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‘É perda de tempo ser apenas vice-prefeito’, diz Walter Figueira Júnior


Juliana de Sordi Gattone
Do Diário do Grande ABC

19/06/2005 | 08:20


Pela primeira vez, um vice-prefeito de São Caetano não fica apenas esperando um momento para ocupar a cadeira principal da administração. O professor de Educação Física Walter Figueira Júnior (PTB) também é titular da Secretaria de Educação e garante: "É uma perda de tempo ser apenas o vice". Para ele, a perda é política, porque o papel fica reduzido e não traduz totalmente o que o vice representou durante a campanha, nos comprometimentos junto ao povo.

"Tem vice só aguardando uma substituição por lei, por licença, por férias, ou por qualquer coisa assim", diz. Esse é o caso de quatro vice-prefeitos do Grande ABC. Apenas três cidades têm vices que ocupam cargos de secretários. Além de São Caetano, em Santo André, a vice Ivete Garcia é titular da pasta de Orçamento Participativo e em Ribeirão, o vice Jorge Mittidiero responde pela Saúde.

Figueira esclarece que o vice-prefeito não precisa necessariamente assumir uma secretaria. "Poder ser um papel político, como chefe da Casa Civil, ou na administração indireta, mas que leve para o prefeito um recado imediato, um termômetro." Ao fazer análise da política na cidade e no Brasil, o vice de São Caetano chegou à conclusão de que o povo busca relação transparente, de trabalho, de perguntas e respostas e soluções rápidas com a administração.

Figueira Júnior diz que o prefeito, José Auricchio Júnior, também do PTB, considera o papel do vice de fundamental importância e interpreta a posição como um elo político, um reforço administrativo e opinativo. Por isso, segundo ele, a ocupação de uma pasta facilita a interface com a população. "A gente anda pela rua e o pessoal identifica a gente, faz questionamentos, críticas construtivas, argumentações sobre tais obras, sobre tais serviços. E cabe a mim, como vice, levar esse recado do povo, da nossa cidade, ao prefeito."

Somar – Questionado sobre uma possível troca de papéis com a reforma administrativa, Figueira Júnior foi político: "Uso muito uma frase utilizada no futebol: Nós viemos para somar. O que ele (Auricchio) decidir é de bom tamanho". E acrescenta: "Se Auricchio for um vencedor, estará carregando o vice junto". Figueira Júnior já foi secretário de Esportes e Turismo em duas gestões de Luiz Tortorello.

A ocupação na secretaria, segundo Figueira, é conveniente e pertinente porque tem relação com a profissão de professor. E, ao assumir a pasta, o vice diz ter jurado para si próprio que não iria errar. "Vou redimensionar a área, torná-la mais criativa e adequá-la às normatizações vigentes", promete.

A população de São Caetano precisa de mais três escolas de ensino médio e quatro de ensino fundamental, na visão de Figueira. Ele conta que anualmente oito mil alunos ingressam no ensino médio. A meta é ter todas os estabelecimentos prontos em 2008. Na cidade, apenas a escola Alcina Dantas Feijão tem ensino médio municipal. Figueira Júnior disse ainda que irá reformar três Emeis (Escolas Municipais de Ensino Infantil) que já estão desgastadas.

Pé-frio – Nas últimas duas administrações municipais, do prefeito Luiz Tortorello (1996-2000 e 2001-2004) – que morreu em dezembro – o vice-prefeito Silvio Torres (PTB) foi protagonista de ações interinas que entraram para o folclore político. Toda vez que assumiu a cadeira de prefeito, algo ruim aconteceu na cidade.

Em dezembro passado, após internação de Tortorello, São Caetano foi surpreendida por forte chuva que fez com que as águas dos ribeirões dos Meninos e dos Couros transbordassem. Como se não bastasse o contratempo da chuva, os moradores – quase todos fanáticos pelo Azulão – viram o São Caetano perder 24 pontos no Campeonato Brasileiro em decisão do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), que ainda condenou o presidente Nairo Ferreira de Souza a 720 dias de suspensão por causa da morte do zagueiro Serginho. O médico do time, Paulo Forte, foi suspenso por 720 dias. Durante a campanha de reeleição, em agosto de 2000, Torres sofreu seqüestro-relâmpago. Fato que virou motivo para o então candidato da oposição, Jair Meneguelli (PT), explorar a falta de segurança em São Caetano.



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‘É perda de tempo ser apenas vice-prefeito’, diz Walter Figueira Júnior

Juliana de Sordi Gattone
Do Diário do Grande ABC

19/06/2005 | 08:20


Pela primeira vez, um vice-prefeito de São Caetano não fica apenas esperando um momento para ocupar a cadeira principal da administração. O professor de Educação Física Walter Figueira Júnior (PTB) também é titular da Secretaria de Educação e garante: "É uma perda de tempo ser apenas o vice". Para ele, a perda é política, porque o papel fica reduzido e não traduz totalmente o que o vice representou durante a campanha, nos comprometimentos junto ao povo.

"Tem vice só aguardando uma substituição por lei, por licença, por férias, ou por qualquer coisa assim", diz. Esse é o caso de quatro vice-prefeitos do Grande ABC. Apenas três cidades têm vices que ocupam cargos de secretários. Além de São Caetano, em Santo André, a vice Ivete Garcia é titular da pasta de Orçamento Participativo e em Ribeirão, o vice Jorge Mittidiero responde pela Saúde.

Figueira esclarece que o vice-prefeito não precisa necessariamente assumir uma secretaria. "Poder ser um papel político, como chefe da Casa Civil, ou na administração indireta, mas que leve para o prefeito um recado imediato, um termômetro." Ao fazer análise da política na cidade e no Brasil, o vice de São Caetano chegou à conclusão de que o povo busca relação transparente, de trabalho, de perguntas e respostas e soluções rápidas com a administração.

Figueira Júnior diz que o prefeito, José Auricchio Júnior, também do PTB, considera o papel do vice de fundamental importância e interpreta a posição como um elo político, um reforço administrativo e opinativo. Por isso, segundo ele, a ocupação de uma pasta facilita a interface com a população. "A gente anda pela rua e o pessoal identifica a gente, faz questionamentos, críticas construtivas, argumentações sobre tais obras, sobre tais serviços. E cabe a mim, como vice, levar esse recado do povo, da nossa cidade, ao prefeito."

Somar – Questionado sobre uma possível troca de papéis com a reforma administrativa, Figueira Júnior foi político: "Uso muito uma frase utilizada no futebol: Nós viemos para somar. O que ele (Auricchio) decidir é de bom tamanho". E acrescenta: "Se Auricchio for um vencedor, estará carregando o vice junto". Figueira Júnior já foi secretário de Esportes e Turismo em duas gestões de Luiz Tortorello.

A ocupação na secretaria, segundo Figueira, é conveniente e pertinente porque tem relação com a profissão de professor. E, ao assumir a pasta, o vice diz ter jurado para si próprio que não iria errar. "Vou redimensionar a área, torná-la mais criativa e adequá-la às normatizações vigentes", promete.

A população de São Caetano precisa de mais três escolas de ensino médio e quatro de ensino fundamental, na visão de Figueira. Ele conta que anualmente oito mil alunos ingressam no ensino médio. A meta é ter todas os estabelecimentos prontos em 2008. Na cidade, apenas a escola Alcina Dantas Feijão tem ensino médio municipal. Figueira Júnior disse ainda que irá reformar três Emeis (Escolas Municipais de Ensino Infantil) que já estão desgastadas.

Pé-frio – Nas últimas duas administrações municipais, do prefeito Luiz Tortorello (1996-2000 e 2001-2004) – que morreu em dezembro – o vice-prefeito Silvio Torres (PTB) foi protagonista de ações interinas que entraram para o folclore político. Toda vez que assumiu a cadeira de prefeito, algo ruim aconteceu na cidade.

Em dezembro passado, após internação de Tortorello, São Caetano foi surpreendida por forte chuva que fez com que as águas dos ribeirões dos Meninos e dos Couros transbordassem. Como se não bastasse o contratempo da chuva, os moradores – quase todos fanáticos pelo Azulão – viram o São Caetano perder 24 pontos no Campeonato Brasileiro em decisão do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), que ainda condenou o presidente Nairo Ferreira de Souza a 720 dias de suspensão por causa da morte do zagueiro Serginho. O médico do time, Paulo Forte, foi suspenso por 720 dias. Durante a campanha de reeleição, em agosto de 2000, Torres sofreu seqüestro-relâmpago. Fato que virou motivo para o então candidato da oposição, Jair Meneguelli (PT), explorar a falta de segurança em São Caetano.

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