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Empresas não esperam e atendem metalúrgicos


Eric Fujita
Do Diário do Grande ABC

14/09/2005 | 08:32


Um dia após o início da série de paralisações em indústrias do Grupo 9 (máquinas, eletroeletrônicos e metalurgia tradicional), duas empresas afetadas pelo movimento em São Bernardo decidiram atender à reivindicação da campanha salarial dos metalúrgicos do segmento – aumento real equivalente ao dos trabalhadores das montadoras, autopeças e do setor de fundição.

A Exata Master (indústria de ferramentaria) e a Elvi (cozinha industrial) concederão aumento real de 3% mais reposição de 4,66% da inflação. Os índices serão aplicados de imediato, antes mesmo do final das negociações entre o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (vinculado à CUT) e o Grupo 9 da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que insiste em conceder aumento real de apenas 2,09%.

A decisão surgiu depois de reunião entre as empresas e o sindicato. Com a medida, as fábricas estão livres da ameaça de novas paralisações, ao contrário do restante das indústrias do setor. Na campanha salarial do ano passado, algumas empresas fizeram essa mesma antecipação – fecharam acordos isoladamente, antes da conclusão das negociações pelo Grupo 9.

Nesta terça, o sindicato continuou em Diadema com a onda de paralisações de um dia. Desta vez, a parada ocorreu na fábrica de máquinas operatrizes ThyssenKrupp. A mobilização será retomada hoje em mais duas empresas de São Bernardo, que, juntas, têm 600 funcionários. Os nomes das indústrias não foram revelados. Pela estratégia aplicada, a da "greve pipoca" (sem aviso prévio e de surpresa), a idéia é atingir 15 indústrias até sexta-feira. Se o movimento não der resultado, a categoria partirá para a greve por tempo indeterminado. O Grupo 9 abrange 25,3 mil dos 110 mil metalúrgicos nas duas cidades.

O diretor do sindicato, José Paulo da Silva Nogueira, comemorou a iniciativa da Exata Master e Elvi. As duas empresas contam com 360 e 30 funcionários, respectivamente. "Isso mostra que as empresas têm condições de atender nossas reivindicações. Os negociadores (do Grupo 9) estão muito mais intransigentes."

Os representantes das duas empresas destacaram que tinham de conceder o aumento para evitar novos prejuízos. O diretor-superintendente da Exata Master, Gerson Kobayashi, afirmou que não podia ficar aguardando o término do impasse para aplicar os índices. O gerente-administrativo da Elvi, Hélio Coelho, destacou que a empresa agiu dessa forma em razão da reivindicação dos funcionários. "Estamos preocupados com os nossos empregados. O índice poderia ser aplicado se o sindicato tivesse nos procurado antes da paralisação de ontem (segunda-feira)."

Paralisações – No segundo dia da série de paralisações, mais de 200 funcionários da ThyssenKrupp suspenderam as atividades. O resultado do movimento ficou abaixo do esperado porque o sindicato queria parar cinco empresas. O sindicalista Nogueira justificou que isso não aconteceu devido ao mau tempo. "Tivemos de reavaliar nossa estratégia e decidimos parar uma empresa maior." A produção da Thyssen ficou prejudicada, e só deverá ser retomada totalmente hoje, informou o chefe de Recursos Humanos da companhia, Adilson Peres.



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Empresas não esperam e atendem metalúrgicos

Eric Fujita
Do Diário do Grande ABC

14/09/2005 | 08:32


Um dia após o início da série de paralisações em indústrias do Grupo 9 (máquinas, eletroeletrônicos e metalurgia tradicional), duas empresas afetadas pelo movimento em São Bernardo decidiram atender à reivindicação da campanha salarial dos metalúrgicos do segmento – aumento real equivalente ao dos trabalhadores das montadoras, autopeças e do setor de fundição.

A Exata Master (indústria de ferramentaria) e a Elvi (cozinha industrial) concederão aumento real de 3% mais reposição de 4,66% da inflação. Os índices serão aplicados de imediato, antes mesmo do final das negociações entre o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (vinculado à CUT) e o Grupo 9 da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que insiste em conceder aumento real de apenas 2,09%.

A decisão surgiu depois de reunião entre as empresas e o sindicato. Com a medida, as fábricas estão livres da ameaça de novas paralisações, ao contrário do restante das indústrias do setor. Na campanha salarial do ano passado, algumas empresas fizeram essa mesma antecipação – fecharam acordos isoladamente, antes da conclusão das negociações pelo Grupo 9.

Nesta terça, o sindicato continuou em Diadema com a onda de paralisações de um dia. Desta vez, a parada ocorreu na fábrica de máquinas operatrizes ThyssenKrupp. A mobilização será retomada hoje em mais duas empresas de São Bernardo, que, juntas, têm 600 funcionários. Os nomes das indústrias não foram revelados. Pela estratégia aplicada, a da "greve pipoca" (sem aviso prévio e de surpresa), a idéia é atingir 15 indústrias até sexta-feira. Se o movimento não der resultado, a categoria partirá para a greve por tempo indeterminado. O Grupo 9 abrange 25,3 mil dos 110 mil metalúrgicos nas duas cidades.

O diretor do sindicato, José Paulo da Silva Nogueira, comemorou a iniciativa da Exata Master e Elvi. As duas empresas contam com 360 e 30 funcionários, respectivamente. "Isso mostra que as empresas têm condições de atender nossas reivindicações. Os negociadores (do Grupo 9) estão muito mais intransigentes."

Os representantes das duas empresas destacaram que tinham de conceder o aumento para evitar novos prejuízos. O diretor-superintendente da Exata Master, Gerson Kobayashi, afirmou que não podia ficar aguardando o término do impasse para aplicar os índices. O gerente-administrativo da Elvi, Hélio Coelho, destacou que a empresa agiu dessa forma em razão da reivindicação dos funcionários. "Estamos preocupados com os nossos empregados. O índice poderia ser aplicado se o sindicato tivesse nos procurado antes da paralisação de ontem (segunda-feira)."

Paralisações – No segundo dia da série de paralisações, mais de 200 funcionários da ThyssenKrupp suspenderam as atividades. O resultado do movimento ficou abaixo do esperado porque o sindicato queria parar cinco empresas. O sindicalista Nogueira justificou que isso não aconteceu devido ao mau tempo. "Tivemos de reavaliar nossa estratégia e decidimos parar uma empresa maior." A produção da Thyssen ficou prejudicada, e só deverá ser retomada totalmente hoje, informou o chefe de Recursos Humanos da companhia, Adilson Peres.

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