, com uma doença de grau mínimo, podem sofrer uma dor invalidante.

Em alguns casos, sente-se dor durante o ato sexual. O problema também pode ser sentido antes ou durante a menstruação.

Certas mulheres sofrem da doença porque suas células de defesa não conseguem destruir o tecido que se instalou em outros locais do corpo. A herança genética também pode interferir para o surgimento do problema.

O tecido endometrial aderido ao intestino grosso ou à bexiga pode provocar inchaço abdominal, dor durante a defecação, hemorragia retal durante a menstruação ou dor na parte inferior do abdômen durante a micção. Da mesma forma, quando o tecido se localiza num ovário ou numa estrutura próxima, pode dar lugar à formação de uma massa cheia de sangue.

Por vezes, essa massa rompe bruscamente ou algo escapa do seu conteúdo, o que provoca uma dor abdominal aguda e repentina.
Em 79% dos casos, o tecido se instala nos ovários.

Doença que pode dificultar a gestação, cerca de 40% das mulheres com o problema são inférteis.

Mulheres brancas, acima dos 20 anos, têm mais chances de sofrer da doença. Cerca de 25% das mulheres acima de 35 anos estão acometidas.

A grande utilidade do acompanhamento psicológico das portadoras de Endometriose, cujos resultados, embora difíceis de mensurar cientificamente, são sentidos na prática clínica. É uma afecção que merece toda a atenção por parte dos médicos clínicos e ginecologistas, cujo objetivo é cuidar da saúde e oferecer qualidade de vida às mulheres.

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