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Pennacchi em sua diversidade na Pinacoteca


Cássio Gomes Neves
Do Diário do Grande ABC

13/05/2006 | 08:51


Fulvio Pennacchi é velho conhecido do Grande ABC. É sua a assinatura no “rodapé” do afresco Maria, José e o Menino Jesus no Presépio e Fuga para o Egito, que ilustra desde 1954 o altar da Igreja de São José, a matriz de Ribeirão Pires. Agora o pintor e artista plástico, nascido na Itália em 1905 e morto em São Paulo em 1992, pode ficar mais íntimo dos espectadores por ocasião da exposição Fulvio Pennacchi – 100 Anos, que a Pinacoteca do Estado inaugura neste sábado em suas dependências na praça da Luz, em São Paulo.

Com curadoria de Tadeu Chiarelli, a mostra celebra, com ligeiro atraso, o centenário de nascimento do artista, que desembarcou no Brasil em 1929 e filiou-se em 1933 ao grupo Santa Helena (criado nas entranhas do edifício homônimo em São Paulo, um dos primeiros arranha-céus da cidade), junto a artistas como Volpi, Bonadei e Rebolo. Pintava quando assim permitia o expediente como açougueiro, ofício exercido em suas primeiras semanas como “brasileiro”.

A exposição escala 300 obras, um painel que patenteia a diversidade artística do italiano, que transitou entre pinturas, gravuras, cerâmicas, desenhos e que está cimentado como um dos pioneiros da pintura mural no Brasil. Uma alternativa que exemplifica o dilema entre a Europa ancestral e a “profanação” de linguagens à brasileira que Pennacchi vivia à época. O curador escreve, no catálogo da mostra, que o artista, “a partir de uma aprendizagem erudita e dentro dos padrões consagrados pela tradição de seu país de origem, vê-se imerso, de repente, não apenas em um novo país, numa outra cultura, mas, igualmente, num momento em que aos poucos vão chegando novas concepções artísticas e estéticas – muitas excludentes entre si”.

Também durante a mostra será exibido o documentário biográfico Fulvio Pennacchi, uma Poética da Paixão, roteirizado e dirigido pela dupla Diógenes Moura e Guilherme Marback.

Fulvio Pennacchi – 100 Anos – Abertura neste sábado, das 11h às 14h, na Pinacoteca do Estado – praça da Luz, 2, São Paulo. Tel.: 3229-9844. Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h. Ingr.: R$ 2 e R$ 4 (grátis aos sábados). Até 25 de junho.


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Pennacchi em sua diversidade na Pinacoteca

Cássio Gomes Neves
Do Diário do Grande ABC

13/05/2006 | 08:51


Fulvio Pennacchi é velho conhecido do Grande ABC. É sua a assinatura no “rodapé” do afresco Maria, José e o Menino Jesus no Presépio e Fuga para o Egito, que ilustra desde 1954 o altar da Igreja de São José, a matriz de Ribeirão Pires. Agora o pintor e artista plástico, nascido na Itália em 1905 e morto em São Paulo em 1992, pode ficar mais íntimo dos espectadores por ocasião da exposição Fulvio Pennacchi – 100 Anos, que a Pinacoteca do Estado inaugura neste sábado em suas dependências na praça da Luz, em São Paulo.

Com curadoria de Tadeu Chiarelli, a mostra celebra, com ligeiro atraso, o centenário de nascimento do artista, que desembarcou no Brasil em 1929 e filiou-se em 1933 ao grupo Santa Helena (criado nas entranhas do edifício homônimo em São Paulo, um dos primeiros arranha-céus da cidade), junto a artistas como Volpi, Bonadei e Rebolo. Pintava quando assim permitia o expediente como açougueiro, ofício exercido em suas primeiras semanas como “brasileiro”.

A exposição escala 300 obras, um painel que patenteia a diversidade artística do italiano, que transitou entre pinturas, gravuras, cerâmicas, desenhos e que está cimentado como um dos pioneiros da pintura mural no Brasil. Uma alternativa que exemplifica o dilema entre a Europa ancestral e a “profanação” de linguagens à brasileira que Pennacchi vivia à época. O curador escreve, no catálogo da mostra, que o artista, “a partir de uma aprendizagem erudita e dentro dos padrões consagrados pela tradição de seu país de origem, vê-se imerso, de repente, não apenas em um novo país, numa outra cultura, mas, igualmente, num momento em que aos poucos vão chegando novas concepções artísticas e estéticas – muitas excludentes entre si”.

Também durante a mostra será exibido o documentário biográfico Fulvio Pennacchi, uma Poética da Paixão, roteirizado e dirigido pela dupla Diógenes Moura e Guilherme Marback.

Fulvio Pennacchi – 100 Anos – Abertura neste sábado, das 11h às 14h, na Pinacoteca do Estado – praça da Luz, 2, São Paulo. Tel.: 3229-9844. Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h. Ingr.: R$ 2 e R$ 4 (grátis aos sábados). Até 25 de junho.

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